quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Um convite necessário, lembrar é resistir!

Respeito aos que lutaram, vai Carlos ser Marighella na vida!

Abaixo a ditadura militar,
Abaixo a ditadura do mercado!

Ontem, hoje e sempre
enquanto houver opressão, haverá resistência!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Seu Jorge recita "Negro Drama", dos Racionais

É a vida, só a luta muda essa vida!

É hora de reposicionar as peças do jogo. Mas antes saber o que está em jogo?



Terminou a festa da democracia. Resultados já dados, festas já passadas, descansos merecidos e retomada da vida diária. Isso poderia ser o cenário da trajetória normal da política tradicional brasileira.

Porém para uma parte dos que se dedicaram, debateram e apresentaram propostas para população partem para uma nova jornada: disputar a sociedade com as condições em jogo.

Há setores hoje no PT já em olho em 2014 e outros em 2016. Projetos para o futuro só deveriam ser traçados e determinados pelo presente, mas há quem já sonhe com a próxima cadeira que quer se sentar.
Para nós da esquerda socialista brasileira os caminhos que existem são os que estão colocados já faz um tempo:
  • 1)      Disputar as eleições no marco das regras atuais, ocupar espaços institucionais e seguir na resistência e no fortalecimento de movimentos contestatórios a ordem vigente;
  • 2)      Envolver-se nas entranhas do movimento sindical e fazer de lá, com todos os seus problemas, um espaço a ocupar, sobreviver e resistir;
  • 3)      Organizar-se nos movimentos sociais e populares, sobrevivendo pelas beiradas da institucionalidade, das organizações não governamentais e mandatos parlamentares. Correndo riscos de todo tipo nos enfrentamentos e conflitos sociais.

Todas as alternativas de lutas estão aí sendo realizadas, sem demérito ou crise com a forma. O que importa agora é saber de fato o que se quer e qual é a perspectiva pela frente.

Qualquer escolha depende do grau de organização dos militantes e da sua evidente sobrevivência econômica, uma vez que o modelo de partido que Lênin previu não cumpre mais esse papel para agremiações como o PT ou Psol que repartem a partir das forças internas seus militantes liberados. Ou quando o partido de quadros persiste em existir as formas mais fechadas e que são mais rígidas na escolha dos seus militantes organizadores como Pstu, Pcb e PcdoB.

E qual acúmulo social queremos e para onde? Estas duas perguntas vivem de respostas vagas e  beirando o oportunismo de quem já está estabelecido em seus cargos, portanto se não for feito de forma seria, com uma análise partindo do estudo, da vivencia e da certeza do sacrifício que a organização esta disposta a fazer nenhuma resposta é sincera.

Mesmo o crescimento do PSB não foi um definidor da vitória dos “socialistas”, pois parte dessa vitória é debitada na conta de Eduardo Campos (governador do Pernambuco) que com o sonho em chegar ao Palácio do Planalto dialoga inclusive com o playboy-tucano de Minas Gerais, Aecio Neves. O PcdoB recuou na linha programática e amargou derrotas, a maior em Porto Alegre foi dada pela trágica linha da candidata sem bandeira ideológica como se definia Manuela. O Psol será testado na administração pública no governo do Macapá, e já foi derrotado no quesito alianças pois ao ser eleito até com o DEM no Amapá joga de lado a “unidade da esquerda contra o Pt e o Psdb”, vive uma crise de identidades onde diferente (mas não tanto), no RJ o efeito Marcelo Freixo é mais ligada ao bom mandato que possui do que a força organizada do Psol no estado, vamos ver como se comporta a bancada de quatro vereadores.

