Blog do Wagner Hosokawa. Para quem curte novas idéias para política, a sociedade e a vida!
sábado, 2 de janeiro de 2021
Disputa de projeto societário versus normalidade institucional. As eleições para as mesas nas Câmaras de vereadores/as no Brasil.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
Vamos resistir e derrotar o fascismo com estudo e luta: doe agora!
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Seguiremos o exemplo de Che que sempre carregava livros em sua mochila e o ensinamento de Paulo Freire: “A leitura é um ato de amor”.
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Expressão Popular e Movimentos Populares
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
Afasta de mim esse Lula!
Afasta de mim esse Lula!
Na política nada é previsível. Mas alguns fatos ainda deixam
inquieto esse inexpressivo militante, que depois de quase 24 anos dedicados ao
partido, ainda se surpreende com algumas posições.
Os personagens da semana são Jaques Wagner, Alberto
Cantalice e Paulo Paim, para citar alguns que declararam publicamente que após
o resultado das eleições municipais de 2020, “o PT deve seguir sem Lula",
"buscar se renovar e ter mais autonomia”, ou seja, que o partido siga sem
a interferência do grande líder dos povos, presidente de honra do partido, filho
incontestável da categoria metalúrgica do ABC, enfim, pedem “renovação” que
passam por “dar férias” para Lula.
Já vi movimentos parecidos como este e que naufragaram, sito
a “Mensagem ao partido" que surge como alternativa de ex-dirigentes do
campo majoritário envergonhados com a crise do “mensalão" e que em geral
tentam oportunamente se aproveitar das crises pelo qual passam o partido. A
proposta não vingou porque subestimou a máquina partidária majoritária que no pós
Lula 2002 mudou de nome de “Articulação Unidade na Luta” para “CNB” Construindo
um Novo Brasil.
Quero aqui declarar minha posição histórica: no PT nunca fui
lulista. Militei na esquerda socialista do PT, compus coletivos e teses como
“Socialismo ou Barbárie” no final da década de 1990, a “Esperança é
vermelha", dentre outras chapas e teses que defendiam que Lula, como
figura pública, deveria se centralizar como militante e filiado, se submetendo
a decisões coletivas do partido. Relembremos 2002, onde Lula na sua postura
arrogante de exigir do partido “unanimidade", votamos em Suplicy defendendo
o debate e da democracia interna.
Sempre fui petista, buscando construir um partido da classe
trabalhadora, por isso, nunca fui lulista. Não desprezo e nem desrespeito sua
história e o que representa, mas o partido deve ser o instrumento das lutas e
não suas personalidades.
Muito bem. Diferente de mim e de vários militantes que tem
essa compreensão e construção do PT, os companheiros Jaques Wagner, Alberto
Cantalice e Paulo Paim literalmente cospem no prato que comeram e se lambuzaram,
são do campo majoritário e dirigentes da CNB (Construindo uma Nova Balbúrdia) e
ao se referirem assim ao grande líder é a mais alta traição.
A conjuntura política é caótica. O Bolsonarismo fascista
neoliberal dá sinais que sobreviverá e não irá sair tão cedo do poder, pois se mantém
vivo pela política econômica entreguista e financeira de que é fiadora ancorada
em Paulo Guedes, o seu mandato e a pilhagem do Estado entregue aos partidos do
“centrão” seguem como um projeto de tornar o país numa caricatura da economia
dos EUA.
Assim, devemos considerar a narrativa fascista mais
funcional ao financerismo neoliberal e dessa elite medíocre, do que um governo
dos “bons costumes” tipo Jânio Quadros. Não, esse é um projeto que une mais
interesses particulares de riqueza pessoal por meio do Estado que inclui um laissez
faire laissez passer geral do bloco político e econômico dominante. Como disse a
economista Maria da Conceição Tavares, “o tempo dos capitalismos nacionais
ficou no século XX”, esse século XXI retrocedeu duas casas e se converteu em
século XIX nas relações de trabalho e na brutal normalização da desumanidade.
