quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Estatuto da Juventude: novos desafios para Guarulhos e o Brasil



Estatuto da Juventude: novos desafios para Guarulhos e o Brasil

Nove anos, este foi o tempo que levou das discussões, lobbys e a sanção da presidenta Dilma Roussef neste inicio do mês de agosto.

Finalmente a lei 12.852/2013 representa os interesses da juventude brasileira e que desde julho mostrou sua indignação das mais variadas formas nas manifestações que contestaram o modelo de transporte, o acesso aos direitos de educação e saúde, bem como mudanças na forma de se fazer política em nosso país.

O Estatuto da Juventude pode parecer mais uma lei na visão de quem não entende nada do Brasil, digo isso porque foi na adolescencia que comecei a participar da luta política por direitos e isso era suficiente para sofrer toda forma de preconceito e repressão por parte dos dirigentes sejam eles escolares, familiares ou da própria sociedade.

Ser jovem no Brasil é tarefa dificil. Muitos jovens conheceram nesta década o que é buscar carreira profissional através do ensino superior, onde os prouni's e enem's estão sendo fundamentais para esta conquista. Nos anos 90 tivemos um ministro da educação que dizia que “filho de trabalhador (a) não precisava fazer universidade”, e contra isso que lutavamos.

Cobram da juventude coisas que deveriam ser garantias dos adultos, a exemplo da educação que vive no estado de São Paulo uma crise de abandono e ao mesmo tempo de critica ao modelo de aulas, a desvalorização do conhecimento, dos professores, da aprovação automatica sem critérios, enfim, uma lista de problemas. A resposta: uns foram as ruas protestar outros foram na porta das fábricas e empresas procurar emprego. E os que nem estudam e nem trabalham vivem a ociosidade do crescimento economico como “dependentes independentes” sem prespectiva que deveria ser responsabilidade do Estado e da sociedade.

Exigem da juventude a necessidade de se preparar para vida adulta. Porém era preciso o Estatuto da Juventude recém sancionado para que fossem reconhecidos alguns direitos básicos como a saúde, direito ao transporte, ao respeito, a participação política, a livre expressão e comunicação de suas ideias e opiniões, ou seja, agora é lei. Ao jovem esta a responsabilidade de lutar pelos seus direitos para poder ser o “adulto” que a sociedade tanto espera.

Os governos vão ser obrigados a pautar os jovens. As políticas públicas para, com e da juventude devem ser compromissos, obrigações e urgências de quem governa o país. E por isso foi incluído no texto do estatuto o SINAJUVE, o sistema nacional de juventude representará um grande banco de dados, informações e pesquisa dos anseios dos (as) jovens no Brasil.

Em Guarulhos estamos a frente do próprio Estatuto da Juventude pois nosso Conselho Municipal de Juventude existe desde 2007 lado a lado a criação do CONJUVE (conselho nacional), na estrutura político administrativa da Prefeitura a Coordenadoria da Juventude tem status de secretaria com inumeras ações de dialogo, programas e ações junto a juventude.

Tudo isso não basta quando a tarefa é larga, longa e diversa. Há demandas dos segmentos no meio da juventude, há desafios entre os que estudam e os que foram expulsos do sistema educacional, há conflitos de interesses na garantia de alguns direitos.

Daqui algumas semanas teremos muitas ações na cidade pela Coordenadoria da Juventude: o programa Grafite é Cidadania está iniciando as suas oficinas, em setembro teremos a 4. Feira do Estudante com mais de 10 mil participantes, iremos promover os encontros para construir o Observatório da Juventude de Guarulhos articulada com diversas entidades e movimentos juvenis, teremos as lutas da campanha da “Juventude Negra quer Viver” e em breve pautaremos o Plano Municipal de Juventude. Tarefas não faltam para toda juventude.

É nesse contexto em que o Estatuto da Juventude vem para ficar. E que bom que seja assim, pois democracia sem opiniões diferentes não é democracia. Ou como dizia o poeta: “paz sem voz não é paz é medo”.


Wagner Hosokawa
é assistente social e Coordenador licenciado da Coordenadoria da Juventude e Mestre em Serviço Social pela PUC/SP



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Estatuto da Juventude agora é Lei. Texto foi publicado no Diário Oficial da União.


