quarta-feira, 13 de outubro de 2010

10 Motivos para votar em DILMA. Pelo cineasta JORGE FURTADO*




Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma, um ou outro até diz que vai votar no Serra. Espero que sigam sendo meus amigos. Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.

Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)


Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos. Passo a analisar os dez mais freqüentes.

1. “Alternância no poder é bom”.

Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder. Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.

2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.

Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias. O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.

3. “Dilma não é simpática”.

Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.

4. “Dilma não tem experiência”.

Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.

5. “Dilma foi terrorista”.

Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.



6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano”.

Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.

7. “Serra vai moralizar a política”.

Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista - no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC - foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela “Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido com “engavetador da república”, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao contrário.

8. “O PT apóia as FARC”.

Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?

9. “O PT censura a imprensa”.

Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição oposicionista (sic) deste país”. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.


10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito bem do Serra”.
Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.


*Um dos mais respeitados cineastas brasileiros, Jorge Alberto Furtado, 51 anos, trabalhou como repórter, apresentador, editor, roteirista e produtor. Já realizou mais de 30 trabalhos como roteirista/diretor e recebeu 13 premiações dentre os quais, o Prêmio Cinema Brasil, em 2003, de melhor diretor e de melhor roteiro original do longa O homem que copiava.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Meu voto não tem preço, tem confiança! No segundo turno, pela democracia e um país que respeita a diversidade!


É o Brasil não é teocrático, é laico pela constituição. Constituição conquistada pelo sangue, suor e lagrimas do que lutaram (e não fugiram). Luta é o motor que faz com que os trabalhadores/as sigam fazendo do voto e da atitude formas de garantir direitos. Direitos, que foram negados durante a ditadura engravatada e FHC-SERRA: privatizações, camburões, punições, prisões e corrupções.
O Brasil precisa seguir mudando. Mudando de cultura política. Mudando de opinião. Mudando dessa gente (1%) que se considera dona do que é público e do próprio povo. Povo que tem autonomia para decidir sem necessariamente pensar como uma classe média mediócre que defende o que não tem e vota em quem vai te ferrar...esqueceram o FH e sua magica política econômica de 1999?
O país que eu tenho não é perfeito, se fosse nem precisava de eleição. Por isso mesmo eu voto, e não voto em qualquer um - principalmente em quem não representa a minha classe - a trabalhadora.
Sou trabalhador, sou assistente social, sou assalariado - não importa o salário - não sou dono dos meios de produção, não sou empresário, nem banqueiro e nem industrial.
Por isso, vou de 13 novamente! Vou de 13 ousadamente! Vou de 13 pela democracia e plo Brasil.

sábado, 18 de setembro de 2010

Dra. Cureau quer calar o Mino



Por Paulo Henrique Amorim


Dra. Cureau, a imparcial A imparcial procuradora da Justiça Eleitoral, dra. Sandra Cureau, enviou ofício ao Mino Carta para saber quais as instituições do Governo Federal anunciam na CartaCapital.


A ilação óbvia é que a imparcial dra. Cureau quer constranger o Mino, instituições governamentais, reduzir a receita da revista e calar o Mino pelo bolso.


É o Golpe.


A imparcial dra. Cureau já tentou calar o blog Amigos do Presidente Lula.


Por quê a imparcial dra. Cureau não pergunta à Veja e à Globo que instituições governamentais nelas anunciam ?


Proporcionalmente, a Veja e a Globo recebem mais anúncio do Governo Federal do que a CartaCapital.Quem se preocupava muito com isso era o Diogo Mainardi, antes de fugir para Veneza.


Será que a imparcial dra. Cureau nele se inspirou.


Viva o Brasil.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Agora é Lei: 30 horas para assistentes sociais"








A mobilização da categoria e a luta em diversos locais de trabalho, cidades e estados garantiu que o Conselho Federal e Conselhos Regionais de Serviço Social lançassem na sexta-feira, 3 de setembro, o material de divulgação sobre a implementação da Lei 12.317, de 26 de agosto de 2010, que altera o artigo 5° da Lei de Regulamentação Profissional (Lei 8.662/1993) e define a jornada máxima de trabalho de assistentes sociais em 30 horas semanais sem redução salarial.