Defender projetos nacionais sem que possamos antes discutir
como construir um processo que recomponha a condição da classe trabalhadora em vínculos
duradouros primeiro de sobrevivência e depois de organização, mesmo que não
seja por um vinculo formal, mas que garanta uma renda fixa, continua e não essa
lógica da uberização, que coloca a vida humana sempre no fio da navalha, ou
enfrentamos essa realidade ou nenhum discurso ou ação pontual será capaz de
retomarmos a luta de classes pelo menos num nível aceitável de resistência.
O fato é que essa classe trabalhadora apoiada na grande indústria,
com vinculo formal e que compunha parte orgânica do Estado está fragilizada,
isso quando observamos que a indústria nacional corresponde por 22% em 2019,
empregando 20% dos/as trabalhadores/as formais frente aos quase 20 milhões de desempregados
em 2020, parte causada pela pandemia do COVID-19 e da negligência do governo
Bolsonaro e dos estados como Doria em São Paulo, e frente aos 38 milhões de
trabalhadores/as informais, temos um vazio que é acompanhado pela redução de políticas
públicas que poderiam reduzir esse desastre nacional.
Não derrotamos a lógica da privatização durante os governos
do PT, a escolha foi uma “convivência pacifica”, não potencializamos e nem aproveitamos
para criar alternativas como na economia solidária ou cooperativismo, menosprezamos
as possibilidades de democratização e democracia participativa por meio de
políticas sociais, não fortalecemos no campo, em particular, as organizações
camponesas, quilombolas e indígenas, nos apoiamos num republicanismo pobre que
em 131 anos de República sempre foi marcado por regimes autoritários, ditatoriais
e antidemocráticos, subestimamos a formação da Escola Superior de Guerra e que forma
ainda nas suas salas de aula um típico militar oportunista e autoritário, de
ideologia dominante, vê na ascensão dos pobres uma declaração de guerra contra sua
civilização perfeita.
E diante disso tudo, Lula ainda teve que ser “cancelado” pelas
elites e seus mercenários no Poder Judiciário, não bastava o golpe midiático-judicial-parlamentar-machista,
precisava neutralizar a esquerda e a centro esquerda. Lula livre acabou se
tornando uma ideia frente a uma ameaça que não privava apenas o PT, mas toda
esquerda brasileira, ausente e escamoteada dos instrumentos do Estado. Não construímos
hegemonia, e mesmo as armas que temos precisariam ser retiradas, nessa
conjuntura totalitária, Lula “paz e amor” também não poderia jogar o jogo.
Reafirmo minha análise anterior: o partido não compreendeu o
que aconteceu em 2016. Não compreendendo a dimensão do golpe segue tratando
2018 como uma “gripezinha” e anestesiado com um segundo turno que levou Haddad não
vê as ameaças que seguem construindo o poder das elites e destruindo o Brasil.
Quer tratar a disputa de 2022 como um problema de nomes ou alianças.
Atua ainda na ação cosmética e estética dos problemas dos movimentos sindical,
popular e da esquerda, segue fazendo disputas, cálculos e negações diante da
realidade.
Prefere do esgoto das velhas articulações usando palavras
como “renovação”, querem ser a patética reprodução falseada da sua “revolução
democrática” que não construiu um novo Brasil, mas pela ausência de constituir
uma classe trabalhadora fortalecida, preferiu governar para uma classe
assalariada média despolitizada, medíocre e ávida por privilégios das quais não
tem e não terá acesso, já que estes privilégios pertencem a classe dominante,
que ri em demasia da submissão destes trabalhadores mergulhados na piscina de
merda das ilusões do “empreendedorismo” num país que caminha para se tornar
numa caricatura de serviços e dependente (novamente) dos países desenvolvidos
do capitalismo.
Ascender ao poder não dá ao indivíduo um livre passe para
fazer o que quer, na esquerda inclusive, alçar espaços de poder deveria ser uma
tarefa que deve se submeter a organizações e coletivos, já que para angariar
votos prega a ideia da defesa e do serviço a estas organizações e coletivos.