Mesmo com ressalvas, é uma conquista. Os vetos para mim não são justificáveis, pois fortalecer os conselhos de juventude e garantir meia passagens no transporte interestadual para os jovens entre 15 aos 29 anos era fundamental. Não havia necessidade dos vetos.

E a limitação de 40% dos ingressos a meia entrada, isso sim precisava ser vetado. Queremos acesso a cultura por inteiro e não pela metade!

Mas vamos seguir em frente, 10 anos para ter essa vitória é muito tempo.

Agora precisamos canalizar nosso tempo para fazer valer!!!!

Boa leitura, com matéria publicada no site da Secretaria Nacional de Juventude. Lá tem o link da lei na integra.

Últimas Notícias

06.08.2013 - Estatuto da Juventude agora é Lei. Texto foi publicadono Diário Oficial da União

6 de agosto de 2013
O Estatuto da Juventude foi publicado no Diário Oficial da União como a Lei de nº 12.852, nesta terça-feira (6/8). Conheça a íntegra do texto e os vetos feitos ao texto sancionado pela presidenta Dilma Rousseff.
06.08.2013 - Estatuto da Juventude agora é Lei. Texto foi publicado no Diário Oficial da União
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A Lei dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas dejuventude, além de criar o Sistema Nacional deJuventude (Sinajuve).
Conheça a íntegra do texto publicado no DOU e  os motivos dos itens vetados no texto sancionado pela presidenta Dilma Rousseff.

Pesquisa IBOPE-OAB revela que 85% querem reforma política valendo para 2014



Pesquisa IBOPE-OAB revela que 85% querem reforma política valendo para 2014

Estudo mostra ainda que 78% dos entrevistados se posicionaram contra a participação de empresas em financiamento de campanhas

Um desejo que vem das ruas para que a ‘democracia do dinheiro’ possa ser varrida definitivamente das eleições a partir de 2014. Esse foi o sentimento registrado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil que divulgou pesquisa IBOPE nesta terça-feira (6), em Brasília. O estudo revela que 85% dos entrevistados são favoráveis à reforma política para valer já nas próximas eleições. Quanto ao financiamento de campanha, 78% dos entrevistados se posicionaram contra a participação de empresas nas campanhas e 90% pediram punições mais rigorosas contra a prática de “caixa-dois”. Além disso, a pesquisa mostra que 92% dos entrevistados são a favor de projeto de lei nesse sentido por iniciativa popular.

Ao lado do presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado, o líder interino do Governo Dilma na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), espera que o Congresso Nacional revise seu posicionamento de não querer alterar o sistema eleitoral para o próximo ano.

“Nós temos tempo para as mudanças efetivas para 2014. Um debate feito com prioridade somente para reforma política poderá garantir que esta votação ocorra até 30 de setembro. O anteprojeto de lei de iniciativa popular “Eleições Limpas” da OAB ajuda a combater o abuso do poder econômico no processo eleitoral, porque proíbe o financiamento das campanhas por empresas. Elas não votam e por tanto não devem financiar as eleições. O projeto ainda propõe teto de gastos, e isso passa a dar igualdade aos candidatos equilibrando o processo eleitoral”, avaliou Fontana.

A pesquisa apontou, também, qual o melhor modelo para eleger deputados na opinião dos entrevistados. A favor de mudanças e pela instituição do voto em lista (lista e propostas de candidatos) ganhou a preferência de 56% das pessoas, enquanto 38% se manifestaram pela manutenção do atual modelo, de voto nominal. O IBOBE entrevistou 1.500 pessoas em todo o país de 27 a 30 de julho.

Carta da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira: A hora e a vez da juventude



Carta da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira

A hora e a vez da juventude

As mobilizações da juventude em junho representam uma mudança na conjuntura política no Brasil e abrem uma janela histórica para a realização das reformas estruturais necessárias para garantir a soberania nacional e os direitos da classe trabalhadora, promovendo o desenvolvimento econômico com justiça social, livre do racismo, machismo e homofobia.