Hoje para nós da Esquerda Popular Socialista (EPS) há algumas certezas sobre porque construir o pensamento socialista no PT, organizar a resistência ao capitalismo e manter-se na luta popular e institucional. São elas:

  • a)      O PT ainda é a força eleitoral e popular que agrega parte significativa dos setores populares, comunitários e sociais nas cidades, reúne um sentimento de compromisso com os mais pobres ao mesmo tempo tem essa idéia de “partido que se preocupa com o social”, exemplo disso é a votação expressiva na cidade de São Paulo nos extremos;
  • b)      Quando há o confronto entre idéias que buscam romper com o velho Estado nacional tradicionalista e patrimonialista, seja na defesa das cotas raciais e sociais nas universidades, nas políticas para mulheres, direitos para a população LGBT, liberalização da maconha, enfim, as vozes mais atrasadas da sociedade se levantam, acusam e taxam o PT como se fossemos ungidos de um “lugar do mal” para acabar com a “santa aliança moral”. Esse confronto de idéias ainda nos posiciona como setor progressista e de pensamento avançado de sociedade;
  • c)       A qualidade das políticas públicas e da atuação parlamentar continua sendo referencia na sociedade brasileira;
  • d)      Estamos ainda com raízes nas lutas sociais, nas entidades de categorias e na luta sindical, sendo que causamos as polêmicas necessárias, as mobilizações necessárias e estamos presentes em movimentos onde mesmo hostilizados pela posição partidária, somos respeitados como militantes.
  • Por isso é preciso superar a “vergonha” de 2005. Para quem não conhecia essa diferenciação interna no PT nós já combatemos os mesmos acusados pelo “mensalão” em outros encontros internos, já enfrentávamos o desvio de nossos princípios e ideais e, portanto não nos cabe ter problemas de consciência moral e sim de enfrentar o debate político.

O Supremo Tribunal Federal mostra a sua parcialidade diante de uma constituição que é objeto histórico da conciliação entre as classes, e claro quando chamada a enfrentar grandes polêmicas pode ser tão progressista quanto atrasada, dependendo de cada cabeça . Ingênuos ou não provamos que nossas indicações ao STF não foram para privilegiar ninguém, pois é o PT o partido que está no banco dos réus e não o processo 470.

Reposicionar o jogo da disputa pela sociedade é reafirmar nosso compromisso com a luta socialista, buscando meios de construir a revolução social e popular, unir as forças progressistas, democráticas e revolucionárias que querem romper com o velho Brasil patrimonialista, clientelista, moralmente atrasado, elitista e de classes.

Reposicionar o jogo é romper agora com as velhas picuinhas da esquerda ou a velha necessidade de saber quem tem a verdade. Quem insistir nesse não-método esquerdista vai ficar só, sozinho mesmo, pois alguns debates precisam ser feitos com a população e não com guetos ou grupos dos “mesmos”.
Reposicionar o jogo é não ter medo de ter posição.

Reposicionar o jogo é saber o tamanho da nossa força, o que acumulamos no período e como poderemos sustentar nossa força ou nosso crescimento.

Aqui me dirijo aos companheiros/as que disputaram as eleições de 2012, onde é momento de fazer um balanço do que cresceu em nossa tática, o que mantemos para manter viva nossa organização e  do que não foi possível conquistar. E claro, o que queremos conquistar.

O que está em jogo são os elementos que nos fazem permanecer e continuar a luta revolucionária no PT.

Agora é preciso organizar, preparar, visitar, cativar, cuidar e construir as bases para um novo período que pode ser constituído pela hegemonia do lado de cá, só depende de nós!

Wagner Hosokawa
Militanto do PT de Guarulhos e da EPS.

Vitória do PT e aliados, a certeza da governabilidade da cidade com Almeida!

Mais de 60% dos votos válidos. A oposição pode chiar, a imprensa local pode chamar a população de incapaz de escolher, mas a verdade é uma só: elegeu-se o projeto mais adequado a governar a cidade, no momento.

Dizer que a culpa foi do medo não condiz com o clima da última semana. Inclusive os "cães raivosos" do oponente deveriam ser colocados numa celinha e substituídos por pessoas que possam promover diálogo com a população. Foi um show de xingamentos, vozes roucas, acusações, enfim, a baixaria é a marca do oponente.

