segunda-feira, 12 de abril de 2010

Diagnóstico mostra bairros com prioridade de atendimento social

Quinta-feira - 08 de Abril de 2010 às 15:25
Diagnóstico mostra bairros com prioridade de atendimento social

A Secretaria de Assistência Social e Cidadania divulgou os resultados da pesquisa social feita nos bairros de Guarulhos pela consultoria Kairós. O diagnóstico, iniciado em 2008, tem índices atualizados de inclusão e exclusão social. A base de dados, apresentada durante evento no Centro Municipal de Educação Adamastor nesta quinta-feira (8), vai orientar o trabalho do governo na ampliação dos serviços públicos de educação, assistência social, segurança pública e saúde nos locais com alta prioridade de atendimento.

Segundo o coordenador da consultoria, Elvis Bonassa, entre as regiões com menor garantia de direitos estão Água Chata, Tupinambá e Leblom Centenário. “Mais de 40% da população mora nesses locais com baixos índices de condições de vida, renda, cobertura de creche, densidade por dormitório, entre outras características”, afirmou.

O secretário de Assistência Social e Cidadania, Wagner Hosokawa, disse que a as informações vão ajudar o poder público a enxergar onde estão concentrados os problemas. “A cidade tem uma nova ferramenta que servirá de base para o planejamento de políticas públicas direcionadas. A partir da análise dos indicadores sociais vamos realizar ações mais eficazes nos próximos anos”, ressaltou.

O vice-prefeito e secretário de Saúde, Carlos Derman, declarou que é necessário superar as desigualdades existentes de um bairro para outro e disse que o diagnóstico precisará ser compartilhado com outras secretarias para unificar os dados e dar condições para que todos tenham os seus direitos garantidos.

Cidade participa do Colegiado Nacional de Assistência Social



Cidade participa do Colegiado Nacional de Assistência Social


A cidade vai representar em todo o país as propostas municipais de assistência social. A decisão foi votada na assembléia do 12º Encontro Nacional de Gestores Municipais que elegeu o secretário municipal de Assistência Social e Cidadania, Wagner Hosokawa para o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas). O órgão foi criado há 15 anos para estimular a participação dos municípios nos conselhos em todo o território nacional e para viabilizar o aperfeiçoamento das políticas públicas de assistência social.

Aproximadamente 1.800 pessoas, representando 518 cidades brasileiras participaram do evento realizado em Natal, na última semana de março. Segundo Hosokawa, a escolha é resultado do reconhecimento ao trabalho de assistência social desenvolvido na cidade. “Fortalecemos o Sistema Único de Assistência Social em Guarulhos e agora temos a tarefa de representar os interesses dos outros municípios para o aperfeiçoamento das políticas sociais que garantem os serviços e benefícios à população”, afirmou.

Para a gestão do Congemas, biênio 2010-2012, foi eleita a presidente Ieda de Castro. A abertura do encontro contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Patrus Ananias.

Guarulhos tem primeiro posto de atendimento ao migrante do Brasil.




Segunda-feira - 05 de Abril de 2010 às 14:59
Guarulhos tem primeiro posto de atendimento ao migrante do Brasil

Guarulhos é o primeiro município do Brasil a ter um Posto de Atendimento Humanizado ao Migrante. O órgão está instalado no Aeroporto Internacional de Cumbica. A responsabilidade de gestão do posto, feita até fevereiro de 2010 pela Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad), passou a ser da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania.

O atendimento do posto foi ampliado. O horário de funcionamento é das 8 às 17 horas, e na madrugada, em sistema de plantão, das 4 às 8 horas. Os agentes têm as funções de orientar as pessoas que vão para outros países, atraídas pela oferta de estudo e trabalho, como também no combate ao tráfico de pessoas, na formação de redes para transladar os migrantes, contato com os consulados, divulgação de campanhas e esclarecimento de dúvidas.

De acordo com Ricardo Lins, coordenador do Programa de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, do Ministério da Justiça, a transferência acontece graças ao empenho de diversos setores, e é fruto de um convênio entre a Prefeitura de Guarulhos e o Ministério da Justiça, com o objetivo de garantir um tratamento digno para as vítimas de deportação e tráfico de pessoas.

Segundo o secretário de Assistência Social e Cidadania, Wagner Hosokawa, Guarulhos é o primeiro município a criar este serviço. “Esperamos acolher na área do aeroporto todas as vítimas de violência com a garantia de direitos. Esperamos que não seja o único posto, e sim que essa nova política pública esteja presente em outros aeroportos.”
Serviço:
O Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante fica no mezanino, Asa B, Terminal 1, no Aeroporto Internacional de Cumbica.