Construímos no começo deste ano uma articulação ampla para fazer um diagnóstico coletivo da conjuntura, promover lutas sociais para pressionar os governos e enfrentar os inimigos do povo brasileiro. Participam diversas entidades que organizam a juventude em movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores da cidade e do campo, entidades estudantis, feministas, juventudes partidárias, religiosas, LGBT, coletivos de cultura e das periferias.

O nosso manifesto de lançamento, apresentado em fevereiro de 2013, proclamava a unidade da juventude para “avançar nas mudanças e conquistar mais direitos para juventude”. Logo depois, fizemos uma jornada de lutas em todo o país em março/abril, com a plataforma que construímos de forma conjunta.

Já havia naquele momento a expectativa de que os jovens sairiam às ruas para cobrar dos governos mais investimentos em educação, melhores condições de vida, mudanças no sistema político e respeito aos direitos. As manifestações de massa que aconteceram por todo o país, que tiveram como estopim a luta contra o aumento das passagens do transporte público, mostrou a disposição dos jovens irem às ruas exigir mudanças.

A juventude nas ruas com demandas progressistas, que implicam necessariamente o fortalecimento da classe trabalhadora, da soberania nacional e do Estado brasileiro, cria um quadro político favorável para avançar no processo de transformação do país. Nesse quadro, temos o compromisso de consolidar a unidade política, enraizando a nossa articulação nas nossas bases, intensificar o processo de luta, tendo como plataforma o nosso manifesto, e contribuir com o processo de mobilização.

Não queremos retrocessos, mas lutaremos para o país avançar. A partir de 2003, obtivemos avanços por meio da luta, em um período de crescimento econômico, com políticas sociais e distribuição de renda, porém dentro de um quadro de governo de composição de forças da burguesia e da classe trabalhadora, que tem dado sinais de esgotamento e mantém bloqueadas as reformas estruturais.

A juventude quer fazer política. Queremos casar a energia dos jovens nas ruas com o histórico de organização da classe trabalhadora. O momento é de enfrentar os inimigos do povo brasileiro, fazer pressão sobre os governos e aprofundar as mudanças.

Não queremos medidas paliativas. Precisamos de um novo modelo econômico que rompa com a herança neoliberal, assegure os direitos dos trabalhadores, retome as empresas públicas privatizadas e imponha limites para o capital financeiro.

Não bastam os discursos dos governantes. É necessário ações concretas que apontem no sentido das reformas estruturais e politizem a sociedade brasileira, tendo como motor as demandas da juventude e as lutas sociais.

Não aceitamos o discurso da “governabilidade”. O Congresso Nacional tem uma ampla maioria conservadora que, no contexto de um governo de coalizão, impede as reformas estruturais. O melhor exemplo é o recuo imposto à presidenta Dilma Rousseff depois do lançamento da proposta de realização de um plebiscito para a realização de uma Assembleia Constituinte Exclusiva para a Reforma Política, mesmo sob o calor dos protestos nas ruas.

É necessário arrebentar as amarras que impedem as transformações sociais. Os governos precisam dar um sinal claro à juventude, aos sindicatos e aos movimentos sociais de que governarão com a sociedade mobilizada em luta para fazer as mudanças.

Estamos em luta por uma Reforma Política para viabilizar as grandes mudanças e enfrentar o problema da corrupção, que tem raiz na relação do Poder Público com o capital privado, cristalizada no financiamento privado de campanhas eleitorais. Precisamos democratizar o sistema político, garantindo a participação permanente da sociedade nas grandes decisões e ampliando a presença dos jovens, trabalhadores, camponeses, estudantes, negros, mulheres e homossexuais.

Estamos em luta pela democratização dos meios de comunicação, que criminalizam os protestos e legitimam a violência policial. Lutamos por mais investimentos na educação pública, com a garantia de 10% do PIB. Lutamos pela vida da juventude que é cotidianamente alvo da violência, especialmente nas periferias das grandes cidades, defendendo a desmilitarização da PM e uma profunda reforma no sistema de segurança pública.

