Blog do Wagner Hosokawa. Para quem curte novas idéias para política, a sociedade e a vida!
sábado, 1 de outubro de 2022
sexta-feira, 23 de setembro de 2022
É tempo de resistir.
quinta-feira, 21 de julho de 2022
Nossas crianças serão alfabetizadas e olharão para o futuro com dignidade? | Carta semanal 28 (2022) - do Instituto Tricontinental
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terça-feira, 19 de julho de 2022
16 de julho de 2022. Entrega dos arquivos e a memória da UGES para o CEDEM, o Centro de Documentação e Memória da UNESP
A UGES foi e é uma escola permanente viva na história e na coragem da juventude brasileira. Lá, onde a partir dos meus 14 para os 15 anos comecei minha militância política. Foi minha escola de valores humanos, de amizades e companheirismo. Carrego na alma e no coração meus tutores, mestres e guerreiros e guerreiras que me formaram. Pode ser que eu seja injusto em não citar algum nome, a falha é humana. Mas sei que não vamos parar por aqui. Quero agora seguir na fase de colher as histórias orais de cada um e cada uma que fez parte da UGES e foi esse forte coração de estudante!
Aos compas David Fumyo, Luis Claudio e Valdir Ramos Cunha. Aos que me acolheram Luciano, Marcos Silva, Marina Pinto (em memória), Jairo, Janecleide, Benedita, Wagner (de Arujá) entre tantos. Aos que militaram ombro a ombro Rover Marinho, Edlene, Marcos, Andre, Olívia Andreoli, Sidnei, a companheirada das escolas estaduais que visitei passando por debaixo de catraca de ônibus, andando a pé e seguindo no passo da luta! Agradecimento a minha companheira Tati Lima, que está sempre ao meu lado e Edvaldo Belussi companheiro e amigo, que me acompanharam nesse momento.
E aos e ás companheiros/as do CEDEM que fazem da universidade pública um lugar de resistência das lutas coletivas da classe trabalhadora. Muito feliz mesmo! Uma felicidade que não cabe no peito.
quinta-feira, 14 de julho de 2022
Debate necessário. O que os socialistas e comunistas devem fazer nesse momento?
As reflexões de Zé Paulo seguem necessárias e nos provocam para sabermos no momento histórico atual: "O que os socialistas e comunistas devem fazer nesse momento?"
Abandonar a luta democrática? No ponto que ele nos diz que "comunismo e democracia se combinam", tenho total acordo e tem sido uma perseguição minha desde o mestrado até o doutorado, apesar de ter me aprofundado em um método especifico, os orçamentos participativos. Mas minha questão vai além e ele sempre responde com uma frase que para mim é certeira: "um regime que tem medo livros, não tem como se sustentar" e de fato não basta uma direção revolucionária que indique os desafios econômicos do alto de um comitê central, sem esse processo que agregue os e as maiores interessados/as na transformação da sociedade que é classe trabalhadora.
Ele toca em algo que para mim ainda é um trauma político-pessoal. O dever de insurgir no processo eleitoral, de utilizar o sistema, de ter a tribuna como trincheira (como ensinou Lauro campos), ocupar o parlamento burguês para nosso agitprop, para golpear as representações burguesas enquanto a classe se organiza nas ruas, nos locais de trabalho, nos bairros, enfim, é duro saber se você é capaz de assumir uma tarefa, e de fato qual deve ser o papel dos socialistas e comunistas nesse momento? Se ausentar? Assumir tarefas pequenas no dia a dia da classe? Ou seus quadros devam assumir de fato as responsabilidades que o tempo histórico nos exige?
Não tenho respostas. Porém, depois de assistir essa aula fica a duvida: a provocação do velho marxista dirigida a nós é uma convocação para uma tarefa.
Sempre aprendi que não há tarefas boas ou ruins, na luta de classes há tarefas. Cabe o militante exercer sua práxis seguindo a diretriz do bom comandante soviético (Lenin), onde "não há prática revolucionária, sem teoria revolucionária".
Já faz um tempo que desiludi com o jogo democrático, onde joguei com peças erradas e aprendi uma valiosa lição: "nunca abandone seus princípios e o militante que você é, pois foram com estas qualidades que avançamos. Desviadas por orientações ruins, o gosto amargo da derrota é mais pessoal do que da classe".
Voltemos a essas reflexões em breve.
Recomendo que assistam, do começo ao fim!
terça-feira, 7 de junho de 2022
É luta de classes porra!
Século XXI e a máquina de guerra ideológica do capitalismo financeiro consegue de forma homeopática erradicar as conquistas político culturais que foram forjadas no tempo histórico da sociedade moderna e de forma larga estabelecer uma "idiotização" da sociedade que produz com rapidez gente ignorante, inclusive na sua própria classe e convertendo a democracia liberal em idiocracia (a sociedade e o Estado dos idiotas).