Atendimento no Posto Humanizado

O atendimento acontece principalmente no horário de pico de chegada dos voos internacionais, onde é possível receber os brasileiros que estão voltando por meio de deportação ou retorno voluntário. O tráfico de pessoas é um problema mundial que afeta Guarulhos principalmente por causa da presença do Aeroporto Internacional, utilizado por quadrilhas, às vezes, como rota de crime.
Entre as funções do posto estão o auxílio ao migrante no recâmbio à cidade natal, o encaminhamento para casa de acolhimento, o contato com a família e a inserção em programas sociais.
Grande parte das vítimas sofre algum tipo de violência no exterior. Segundo relatório da Asbrad, as violações de direitos não estão associadas apenas à condição de migrantes, mas, principalmente, a estereótipos relacionados a país de origem, gênero, orientação sexual e ocupação.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Cooperação deve agilizar atendimento às vítimas do tráfico de pessoas em SP.

01.02.10 - BRASIL



Cooperação deve agilizar atendimento às vítimas do tráfico de pessoas em SP
Tatiana Félix *
Guarulhos - Adital -

Desde 2006 o Posto de Atendimento Humanizado localizado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, é coordenado pela Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad). No local, são atendidos passageiros migrantes, deportados e inadmitidos.

O objetivo é identificar vítimas do tráfico de seres humanos e encaminhá-las aos serviços de atendimento psicossocial. O tráfico de pessoas é um crime que vitima milhares de pessoas em todo o mundo e se caracteriza por uma falsa promessa de emprego, em geral, no exterior, onde as vítimas se tornam reféns e são exploradas.

Segundo o Secretário de Assistência Social e Cidadania de Guarulhos, Wagner Hosokawa, no ano passado foi enviado um projeto ao Ministério da Justiça (MJ), solicitando que a prefeitura da cidade assumisse a gestão do Posto Humanizado. A proposta atende uma das metas do Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (PNETP).

Em dezembro de 2009 foi assinado o convênio que transfere a gestão do Posto da ONG para o poder público. O convênio, que deve durar dois anos, está em fase de transição até dezembro deste ano, período em que a Asbrad ainda permanece no comando. Até lá, a prefeitura deve capacitar funcionários. A ideia é que o município comece o atendimento no Posto em janeiro de 2011.

A previsão é de que a capacitação dos funcionários municipais comece em junho e deve abordar o contexto histórico do tráfico humano, PNETP, serviço de atendimento, entre outros. "Quase 90% dos deportados e inadmitidos brasileiros chegam em Cumbica", explicou o secretário.

Na semana passada, Wagner se reuniu com o superintendente da Infraero, Lucínio da Silva e representantes do Posto de Atendimento Humanizado aos Migrantes, para discutir o termo de cooperação e acelerar o atendimento às vítimas. "Não descartamos a ideia de firmar um convênio com a Asbrad", informou.

Com a gestão do Posto sob o comando do poder público, segundo Wagner, a principal mudança deve ser no atendimento contínuo para qualquer situação, pois, atualmente, a Asbrad só atua nos horários de chegada dos vôos internacionais ou para atender deportados e inadmitidos. "Nós vamos ter agilidade maior no encaminhamento das vítimas".

A mudança deve transformar o trabalho realizado pela ONG em uma política pública de governo. Para Wagner, com a gestão dessa iniciativa a cidade de Guarulhos deve se tornar um centro de referência no atendimento às vítimas e no enfrentamento ao tráfico de pessoas.

* Jornalista da Adital

CPI do Trabalho Infantil pode ser instaurada em 2010

01/02/2010


Segundo a assessoria de autora da proposta, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), se comprometeu a colocar o assunto em pauta assim que as atividades parlamentares se normalizarem após o recesso

Da Repórter Brasil / por Bianca Pyl

Poderá ser criada, ainda no primeiro semestre deste ano, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com vistas a enfrentar o problema do trabalho infantil. Requerimento de criação da CPI do Trabalho Infantil, de autoria da deputada federal Sandra Rosado (PSB-RN), foi aprovado em abril de 2009 pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) e deve ser submetida à apreciação dos parlamentares da Câmara dos Deputados.

De acordo com a assessoria de imprensa da deputada Sandra, o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP) prometeu colocar o tema em pauta assim que os trabalhos se normalizarem após o período de recesso. O tema foi tratado em seminário sobre os 15 anos do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), promovido pelas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP); de Direitos Humanos e Minorias (CDHM); e de Educação e Cultura (CEC), da Câmara Federal.

"Estamos aguardando desde novembro do ano passado e, assim que as atividades parlamentares forem retomadas, iremos pressionar para que o tema seja inserido na pauta do Plenário. A nossa prioridade é que a CPI seja instaurada no primeiro semestre por causa das eleições", conta Isa Maria de Oliveira, secretária-executiva do FNPETI.