Guarulhos é uma cidade que vive presa aos velhos paradigmas do passado, um tradicionalismo besta ligado a velha sombra de ser ex região administrativa da capital que formou uma elite falida, pouco capaz de produzir um representante político a altura e incapaz de governar a cidade sem se lambuzar com a corrupção, não importa a sua proporção será corrupta.

Do outro lado vive um momento importante de crescimento vivido (e inconteste, como guarulhense e militante que correu o mundo nas escolas de nossa cidade), que foi fruto do investimento público em serviços, novos espaços culturais, nova cultura habitacional, educacional, mesmo na saúde (criticada aqui em todos os lugares do Brasil), são visíveis a vinda de novos profissionais no setor público e privado. Finalmente a vinda de algumas lojas de porte não são recebidas com a chave da cidade como fez o falecido (e esquecido), prefeito Nefi Tales em 1997 ao dar a chave da cidade para o gerente do Mc donald's na av. Tiradentes. Imagine se fizéssemos isso com o fran's cafe, armarinhos fernandes, poupe-me...que venham, aqui o desenvolvimento chegou e tem nome e rg.

O governo do PT não superou certas contradições da política brasileira como as alianças para governanr e vencer eleições, as vezes percebo até certo "petismo" nos olhos de um aliado, com mais vigor do que certos "companheiros" que vejo na sede e na vida do partido.

Vencer o quarto mandato leva a várias análises, inclusive as catastróficas. A eleição do companheiro Almeida foi para o PT um teste, um teste ruim de uma nova lógica interna: do chantagismo eleitoral!

Montou-se um central de inverdades e análises de botequim. Muitas jogando o governo e o companheiro prefeito para baixo! Impondo derrota no segundo turno e se chegasse ao segundo turno não teria folego para chegar ao final...

Pois bem, todos que apostaram nisso falharam. Vencemos bem no primeiro turno ao ponto de faltar poucos 2 mil votos para encerrar esse período. Novamente testados na urna no segundo turno vencemos com mais de  60% dos votos e o nosso adversário perdeu de forma vergonhosa (com menos votos que da última vez que disputou conosco em 2008).

Quem ganha com isso? Não é o PT e nem a cidade!

O quarto mandato dá ao PT e seus aliados uma condição tranquila de construção do quinto mandato por diversos fatores:

1) Almeida terá tranquilidade para governar, pois não é candidato a reeleição e governar bem agora é  construir uma vitrine para 2016;

2) A cidade tem atraído grandes investimentos de grande, médio e pequeno porte, basta administrar bem interesses, principalmente da população para que haja resposta popular;

3) Com a parceria através do governo Dilma a cidade continua com as grandes obras e investimento social, as eleições de 2014 apontam para sua reeleição, uma vez que alcança picos de 70% de aprovação da sua atuação a frente do governo federal;

4) Manter-se no meio da população, ir às ruas e bairros, sem perder essa relação popular através não só dos meios participativos mas principalmente participar da vida da cidade;

Estas condições básicas podem construir uma passagem tranquila para o quinto mandato, tendo sempre que responder a grande pergunta que fará sempre a população: "Porque manter nosso partido frente da responsabilidade de governar a cidade?"

Essa resposta precisa ser respondida com a militância, a mesma que foi convocada para sair as ruas para pedir os votos. É a mesma que dará essa resposta e a governabilidade!

(Sobre o debate socialista e a luta dos trabalhadores é preciso maior análise, caminhando nas ruas é perceptível que a massa popular reconhece isso no PT. Falta a nós militantes da esquerda socialista saber penetrar, dialogar e não abandonar a relação comunitária, diária e necessária com nosso povo para aí saber como construir um projeto político hegemonico de cidade e de sociedade, e não apenas ser um "bom governo" sem identidade político-ideologica e sem organização política para as lutas reais do povo)

Wagner Hosokawa
é militante do PT e da Esquerda Popular Socialista (EPS)
e mestre em Serviço Social pela PUC/SP

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Leiam: Stédile: Esquerda sectária faz jogo da direita