Nosso mito construiu sua trajetória, fez opções e compôs o
projeto de poder que o fez ser quem ele é, Lula resiste ao tempo. Não é eterno,
não mesmo. Poderia dar um giro na defesa dessa “renovação”, poderia. Mas teria
poder? Ninguém ousa questionar Lula no PT. Mas quanto de poder Lula possui para
mudar a lógica interna?
Eu arriscaria que no momento nem mesmo o grande líder
poderia mudar a lógica como se movimentam as forças internas, seus interesses e
questões que estão em jogo. Muito se atribui a Lula, mas como se comprova?
E mesmo que Lula apoiasse a renovação. Não há indivíduos no
PT que não estejam alinhados a tendências, teses, projetos ou um coletivozinho
que seja, é um partido e as pessoas não estão flutuando no ar. Portanto,
renovar seria, por exemplo, colocar a juventude do PT no centro da estratégia,
e não apenas nos discursos. Teria que determinar que independente dos
interesses internos, alguns jovens seriam designados como tarefa do partido
colocar no centro das decisões e inclusive das eleições. Quem renunciaria a seus
interesses internos? E quantos pedidos Lula teria que fazer Brasil afora para
que isso se concretizasse?
Não são perguntas com respostas fáceis.
Só sei que nunca fui lulista. Mas não sou aloprado.
domingo, 29 de novembro de 2020
Eloi Pieta não venceu, mas quem foi derrotado foi o PT de Guarulhos.
Em 2009 o PT foi derrotado em Santo André (SP) encerrando uma hegemonia que foi construída pelo prefeito Celso Daniel, assassinado em 2002. Um companheiro que foi eleito vereador, Tiago Nogueira me disse como seria a estratégia do partido para enfrentar a derrota e construir a oposição, e uma delas foi a decisão da bancada em manter o Orçamento Participativo (OP) por meio das emendas da bancada do PT, demostrando unidade na Câmara de Vereadores/as, dentre outras ações. Em 2012 o PT voltava para prefeitura com a vitória de Carlos Grana.
Essas lições são algumas das quais analisarei sobre a derrota de Elói Pieta à prefeitura de Guarulhos (SP).
E por que a derrota é do partido?
Vamos aos fatos, aos 95% das urnas do segundo turno apuradas, a distância de Guti (PSD de Kassab) de Elói é cerca de 14%. Ou seja, perto dos 10% que em minha avaliação poderiam ter sido conquistados já, se o partido tivesse cumprido sua tarefa na oposição, escolhido ficar imerso no cotidiano da população e reunido a militância em reuniões revelantes e não nas chatissimas discussões intermináveis sobre quem é o melhor ou as velhas marcações de posições.
Digo disso diante da realidade. O governo Guti é a imagem do novo com a velhas elites políticas, envolvido em polêmicas e ausências fez com que a saúde saltasse como o maior problema da cidade, onde 70% de pesquisados pelo IBOPE consideram o principal problema de Guarulhos cidade, o problema do aterro sanitário onde houve tragédia por má gestão e tentativa de ampliar para interesses de máfias que compõem a questão do lixo e a desaprovação que supera a barreira dos 40%, mesma média de rejeição apontada pelas pesquisas eleitorais. Cidade abandonada, foi maquiada descaradamente no ano eleitoral e o asfalto foi o protagonista.
Bom, e o PT? O partido não mudou algumas lógicas, e a prova é a própria campanha majoritária que afastou o próprio PT (como símbolo e identidade) e que parece uma anti marca na maioria das nossas candidaturas do partido, a direita na contramão explora a ideia de que o “PT é ruim", e o próprio PT assume a carapuça quando esconde. Espero, como sempre, que seja feito um balanço.
Na verdade fatores anteriores também pesam. Tínhamos uma bancada de sete vereadores, um foi para o Psol e foi reeleito recentemente, e era o mais atuante. Mas a bancada e o partido ficaram inertes nesses anos até o processo de escolha do candidato. Nesses quatro anos nenhuma ação pesada, não foi realizada uma permanente de fiscalização e denúncia, enfim nada foi feito de forma efetiva e o partido tinha poucas atividades politicas. Mesmo com o acordo entre o Alencar (dep. fed./ CNB) e o Eloi (onde havia ameaça de previas internas) ainda assim fizeram com que o partido se colocasse para disputa sem a marca da oposição e sim da “mudança segura".