De acordo com Isa, que também integra a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti), a CPI terá como foco a identificação e a proposição de medidas para a eliminação das piores formas de trabalho infantil. Ela acredita que será dada visibilidade ao problema e os parlamentares poderão se sensibilizar para a proposição de políticas públicas voltadas para as famílias que mantêm crianças na labuta.

Entre as medidas que contribuíram para enfrentar o problema, a secretária-executiva do Fórum Nacional destaca o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Além disso, foi aprovada a lista das piores formas de trabalho infantil (Decreto 6481/08) e rejeitada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 191/00, que autorizava o ingresso de maiores de 14 e menores de 18 anos no mercado de trabalho ajudaram na diminuição dos casos de trabalho infantil. Atualmente, a Constituição proíbe o trabalho de menores de 16 anos. Os maiores de 14 podem ser admitidos, mas apenas na condição de aprendizes.

Pesquisa recente da OIT sobre trabalho decente revelou que o número de crianças e adolescentes ocupados, entre 5 e 17 anos de idade, caiu quase 50% entre 1992 (8,42 milhões, equvalente a 19,6% do total de crianças nesta faixa etária) e 2007 (4,85 milhões, ou 10,8% do total).

ComplexidadeOs programas de transferência de renda para as famílias das crianças que trabalham não têm tido impacto no combate ao trabaho infantil, na opinião da representante do Fórum Nacional. Além disso, ela avalia que a integração do Peti com o Programa Bolsa Família (PBF), em 2006, teria enfraquecido o combate e tirado a visibilidade do problema específico.
"O que traz resultados efetivos é a prevenção", analisa Isa. De acordo com ela, escolas com ensino de qualidade e em tempo integral podem evitar que crianças comecem a trabalhar. "É preciso garantir a permanência dos alunos na escola. Muitas vezes, se a criança não tem bom rendimento, a família tira da escola e coloca para trabalhar", complementa.

O trabalho infantil está inserido na família da criança e do adolescente. É justamente neste âmbito, destaca Isa, que o problema precisa ser combatido. A dificuldade é maior quando a criança trabalha com os pais, como no caso de serviços domésticos e da agricultura familiar. "Quando há a contratação por parte de terceiros, a fiscalização atua e dificilmente o empregador irá empregar crianças novamente", exemplifica Isa.

Na avaliação da secretária-executiva do FNPETI, a cultura de que o trabalho ajuda no desenvolvimento da criança ainda persiste em centros urbanos e na área rural. "Já ouvi até educadores que verbalizam esse conceito errôneo em palestras e eventos que promovemos. Quando o próprio educador não vê a escola como um meio de desenvolver a aprendizagem e a cognição das crianças, fica claro que o problema é mais complexo do que parece".

A informação ajuda na conscientização, mas as campanhas, na visão de Isa, ainda são muito pontuais, . "A mídia tem assumido papel importante, mas é necessário que a informação seja mais universalizada e chegue até as famílias para mostrar os prejuízos que as crianças sofrem".
Cooperação A Organização Internacional do Trabalho (OIT), o governo brasileiro - por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) - e representantes dos governos da Bolívia, Equador, Paraguai e Timor Leste assinaram novos projetos para a implementação da Cooperação Sul-Sul para a promoção do trabalho decente.
O acerto dos projetos, em novembro de 2009, foi uma das conseqüências da Conferência Hemisférica pelo Trabalho Decente, ocorrida em maio de 2006, em Brasília (DF). "Naquela ocasião, foi assinado um manifesto entre governos, empregadores e trabalhadores para o cumprimento de algumas metas específicas presentes na Agenda Hemisférica.

"Essa cooperação não pode ser definida apenas como mais um ´intercâmbio de experiências´, mas como um diálogo multilateral com base em políticas consolidadas", explica Renato Mendes, coordenador do Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil (IPEC) da OIT no Brasil.

Entre os compromissos estão: eliminar as piores formas de trabalho infantil até 2015 e eliminar o trabalho infantil em sua totalidade até 2020. Foram escolhidos como eixos para a cooperação: a produção de conhecimento; os instrumentos legislativos; a mobilização social; o fortalecimento do diálogo entre as partes envolvidas; e as políticas de proteção social.