Ficaremos mobilizados durante todo o mês de agosto em diversas atividades. Concentraremos esforços em uma nova jornada de lutas para defender a nossa plataforma entre 28 de agosto a 7 de setembro. Faremos uma manifestação em defesa do investimento em educação pública no dia 28 de agosto. Vamos fazer protestos na frente das sedes da Rede Globo em todo o país em defesa da democratização dos meios de comunicação na última semana de agosto. Fortaleceremos a mobilização do Gritos dos Excluídos, organizado pelas pastorais e por movimentos populares, na semana do 7 de setembro. Vamos à luta, juventude, fazer as reformas estruturais para transformar o Brasil!

São Paulo, 3 de agosto de 2013

JORNADA DA JUVENTUDE BRASILEIRA*







APEOESP;


Central dos Movimentos Populares (CMP);


Confederação Nacional dos Trabalhadores em Eduacção (CNTE);


Coletivo Nacional de Juventude Negra – Enegrecer;


Coletivo Quilombo;


Coletivo Paratodos;


Coletivo Sinal Livre;


Construindo um Novo Brasil/PT;


Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil;


CUT SP;


Democracia Socialista/PT;


Entidade Nacional dos Estudantes de Biologia (ENEBIO);


Esquerda Popular Socialista/PT;


Fora do Eixo;


Juventude da CUT;


Juventude do MST;


Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL);


Juventude do PT (JPT);


Juventude Revolução;


Levante Popular da Juventude;


Marcha Mundial das Mulheres (MMM);


Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB);


Movimento Camponês Popular (MCP);


Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA);


Pastoral da Juventude (PJ);


Pastoral da Juventude Estudantil (PJE);


Pastoral da Juventude Rural (PJR);


Rede Ecumênica da Juventude (Reju);


Sindicato dos Bancários de SP;


União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES);


União Estadual dos Estudantes do RJ (UEE RJ);


União Estadual dos Estudantes de SP (UEE SP);


União da Juventude Socialista (UJS);


União Nacional dos Estudantes (UNE);


União Paranaense dos Estudantes (UEP).





*Entidades que quiserem aderir à carta e participar do processo de lutas devem enviar um e-mail para juventude@cut.org.br

Pelo fim dos Autos de Resistência nos registros policiais!!!


Importante campanha. Pelo fim das mortes da juventude negra.
Desmilitarização da Polícia.
Onde está Amarildo?
Esse informe é do companheiro Jefferson Lima - Secretário Nacional da JPT

Boa leitura!

A Câmara dos Deputados deve votar na próxima semana, o Projeto de Lei n. 4471/12, que prevê o fim dos Autos de Resistência. Participamos hoje com representantes de movimentos juvenis e articuladores do Plano Juventude Viva de uma mobilização no Congresso Nacional pedindo o apoio dos parlamentares para o PL 4471.

O PL 4471 extingue o Auto de Resistência e determina que todas as mortes efetuadas pelas forças policiais no país sejam investigadas e que o agente autor do disparo chame assistência médica para a vítima, em vez dele mesmo tentar prestar socorro, o que muitas vezes impede que a perícia investigue se houve resistência de fato ou se houve abuso por parte do policial.

A aprovação do PL faz com que a alegação de resistência , comum em todas as corporações do país, seja investigada e o policial sejo preso em flagrante. Vários crimes hoje não investigados passaria por um novo processo de investigação. Esse PL é de suma importância no combate ao exterminio da juventude em sua maioria negra. — #AprovaçãoDaPL4471

Definimos como prioridade nas nossas ações deste ano e já estamos na luta. Importante a mobilização nas redes para avançar na tramitação.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Queremos direitos por inteiro e para toda juventude. Limitar meia entrada pra apenas 40% dos ingresso NÃO! #VetaDilma




Queremos direitos por inteiro e para toda juventude. Limitar meia entrada pra apenas 40% dos ingresso NÃO!  #VetaDilma

Link. http://migre.me/fEt8T    
Carta sobre o limite de 40% na meia-entrada no Estatuto da Juventude

Compreendemos que impor o limite de 40% para a oferta de meia- entrada ataca uma conquista histórica da juventude e do movimento estudantil brasileiro
1º/08/2013
 Movimentos e organizações sociais da cidade, do campo e das florestas,
 Ex.ma, Presidenta da República Dilma Roussef,
 Nós, organizações de jovens da cidade, do campo e das florestas, viemos publicamente nos manifestar sobre o limite de 40% para ingressos com meia-entrada - em eventos culturais, esportivos e cinemas para estudantes e jovens de baixa renda, contida no Estatuto da Juventude (PL 4529/2004) recentemente aprovado no Congresso Nacional que segue para sanção da Presidenta.