Quando o escritor e jornalista Luis Fernando Verissímo criticou nossa colonização a partir dos estrangeirismos cada vez mais presentes pela língua estadunidense, vulgarmente chamada de "inglês", ele também estabelece a conexão com o que é relevante nessa colonização idiocrática do capitalismo financeiro influenciada pelo "modo de viver" estadunidense que pós segunda guerra expressa as piores cretinices do mundo moderno e na constituição do neoliberalismo durante o governo Ronald Reagan a lógica do "viva esse momento" (e foda-se o planeta e quem mais viver nele) ganha contornos cada vez mais gritantes.
Eu assistia o filme "O lobo de Wall Street" e imaginava que era um boa critica ao sistema, mas observando melhor não. É a reprodução escarrada da velha forma neoliberal de viver, onde mesmo condenado, a engrenagem do sistema que são os operadores financeiros e suas fábricas de morte ainda são no final condenadas juntas, pois, se haviam gananciosos querendo "ganhar" dinheiro fácil em um sistema financeiro de risco, estes também são culpados. No final, a perseguição ao operador do sistema e seus cumplices era nada mais, nada menos uma resposta de auto-proteção do próprio sistema, que precisa (aí sim) regular usando o Estado contra os "maus capitalistas".
Porém, esse nível de reflexão é alto demais para o que eu queria tratar. O buraco é mais embaixo e o nível dos operadores do sistema de classes é muito raso.
Ouvir em pleno século XXI que um trabalhador se dispor a defender seu trabalho e seus colegas é um perigo e que pode trazer prejuízos a si é um discurso que atravessa o tempo desde que o capitalismo é capitalismo.
Outra coisa é a frase velhaca do "se não gosta dessa empresa peça demissão" remete a uma dimensão de imbecilidade que me faz pensar como certas pessoas tiram títulos acadêmicos, já que sua fala remetem a um clichê que nem faria parte do roteiro do um Guarnieri quando escreveu "Eles não usam black-tie". Como se a condição do local de trabalho fosse uma questão de escolha e como se os patrões estivessem dando um "favor" aos trabalhadores.
E ainda tem a narrativa mais tosca: "os donos trabalharam de baixo para chegarem onde chegaram". Acreditar nisso é no mínimo viver numa bolha digna de "estudar em casa" (ou home escolacho como está sendo discutido pela orda bolsonarista).
É queridas e queridos, vida não tá fácil. Tecnologia no capitalismo não é dado de avanço da humanidade. É apenas ativo ou "commodities" do mercado financeiro, porque em termos humanos estamos indo ladeira a baixo pela sociedade da financeirização.
Entre o "reino da ignorância" e a "ditadura da maioria", fico com a segunda como bom leninista!
domingo, 22 de maio de 2022
Voto em Lula é resistência institucional ao projeto fascista de Bolsonaro!
Deixa explicar uma coisa sobre minha militância partidária. Filiado desde 1998, mas militante desde 1996 sempre militei na esquerda do PT. Militante não ativista. Ativista vai nos eventos, se envolve mas sem organicidade. Eu militei. Como bom leninista e guevarista me envolvi em tudo: base, direção, delegação, articulação, mobilização, enfim, sempre tratei o PT como um partido da classe, por isso nunca fui lulista, recuar era um pecado contra classe.
Das boas lutas internas tenho orgulho de ter pertencido e apoiado a tese Socialismo ou barbárie de 1998, de ser contra o recuo programático desse ano e ter apoiado Greenhalgh para deputado federal "o advogado do MST", quando a coordenação se distancia do mst naquela eleição, em 2002 participei da ocupação do palco do auditório Elis Regina em SP contra aliança com Quércia, em 2006, em 2010 e 2014 seguimos questionando as alianças, mas sempre apoiando como um militante disciplinado, de partido.
Agora após o golpe de 2016 e a vitória eleitoral do fascismo bolsonarista, seguirei, mesmo não militando no partido desde 2014, mas filiado, respeitando posição, com direito de exercer minha crítica. Votar em Lula agora é um ato de resistência provisória, sem ilusões quanto o programa ou alianças. Agora o que o meu campo de esquerda, socialista e revolucionário construiu nesse período de 20 anos? Nada significativo, com suas lutas internas e egos inconciliáveis estagnamos e ainda somos subsumidos por uma visão de esquerda liberal.
Diante disso, não me considero incoerente, por estar no partido sigo sua deliberação. Não estou indo contra meus princípios, meu voto é pontual e tático contra um mal maior. Quem quer manter sua consciência "limpa e cristalina" siga. Mas seja coerente quando a resistência contra o fascismo exigir irmos as vias de fato. Eu tenho 42 e vivi e vivo resistências, sem problemas para enfrentar fascista na voz ou no braço. Só que a realidade impõe necessidades sobre nossas vontades, sigo as lições de Marx e Lênin, para quem recuar é apenas preparar a reação de classe. Que as experiências de Mao na China e da resistência argelina nos indiquem que aqui o momento é expulsar o miliciano do Planalto. Voto Lula sim.