Prefiro deixar a matéria falar por si. Tem muito militonto metido a esquerda mais preocupado em manter sua vidinha de renda média e criticar tudo a que construir a luta...


publicado em 24 de outubro de 2012 às 20:52
Para Stédile, esquerda sectária faz jogo da direita


O candidato do PT à Prefeitura de Fortaleza, Elmano de Freitas, participou, na manhã desta sexta-feira (19) de uma mesa de debates com os movimentos sociais da cidade. Com o tema “Análise política nacional e perspectivas para Fortaleza”, a mesa foi realizada no Centro Frei Humberto e contou com a participaçãode João Pedro Stédile, membro da Coordenação Nacional do MST.

Primeiro a falar, Stédile fez uma rápida análise conjuntural das eleições deste ano, à luz da luta de classes no país. Ele criticou de forma veemente os grupos de esquerda que se deixam levar pelo sectarismo e esquecem da importância de disputar as instituições de poder com a direita: “O sectarismo é como se fosse o pentecostalismo da esquerda: são pequenos grupos que se agarram a defesa de uma leitura doutrinária da teoria e esquecem de fazer as disputas institucionais da luta de classes. Não por coincidência são grupos formados pela pequena burguesia, que não tem problemas objetivos para resolver na luta de classes, então se dão ao luxo de ficar apenas pregando a ideologia”, afirmou.

Para o companheiro, essa falta de perspectiva de luta real pelas instituições faz com que esses grupos se acomodem ao discurso do voto nulo ou, ainda pior, passem a torcer por vitórias da direita, quando suas candidaturas não têm chance de vencer: “É uma vergonha para a esquerda alguém como o Plínio defender o voto no Serra contra o Haddad”, exemplificou.

E continuou: “Isso é tudo o que a burguesia quer. Deixar os trabalhadores lutarem por terra, trabalho, moradia enquanto ela cuida do dinheiro público, que nada mais é do que a mais-valia geral que o Estado recolhe na forma de impostos”, concluiu.

Segundo Stédile a única maneira de transformar a luta de classes em uma luta permanente e acumular forças para a classe trabalhadora é combinar a luta de massas dos movimentos sociais com a luta institucional. Para finalizar, o companheiro listou as cinco principais batalhas que a esquerda vai travar neste segundo turno, que na sua opinião são São Paulo, Contagem, Belém, Salvador e Fortaleza.

Sobre o pleito de Fortaleza, Stédile afirmou que a eleição de Elmano é fundamental para frear a aliança entre Aécio Neves e Eduardo Campos — que é a nova aposta da direita brasileira, frente ao esfacelamento dos partidos conservadores tradicionais — e para lutar contra a oligarquia dos Gomes no estado.

“Por isso, se tem uma coisa que eu gostaria de pedir para vocês é: não durmam até o dia 27. Arregacem as mangas, porque parte do futuro do país, parte do que vai acontecer em 2014, começa a ser decidido aqui”, finalizou.

Durante sua fala, Elmano mostrou muita confiança na vitória, principalmente pelo crescimento da candidatura petista entre os segmentos mais pobres da cidade. O candidato, porém, disse que espera uma disputa muito embolada até o final e fez coro com Stédile no chamado à militância para estar nas ruas até o último dia da campanha.

Para Elmano, o segundo turno tem servido para deixar bem claro que a candidatura do PT representa os interesses dos mais pobres na luta de classes local, enquanto a candidatura adversária representa os interesses da elite política e econômica local. Essa divisão ficou bem clara na última pesquisa do Datafolha. No segmento com renda familiar mensal superior a 10 salários mínimos, a intenção de votos do candidato do PSB é de 67%, contra 33% do petista.

Já entre aqueles com rendimento familiar mensal de até dois salários mínimos, o petista abre 10 pontos de diferença: 55% a 45% dos votos válidos, em uma população formada majoritariamente pelas classes C e D.
Elmano falou ainda sobre a importância dos oito anos do governo do PT em Fortaleza para a melhoria de vida da população mais pobre, com a construção de moradias, a diminuição do número de áreas de risco, a melhoria da cobertura do sistema público de saúde, entre outras conquistas.