Obtivemos uma grande vitória com a aprovação da jornada de 30 horas sem redução salarial. Todos/as sabemos que no tempo presente vem prevalecendo a restrição e redução de direitos. Lutar e conquistar um direito trabalhista tão importante nesse momento histórico faz da nossa conquista uma vitória ainda mais saborosa. Nossa luta segue pela ampliação de direitos para toda a classe trabalhadora. Como trabalhadores/as que somos, vamos comemorar cada dia e cada minuto esse importante ganho, fruto da articulação, pressão e mobilização dessa categoria aguerrida que são os/as assistentes sociais brasileiros/as", reforçou a diretoria do CFESS, que ressalta: "Agora é hora de tirar a Lei do papel e colocá-la em prática”.

Essa conquista representa um novo tempo nas relações do direito ao trabalho e as condições a que são submetidas as profissionais de serviço social nas áreas da saúde, da assistência social, do setor privado e nas instituições sem fins lucrativos, bem como as demais áreas onde se inserem a nossa categoria.

A exemplo de outros países, a redução da jornada de trabalho é necessária frente a grande automação, avanços na tecnologia e na própria agilidade dos serviços que são hoje prestados. Essa busca pelo atendimento no “melhor” tempo precisa significar melhoria e ampliação do direito ao trabalho para os trabalhadores (as).

O impacto positivo da redução da jornada para a categoria representa o beneficio de mais de 60% dos/as assistentes sociais no Brasil, que hoje têm jornada igual ou superior a 40 horas semanais, o que significa melhoria de condições de trabalho para aproximadamente 60.000 profissionais.

Como profissional da saúde (conforme estabelecem as resoluções 218/97 e 287/98 do Conselho Nacional de Saúde), os/as assistentes sociais também estão submetidos a condições aviltantes de trabalho como longas jornadas de 40 ou 44 horas, baixos salários, duplo vínculo, realização de atividades sob constante pressão. Entre os profissionais da saúde, o/a assistente social, ao lado do médico e do enfermeiro, é o que apresenta um dos maiores índices de estresse, fadiga mental, desgaste físico ou psicológico.

O/a assistente social ainda se submete dupla jornada, pois além da jornada de trabalho ainda responde pelas responsabilidades familiares, visto que 90% da categoria são do sexo feminino. Sua aprovação não impactará na jornada de trabalho dos/as assistentes sociais que já possuem jornada inferior a 30 horas, sendo que este contingente hoje é reduzido, pois somente 10% de profissionais (aproximadamente 9 mil) conquistaram jornadas inferiores a 30 horas em acordos coletivos de trabalho na área da saúde.




Para um país que se orgulha de profissionais que atuam diretamente com a garantia de direitos sociais é preciso parabenizar a categoria dos/as assistentes sociais pela conquista, ampliar a contratação de mais profissionais e proporcionar o acesso a cidadania da população brasileira. Esta provado que só a luta muda a qualidade de vida de todos/as.

Wagner Hosokawa
Vice-presidente em exercício do CRESS 9ª região SP
(Conselho Regional de Serviço Social)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Falta pouco para o Brasil seguir mudando! De que lado você está?