Após quase 10 anos de tramitação, consideramos que a aprovação e a sanção presidencial do Estatuto da Juventude é fundamental e necessária, pois além de ser uma conquista histórica de toda a juventude brasileira, será um grande passo para a conquista de direitos sociais que possibilitarão para as juventudes mais e melhores condições sociais para a construção de projetos de vida com autonomia e emancipação social. E reconhecemos que no texto aprovado há um conjunto de artigos que auxiliam na promoção de direitos para o conjunto da juventude brasileira.

O conjunto das organizações e movimentos sociais que assinam esta Carta construíram, ao longo dos 10 anos de tramitação do Estatuto da Juventude no Congresso, um processo intenso de debates e incidência no sentido de disputar os rumos políticos do Estatuto da Juventude, na perspectiva dele ser um instrumento para a promoção de mais direitos para o conjunto da juventude brasileira, e não para parte dela.

Contudo, na leitura que realizamos do Estatuto aprovado, percebemos que a aprovação do Estatuto no seu Artigo 23, em especial no parágrafo 10, que refere-se à meia-entrada em eventos esportivos, culturais e nos cinemas, foi alvo do interesse dos grandes empresários e produtores da cena cultural de massas em articulação com setores do movimento estudantil. Esclarecemos a Presidenta, que esse setor representa apenas uma pequena parte, e não os muitos e grandes grupos sociais do conjunto da juventude brasileira que vivem nas cidades e no campo. Ainda, salientamos que este parágrafo foi incluído por uma emenda durante a votação no plenário sem nenhum diálogo com a sociedade civil.

Compreendemos que impor o limite de 40% para a oferta de meia- entrada ataca uma conquista histórica da juventude e do movimento estudantil brasileiro. Além disso, ampliará a exploração exercida pelos grandes empresários e produtores culturais que foram e são historicamente privilegiados com acesso a grandes montantes de verbas públicas, pela Lei Rouanet, por outros meios e privilégios concedidos.

Além disso, para nós, compactuar e sancionar com esse limite de 40% na meia-entrada é um ato que agrava a situação das políticas públicas de juventude e da desigualdade social no Brasil. Lembramos que as últimas e imensas manifestações ocorridas em todo o Brasil ocorreram também pela negligência e falta de prioridade nos temas relacionados à juventude brasileira e aos direitos sociais básicos, como a mobilidade e transporte público, a questão das reformas urbana e agrária e a falta de planejamento diante do atual momento demográfico do país, com a maior população em faixa etária jovem da sua história.

Por isso, nós reivindicamos o VETO do parágrafo 10, do artigo 23 da PL 4529/2004, pg. 15:
“§ 10. A concessão do benefício da meia-entrada de que trata o caput é limitada a 40% (quarenta por cento) do total de ingressos disponíveis para cada evento”.

Ainda, reivindicamos o direito irrestrito a meia-entrada para toda juventude. Ex.ma Presidenta, com essa atitude, acreditamos que o Estatuto da Juventude terá maiores condições de se consolidar como uma carta de direitos, reconhecendo as e os jovens da cidade, do campo e das florestas como sujeitos de direitos.

Sendo uma representante do povo e da maioria da população brasileira, temos a certeza que irá atender a nossa reivindicação de veto. Mais do que sentar à mesa e nos ouvir, o essencial é escutar e dar respostas efetivas às demandas das organizações e movimentos sociais de todo o país.

NÃO AO LIMITE DE 40% NA MEIA-ENTRADA! VETA DILMA!