De acordo com o candidato, uma das maiores conquistas do governo do PT foi o aumento da participação da população na discussão das prioridades do município, com o Orçamento Participativo, do qual foi coordenador.
“Eu quero ser prefeito para abrir uma nova etapa na consolidação do nosso projeto político, avançando na participação popular e na relação com os movimentos sociais. Quero que essa cidade seja ainda mais uma referência de governo de esquerda e de governo comprometido com a melhoria da qualidade de vida da população mais pobre”, concluiu.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Eleições 2012, a indiferença do eleitor (a) foi o grande vencedor!


Eleições 2012, a indiferença do eleitor (a) foi o grande vencedor!

O eleitor está mudando? Os cidadãos e cidadãs estão mudando? Isso se observa nas escolhas para representantes no Brasil e em especial em nossa cidade.

Se considerarmos o fator representatividade olhamos para o Poder Legislativo e percebemos que mais de 140 mil eleitores votaram para eleger os 34 vereadores (as) numa cidade onde mais de 800 mil são eleitores num total de cerca de 1 milhão e 300 mil habitantes.

A conta não fecha? Sim não fecha porque ser vereador (a) para a população em geral não significa muita mudança local ou em geral na política.

Então porque tivemos só em Guarulhos o maior número de candidatos (as), onde só perdemos para a capital fluminense no Rio de Janeiro? Simples, o aumento do numero de partidos e a forte pulverização dos nichos da política local, ou seja, lugares onde haviam candidatos (as) tradicionais foram ocupadas por candidatos que ora foram seus apoiadores ou a própria renovação que sempre bate na casa dos 50% das vagas nas Câmaras.

É importante não mudar o foco do debate como o que foi ouvido nas ruas e que em vez de colaborar para o avanço da qualidade da democracia servem como cortina de fumaça contra o que é mais importante: valorizar a participação política.

A generalização por parte dos meios de comunicação não contribuem para o processo democrático e assim podemos pontuar:

  1. “Todo político é ladrão ou corrupto” - o incentivo a esse tipo de opinião destroí a democracia, porque é um pré julgamento de todos (as) em detrimento de uma parcela de representantes e candidatos (as) com propostas, projetos políticos e ideologia;
  2. “O horário eleitoral devia ser extinto” - a concessão dos meios de comunicação é pública e de poder do Estado Brasileiro através dos seus poderes, o uso comercial portanto é um direito econômico, a população tem o direito de ver, ouvir e comparar ideias e devendo ser exibidas de forma que atenda o chamado democrático das eleições. Por isso as redes de TV e rádio devem dicar quietinhas, porque se tem a concessão é devido a democracia, não fazem nada além da sua obrigação;
  3. “Todo mundo promete e não cumpre” - a dependencia política da sociedade sobre os seus representante sé o pior medidor que indica baixa participação política. Isso só pode ser mudado com participação e presença que vai desde as organizações da sociedade que acompanham o trabalho dos vereadores (as) e dos governos, a ausência de consultas, plebisicitos e referendos que não permite a decisão soberana do povo sobre grandes temas, vamos lembrar que o último plebiscito foi em 1993 (sobre o sistema de governo) e o único referendo foi em 2005 (sobre a comercialização de armas de fogo);

Outro grande derrotado pela apatia da sociedade são os grupos ou candidatos (as) que defendem ideias ou segmentos, onde as mulheres foram as que mais perderam pois em Guarulhos haviam na última legislatura cinco vereadoras, agora se elegeram duas ambas iniciantes no legislativo.

Culpa das mulheres? Não. Existem o enfraquecimento dos debates quanto a presença ou a defesa de ideias ligadas aos direitos destes segmentos como mulheres, negros (as), lgbt, jovens, idosos, etc., a fragilidade em candidatos (as) que defendem políticas públicas marcou as campanhas, parecendo que concorriam ao cargo os mais “honestos”, “limpos” sob a bandeira da “saúde e da educação”, destacando-se pouco outras reivindicações populares.