Faz uns quinze anos que escuto dizer quanto o período de descenso das massas. O governo FHC representou a opção clara de um modelo que arrasou e dilapidou consideravelmente e gravemente o Estado brasileiro, com privatizações e redução de direitos sociais utilizou todos os recursos necessários para perpetuar seu governo numa clara dependencia dos grupos finaceiros e ecnomicos que indicavam inclusive ministros (da fazenda - principalmente), do Banco Central e funcionários de alto escalão.
O projeto neoliberal não cumpriu sua etapa mais cruel no Brasil. A ALCA - Acordo de Livre Comercio das Ámericas colocaria o país no colo do sistema financeiro e auto destrutivo dos EUA, os empregos seriam arrassados pelas multi ou melhor transnacionais, e o continente brasileiro seria um grande mercado consumidor e produtor - ao mesmo tempo - dos benefícios e riquezas dos "ermanos" do norte. Uma vontade mudou esse rumo.
A vontade popular - acumulada - na última decada levou o Lula lá a serio e impôs uma derrota - parcial - nos projetos do capitalismo mundial. É certo dizer que o programa de governo de 2002 vem de recuos, mas a esquerda brasileira seguiu - e seguiu bem este caminho, ao ponto de dizer "tudo bem" a força popular faz o resto...(não deu), ou aqueles que buscavam auto enganar-se dizendo "é cena do Lula pra virar a mesa"...
Nada disso se concluiu. O Brasil governado pelo PT botou na balança do Estado - que estava pensa apenas para um lado - um equilibrio entre desenvolvimento econômico e social, ousou compor um minsitério contraditório, mas muito atuante. Abriu as viceras do Estado com conselhos consultivos e dialogo sobre os instrumentos estatais na vida das pessoas. Foi ortodoxo em manter o modelo neoliberal - financista, e na outra ponta distribuiu parte (parte) da riqueza arrecadada para o Estado e remeteu aos que tem mais direito: os mais pobres.
Avançou mais do que a media dos governos social-democratas, pois embarcou numa conjuntura política que na America latina refletiu-se com sucessivas vitórias da esquerda no continente. Isso sim deve ser levado em conta, a mudança da tática para minar o poder. Chavez (Venezuela), Evo (Bolivia), Correia (Equador), no Uruguai, Paraguai, Argentina...enfim uma onda vermelha e branco avançou aos países sul-americanos. E a ALCA, graças a força popular ficou no esquecimento.
E no Brasil 2010? A esquerda brasileira não abandonou a tática eleitoral, todos - praticamente todos - estão nos seus minutos, segundos e milesimos de segundos da TV. Disputando as eleições nos marcos e ainda dizendo que estão apenas para ter espaço para conclamar as massas suas mensagens. Novamente nada de novo, portanto resistir é necessário.
Eleger Dilma é resistir. Sim, eleger Dilma é nesta conjuntura a melhor opção. Não ha ascenso, não ha levante, não ha nova força política (de esquerda e não de direita renovada), na conjuntura. A política institucional, principlamente parlamentar esta sendo ocupada pelo escraxo, pela baixa qualidade de debate e pior por atores, cantores, comediantes e outros palhaços e oportunistas que não contribuem para mudança da cultura política.
Por isso, eu sei defender minhas candidaturas: sei porque apoio Ana Perugini (13.121), Janete Pietá (1387), Marta Senadora (133), Mercadante governador (13) e Dilma presidenta (13). Sei suas histórias de luta, suas trajetórias e principalmente, compromisso com um país diferente.
Que nós na esquerda brasileira possamos ter mais tempo para refletir e seguir ao combate. Nesse momento é resistir.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

CONSELHO GESTOR: UMA CONQUISTA DA DEMOCRACIA E DO CONTROLE SOCIAL NO SUAS, GUARULHOS LANGA NA FRENTE COMO EXEMPLO PARA O BRASIL!













Quinta-feira - 24 de Junho de 2010 às 20:04
FONTE: PMG
Ministra do MDS dá posse a membros dos conselhos gestores do CRAS

Nesta quinta-feira, dia 24, a ministra do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Márcia Lopes, participou da posse dos primeiros conselheiros gestores do Centro de Referência de Assistência Social e Cidadania (Cras) e do Centro de Referência do Idoso. Guarulhos é a primeira cidade a criar conselhos gestores que possibilitam a participação dos usuários dos serviços de assistência social nas decisões.

Receberam o certificado de posse 128 conselheiros, 50% representantes dos usuários, 25% representantes da coordenação e 25% representantes dos funcionários de assistência social. As eleições aconteceram no início de 2010, durante nove encontros regionais realizados com a finalidade de informar a população sobre as propostas que foram aprovadas nas conferências estaduais e nacional.