Assinam essa carta:
ASSOCIAÇÃO DE CULTURA E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO BANTU - ACBANTU
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS - ABGLT
ARTICULAÇÃO BRASILEIRA DE LÉSBICAS - ABL
ÁGERE - COOPERAÇÃO EM ADVOCACY
ARCAFAR-SUL - ASSOCIAÇÃO REGIONAL DAS CASAS FAMILIARES RURAIS DO SUL DO BRASIL
ASSOCIAÇÃO DE JUVENTUDE PELO RESGATE A CULTURA E CIDADANIA – AJURCC
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DA JUVENTUDE RURAL TERRA LIVRE - ANJR TERRA LIVRE
ASSOCIAÇÃO VIVA A CULTURA – AVIVAC
CENTRO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE - CEDAPS
COLETIVO ARTISTICO CUTURAL DO ALTO DO MATHEUS - MULINGA
COLETIVO NACIONAL DE JUVENTUDE NEGRA - ENEGRECER
COMISSÃO PASTORAL DA TERRA - CPT
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA - CONTAG
COIAB - COORDENAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS DA AMAZÔNIA
ESCOLA DE GENTE
FASE - SOLIDARIEDADE E EDUCAÇÃO
FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES DE AGRONOMIA DO BRASIL - FEAB
FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DA AGRICULTURA FAMILIAR DA PARAÍBA – FETRAF – PB
FÓRUM DE JUVENTUDES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
FÓRUM ECUMÊNICO ACT BRASIL
FÓRUM MUNICIPAL DE JUVENTUDE DE APODI - RN
FÓRUM SOCIAL DE MANGUINHOS
GRUPO CONEXÃO G
INSTITUTO ALIANÇA
INSTITUTO BRASILEIRO DE ANÁLISES SOCIAIS E ECONÔMICAS - IBASE
INSTITUTO DE JUVENTUDE CONTEMPORÂNEA – IJC
INSTITUTO IMAGEM E CIDADANIA
INSTITUTO JUVENTUDE EM AÇÃO
INSTITUTO PÓLIS
JUVENTUDE DA CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES – CUT
JUVENTUDE DA COORDENAÇÃO NACIONAL DAS ENTIDADES NEGRAS - JCONEN
JUVENTUDE DO PARTIDO DOS TRABALHADORES – JPT
JUVENTUDE SOCIALISMO E LIBERDADE - JSOL
JUVENTUDE EXTRATIVISTA DO CONSELHO NACIONAL DAS POPULAÇÕES EXTRATIVISTAS - CNS
LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE
MOVIMENTO AGROECOLÓGICO - MAE
MOVIMENTO DA MULHER TRABALHADORA RURAL DO NORDESTE – MMTR/ NE
MOVIMENTO DE MULHERES CAMPONESAS - MMC
MOVIMENTO DOS ATINGIDOS POR BARRAGENS - MAB
MOVIMENTO DOS PEQUENOS AGRICULTORES - MPA
MOVIMENTOS DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - MST
ORGANIZAÇÃO DA JUVENTUDE INDÍGENA POTIGUARA – OJIP
PASTORAL DA JUVENTUDE - PJ
PASTORAL DA JUVENTUDE RURAL - PJR
REDE DE JOVENS DO NORDESTE – RJNE
REDE DE JUVENTUDE PELO MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE - REJUMA
REDE ECUMÊNICA DA JUVENTUDE - REJU
REDE FALE
RENAJOC - REDE NACIONAL DE ADOLESCENTES E JOVENS COMUNICADORES
REDE NACIONAL DE ADOLESCENTES E JOVENS VIVENDO COM HIV/AIDS
SERVIÇO DE TECNOLOGIA ALTERNATIVA – SERTA
UNIÃO NACIONAL DAS ESCOLAS FAMÍLIAS AGRÍCOLAS DO BRASIL - UNEFAB
UNIÃO NACIONAL DE COOPERATIVAS DA AGRICULTURA FAMILIAR E ECONOMIA SOLIDÁRIA - UNICAFES

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Questões para pensar o Brasil: Altamiro Borges: Dilma suspenderá anúncios da Globo?






Boa leitura, sobre uma página que precisa ser virada na história do Brasil. Que nenhuma empresa controle a mídia como temos hoje. Monopólio é ditadura, é crime contra a sociedade brasileira.

Cabuloso não é fato da Rede (roubo) Globo ser sonegadora de impostos, mas o que fizeram para sumir com os processos: http://carcari.blogspot.com.br/2013/07/a-historia-da-sonegacao-da-globo.html
Altamiro Borges: Dilma suspenderá anúncios da Globo?