O voto distrital imposto de forma fragmentada também prevaleceu. Figuram entre os vitoriosos os representantes carnais de bairros ou regiões figurando o chamado reduto, seja pelas mais longas formas de retribuição do voto “em troca de” marcou fortemente essa forma de conquista do eleitor (a).

Para quem defende o voto distrital uma reflexão apenas: Guarulhos tem oficialmente 46 regiões com diversos bairros neles distribuidos, com uma Câmara de Vereadores (as) de apenas 34 representantes. Ou se reúnem regiões ou aumenta-se cadeiras de representantes, o risco esta justamente na formula para baixo: diminuir representantes. Isso sim é a ameaça a democracia.

Quanto menos representantes mais poderes nas mãos de poucos! Por isso qualquer país democrático que se preze aumenta representantes sem aumentar custos e qualifica o processo de escolha, e isso só com reforma política!

E a esquerda socialista? Esta é a maior derrotada nestas eleições municipais.

Com candidatos (as) espalhados por diversos partidos que vão desde o PT, Psol, Pstu e demais agremiações, estes candidatos (as) buscaram qualificar o debate, dislogar com a população, apresentar um programa político, mostrar a possibilidade de alternativa política contra a ordem e ter ideologia contida nas suas campanhas. Todos (as) foram derrotados.

Não recorreram as espertezas do processo eleitoral atual, como por exemplo: não compraram votos, não torcaram o voto por ajuda (de qualquer tipo), não se corromperam para meios sujos de financiamento, não coagiram o eleitor, etc., e por isso não chegaram nas vontades mais intimas de uma parte dos eleitores (as).

Quem não quis ficar de mal com ninguém ou não conheceu estas candidaturas votou na legenda. Ou seja ajudaram as candidaturas mais fortalecidas.

Essa indiferença vinda principalmente das categorias de renda média da população, a chamada “classe média”, tão assalariada quanto os que trabalham por um salário mínimo se valeram da máxima do “não é comigo” e do voto familiar e de amizade (o tio, o cunhado, o padeiro, o açougueiro, etc), e assim preferiram jogar na vala dos comuns as candidaturas da esquerda socialista.

Ea pobreza que atinge diretamente as candidaturas da esquerda socialista, porque não há como competir agora contra quem paga em $ o pão de hoje, enquanto nós pregamos pela luta o pão de amanhã.

Bem esta foi mais uma eleição que passou. É hora de analisar, avaliar, não fechar nossos olhos e opiniões sobre um fator apenas, mas ter uma certeza: precisamos tirar boas lições para que o dia a dia e o futuro sejam diferentes.

Wagner Hosokawa
Outubro de 2012.

domingo, 21 de outubro de 2012

ALMEIDA CRESCE EM RITMO ACELERADO E LIDERA PESQUISAS! Do outro lado é desespero, desrespeito e despreparo!






Mais de 60% dos guarulhenses estão com Almeida. É o que aponta o resultado da pesquisa de intenções de voto publicada nesta segunda-feira (15) pelo jornal Folha Metropolitana. Com 62,52% dos votos válidos, Sebastião Almeida segue crescendo em ritmo acelerado – quase 13% acima do resultado consolidado do primeiro turno.

Mesmo se considerarmos os votos brancos, nulos e indecisos, Almeida continua com grande vantagem. O Instituto que realizou a pesquisa ainda ressalta que o candidato do PT está na frente em 17 das 18 regiões pesquisadas.

A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 11 de outubro, ouviu 1.062 eleitores de 46 bairros da cidade. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos -


Registro no TRE SP - 01853/2012 - Instituto MAS Opinião e Pesquisa.

fonte:http://almeidaprefeito13.com.br/noticias/entry/almeida-cresce-em-ritmo-acelerado-e-lidera-pesquisas