A ministra Márcia Lopes ressaltou que a criação dos conselhos gestores é uma decisão política inédita no Brasil. “Todos os municípios brasileiros devem aprender essa lição com Guarulhos; a democratização vai ajudar a construir um espaço participativo para decidir, corrigir rumos e construir soluções para inúmeros problemas sociais.” Lopes anunciou que a cidade acaba de ganhar mais dois Cras na região do Pimentas, no Centenário e na Nova Cidade. Com isso, os serviços de assistência social serão levados a mais de duas mil pessoas que antes não tinham acesso ao atendimento assistencial. A cidade também ganhará outros Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas) para atender a população em situação de rua.

Para o prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida, durante muitos anos as decisões eram tomadas sem consultar o povo, no entanto, hoje existe um novo modelo de administração que incentiva a população a decidir de forma coletiva. O maior patrimônio da sociedade é a convivência e o direito de reivindicação, por isso os Cras têm papel importante na vida das pessoas. Eles são como postos de saúde, mas com serviços de assistência social.

O secretário de Assistência Social e Cidadania, Wagner Hosokawa, fez um balanço sobre as atividades realizadas. “Em um ano e meio de gestão conseguimos avançar na implantação do Sistema Único de Assistência Social e Cidadania. Duplicamos e vamos triplicar o número de atendimentos. Trouxemos recursos, ampliamos a equipe de atendimento à população em situação de rua e reformamos o albergue municipal. Tínhamos 338 funcionários, hoje temos 425.
Pela primeira vez o governo federal vai investir em Guarulhos R$ 52 mil em dois Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas) que atenderão os moradores em situação de rua. A Secretaria já fez a adesão de quatro novos Creas. O investimento será de R$ 364 mil. O Cras é a porta de entrada da assistência social onde acontece a triagem para o Bolsa Família, o Projovem, o Benefício de Prestação Continuada, entre outros programas e serviços. A função do conselho gestor será planejar, acompanhar e avaliar as ações dos Cras.

O evento contou com as apresentações culturais da banda da Guarda Civil Municipal, do Instituto de Promoção Social Água e Vida e do Coral Vida Nova do Centro de Referência do Idoso.



Guarulhos recebe ministra Márcia Lopes nesta quinta-feira


O município de Guarulhos, na Grande São Paulo, recebe nesta quinta-feira (24/06) a visita da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes. Ela se encontra com o prefeito Sebastião Almeida, dá posse aos titulares dos Conselhos Gestores dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e visita o Posto de Atendimento Humanizado a Migrantes no Aeroporto Internacional de São Paulo. Guarulhos tem 14 CRAS financiados pelo MDS.
Já o posto do aeroporto – iniciativa do Ministério da Justiça, em parceria com a Infraero e a Prefeitura de Guarulhos – atende a brasileiros e estrangeiros com problemas de migração e tem por objetivo combater o tráfico de pessoas. A equipe que trabalha no local – psicólogo e assistentes sociais - é do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) do município, cofinanciado pelo MDS.Guarulhos tem 53.910 famílias no programa Bolsa Família, com transferência de R$ 4,8 milhões em junho. Na área de Assistência Social, sã0 8.701 idosos e 6.901 pessoas com deficiência recebendo o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que repassa um salário mínimo através do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
O município tem 450 jovens inscritos no Projovem Adolescente e 232 crianças e adolescentes no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Na área de segurança alimentar e nutricional, já estão funcionando um Restaurante Popular e um Banco de Alimentos que receberam recursos federais.
Desde o início do ano, o Estado de São Paulo recebeu do MDS R$ 549,7 milhões por meio do Bolsa Família e R$ 1,27 bilhão para as ações de Assistência Social. São 1.125.510 famílias no Bolsa Família, 316.449 idosos e 287.736 pessoas com deficiência recebendo o BPC, 522 CRAS e 109 CREAS cofinanciados pelo MDS, 20.800 inscritos no Projovem Adolescente e 19.588 crianças e adolescentes no PETI, além de 17 Bancos de Alimentos, 31 Cozinhas Comunitárias e 15 Restaurantes Populares que receberam recursos do MDS e estão funcionando.