26/07/2013
Empresas que sonegam impostos não podem receber recursos públicos. É crime fiscal
Escrito por:

Pela legislação em vigor no Brasil, empresas que sonegam impostos não podem receber dinheiro público. Elas praticam crime fiscal, prejudicando os investimentos na educação, saúde, transporte e outros serviços. Neste item, a publicidade oficial dos órgãos do governo e das estatais pode ser encarada como um tipo de subsídio. A TV Globo, que abocanhou mais de R$ 500 milhões em anúncios em 2012, foi denunciada pela blogosfera – a partir de Miguel do Rosário, do blog Cafezinho – por ter sonegado milhões em impostos. Até hoje, a poderosa emissora não mostrou o Darf, o comprovante do pagamento. Fica, então, a pergunta: o governo Dilma suspenderá a publicidade na Rede Globo?

Nesta semana, os jornalistas Amaury Ribeiro Jr., autor do best-seller “A privataria tucana”, e Rodrigo Lopes garantiram no jornal mineiro “Hoje em Dia” que o império global ainda não saldou sua dívida com a Receita Federal e deram um furo jornalístico: “A Globopar, empresa ligada à TV Globo, está com parte das suas contas bancárias e bens bloqueados, devido a uma dívida ativa de R$ 178 milhões com o Tesouro Nacional. De acordo com documentos conseguidos pelo Hoje em Dia na Justiça Federal do Rio de Janeiro, a dívida inscrita no cadastro de inadimplentes foi originada por várias sonegações de impostos federais”.

Ainda segundo os jornalistas, “por solicitação da Procuradoria da Fazenda Nacional do Rio de Janeiro, as contas bancárias da Infoglobo e a da empresa Globo LTDA também chegaram a ser bloqueadas. Mas os irmãos Marinho – Roberto Irineu, José Roberto e João Roberto – conseguiram autorização da Justiça para liberar o bens dessas duas últimas empresas no mês passado, na 26ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro... A dívida da Globopar, no entanto, já está inscrita no cadastro de inadimplentes do Tesouro Nacional, em fase de execução. Na semana passada, a Globo conseguiu adiar a entrega de seu patrimônio ao tesouro até que o processo transite em julgado”.


O jornal “Hoje em Dia” também teve acesso ao processo que apurou o sumiço do inquérito de sonegação das Organizações Globo na compra dos direitos da transmissão da Copa de 2002. “Um documento enviado pela Receita à Justiça em 2010 comprova, ao contrário do que a emissora divulgou, que a dívida de R$ 600 milhões nunca foi paga. A papelada comprova ainda que o Ministério Público Federal ao ser avisado sobre operações de lavagem de dinheiro entre a Globo e a Fifa nas Ilhas Virgens Britânicas prevaricou muito... Um inquérito criminal contra os irmãos Marinho chegou a ser instaurado, mas também sumiu das dependências da Receita Federal”.


Por último, a reportagem de Amaury Ribeiro Jr. e Rodrigo Lopes informa que “nos últimos dois anos, a empresa foi notificada 776 vezes pela Receita Federal por sonegação fiscal... A maior parte dessas autuações envolve a apreensão de equipamentos, sem o recolhimento de impostos, no aeroporto do Galeão, no Rio De Janeiro. Para um bom entendedor a Globopar é uma empresa contumaz na prática do descaminho”. Diante destes fatos escabrosos, os dois jornalistas ironizam: “O ministério da Comunicação do governo Dilma Rousseff e os demais governantes desatentos liberaram verba para empresa inadimplente com a União, o que constitui ato de improbidade administrativa”.


Novamente a pergunta que não quer calar: a presidenta Dilma Rousseff continuará autorizando os bilionários anúncios publicitários numa empresa que sonega impostos e que já foi notificada 776 pela Receita Federal? Os senadores e deputados não cobrarão uma resposta do governo? Os manifestantes que ocupam as ruas nas últimas semanas não exigirão o fim deste incentivo à sonegação fiscal e à corrupção? A mídia “privada” continuará com seu pacto mafioso de silêncio? Tantas perguntas e tão poucas respostas!