Durante o processo que envolve 16 países e está sendo intermediado pela OIT, a prioridade foi dada a cinco países: Bolívia, Equador, Paraguai, Haiti e Timor Leste. Cada país, segundo Renato, apresentou uma necessidade particular ao Brasil para avançar em termos de trabalho decente.
No caso do Timor Leste, a principal necessidade é a implementação da Convenção 182 da OIT, que visa eliminar atividades perigosas para crianças. "O Brasil dispõe de conhecimento porque já fez o mapa de risco das ocupações", conta o membro da OIT. O país asiático está interessado ainda na criação de instâncias participativas como o FNPETI. Eles ainda não dispõem de um tecido social coeso que reúna trabalhadores, empresários, poder público e sociedade para a defesa dos direitos da criança e do adolescente.

O Paraguai quer saber mais sobre as formas de captação de denúncias para o combate à exploração sexual infantil, além de entender melhor o papel do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). No país vizinho, o Vice-Ministério do Trabalho está vinculado ao Ministério da Justiça. "Nesse caso é necessário elevar o status do trabalho e aumentar a capacidade de regulação e de promoção de políticas públicas", avalia Renato.
O fortalecimento do sistema de fiscalização do trabalho é a prioridade da Bolívia. "O sistema de monitoramento é frágil e a dificuldade em eliminar focos de trabalho infantil é muito grande", analisa o coordenador do IPEC.

Esta primeira iniciativa mais ligada ao combate ao trabalho infantil também está aberta para possíveis demandas do lado brasileiro. "Bolívia, Equador e Paraguai têm, por exemplo, ações voltadas para crianças indígenas em situação de vida urbana bem mais consolidados que o Brasil", finaliza Renato.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Zeca Baleiro canta:Letra da musica Vai de Madureira

Se não tem água Perrier eu não vou me aperrear
Se tiver o que comer não precisa caviar
Se faltar molho rose no dendê vou me acabar
Se não tem Moet Chandon, cachaça vai apanhar
Esquece Ilhas Caiman deposita em Paquetá
Se não posso um Cordon Bleu, cabidela e vatapá
Quem não tem Las Vegas, vai no bingo de Irajá
Quem não tem Beverly Hills, mora no BNH
Quem não pode, quem não podeNova York vai de Madureira
Se não tem Empório ArmaniNão importa vou na Creuza costureira do oitavo andar
Se não rola aquele almoço no FasanoVou na vila, vou comer a feijoada da Zilá
Só ponho Reebok no meu samba
Quando a sola do meu Bamba chegar ao fim


E eu, Wagner Hosokawa, o japonês mais negro do Brasil digo...e nada me farta nessa fartura de companheiros e companheiras...se ideais pulsantes, de sonhos como suor, de lagrimas como oleo que lubrifica a maquina...viva a Cuba que não tem Wall mart, Wall disney...e vive muito bem obrigado...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Em resposta ao terror dos conservadores...verrissimo comenta e eu recomendo!



21/01/2010

Verissimo

Planos e direitos

Só li do tal Plano Nacional de Direitos Humanos o que saiu, em fragmentos, nos jornais. Se entendi bem, o que eu duvido, este plano é uma versão revisada de um anterior, que por sua vez era uma revisão de um mais antigo. O que sugere que ou o novo plano altera radicalmente as propostas dos outros ou o escândalo que se faz com ele é indefensável. Por que o escândalo, e só agora? Pelo que li, não são grandes as diferenças entre o terceiro plano e os dois anteriores, inclusive o que é dos tempos do Fernando Henrique.

E não há discrepância entre suas propostas e o que está em discussão, hoje, no resto do mundo civilizado. Coisas como a descriminalização do aborto e o casamento de gays são debates modernos, mesmo que não impliquem em mudanças imediatas. A proibição de símbolos religiosos em repartições públicas é consequência lógica do velho preceito da separação de igreja e estado, que não deveria melindrar mais ninguém — pelo menos não neste século. A ideia de novos anteparos jurídicos para mediar os conflitos de terra é de uma alternativa sensata para a violência de lado a lado. E a obrigação de proteger os direitos e a integridade de qualquer um da prepotência do estado e do excesso policial, alguém é humanamente contra? O novo plano peca pela linguagem confusa e inadequada, em alguns casos. A preocupação com o monopólio da informação de grandes grupos jornalísticos, e com a qualidade da programação disponível, também é comum em todo o mundo.

Muitos países têm leis e restrições para enfrentar a questão sem que configurem ameaças à liberdade de opinião e de expressão. E sem sugerir o controle de redações e o poder de censura que o tal plano — em passagens que devem ser imediatamente cortadas, e seus autores postos de castigo — parece sugerir.

Sobra a questão militar. Em nenhum fragmento do plano que li se fala em anular a anistia. O direito humano que se quer promover é o do Brasil de saber seu passado, é o direito da Nação à memória que hoje lhe é sonegada. Só por uma grande falência da razão, por uma irrecuperável crise semântica, se poderia aceitar verdade como sinônimo de revanche.