Elói ir para o segundo turno foi uma façanha, já que na última eleição que disputou em 2016 ficamos em terceiro lugar. Agora, a conjuntura foi aliada, onde “bateu aquela saudade do PT", em uma cidade que em 2018 o eleitorado mudou, aqui Bolsonaro levou 60% dos votos.
Há gerações que não viveram o governo do Elói ou grupos e lideranças de bairro que escolhera manter seus projetos pessoais dependendo do financiamento do atual governo para suas "ações sociais" e migraram rápido para o colo de Guti. O OP em Guarulhos havia completado 10 anos em 2011 e mesmo assim, foi extinto em 2017 pelo atual governo, sem nenhuma reação da população ou do partido .
Ou seja, a vitória poderia ser por um mínimo, nossa distância do atual prefeito no primeiro turno foi de 10%, não é muito se considerar a onda “anti PT", mas poderia ter sido conquistada com uma ação do partido ao longo dos quatro anos.
As urnas mostram então quais devem ser as prioridades políticas do PT daqui para frente. Uma delas é erguer sua sede no Pimentas, como dever e respeito a população que de fato reconheceu o trabalho realizado pelos governos petistas, já que a região deu 61,88 % dos votos para Elói contra 38% de Guti. Em duas regiões há empate evidente, na grande região que envolve São João, Presidente Dutra e Bonsucesso, Eloi vence com 50% contra 49% de Guti.
Analisando onde Eloi foi derrotado, vejamos onde houve empate, como em Cumbica e adjacências, pois Guti vence com 53% contra 46% de Eloi, região periférica e que está polarizada, em outra região considerada periférica foi bem diferente, Cabuçu-Recreio-Taboão deram 66% para Guti contra 33% de Eloi, região marcada por reclamações de abandono de ambos candidatos na série histórica dos prefeitos da cidade.
A resposta da classe assalariada média preferiu a continuidade, se observamos a região da Ponte Grande Guti vence com 73% contra 26% para Eloi, em outra Cecap-Vila Barros Guti vence com 61% contra 38% e a região do Centro expandido (reunindo o bairro do Continental e adjacências) deu 71% para Guti contra 28%. Em todas tanto Guti como Eloi cresceram, em nenhuma região do primeiro turno para o segundo ambos conquistaram votos.
O que fazer diante dessa realidade? Guti teve ascensão mais pela onda anti-PT do que pelos seus mandatos na Câmara, como prefeito preferiu gerenciar mais do mesmo, fez um governo medíocre onde se envolveu em confusões causadas mais pelos seus próprios aliados do que pela oposição e ficou evidente que colocou a máquina para funcionar no processo eleitoral. A reeleição se deu mais pela ausência de oposição e não por um governo com uma marca ou dinamismo de gestão pública.
O PT precisa fazer uma avaliação política, repito política. A ausência do uso de personalidades como Lula na campanha evidência que a estratégia foi se afastar do próprio partido, e a imagem do grande líder NÃO aparece em nenhuma peça publicitária da campanha, bem diferente dos tempos áureos do petismo na cidade.
Não digo apenas o PT de Guarulhos. É uma questão nacional e que não devemos botar apenas na conta do bolsonarismo, este foi pra debaixo da mesa nessa eleição e o centro pragmático foi o vencedor. Sinais de que podemos estar perdendo a simbologia da constituição de 1988, marcada pelos direitos sociais e por políticas públicas.
Mas por enquanto só posso falar de Guarulhos.
Os dados provam que algumas teses simplistas e despolitizadas não se confirmam: uma delas é a de que Eloi fora do PT poderia ter sido eleito, errado, tanto que o PT foi o partido com maior número de votos na cidade e elegeu cinco vereadores mesmo depois de um tsunami anti partido ter atingido em cheio em 2016 e 2018. Outro mito da derrota é a imagem do PT, a frase “não voto no PT" escuto desde os meus quinze anos, e agora com 41 anos, esse tipo de preconceito partidário é comum em sociedades onde a elite controla, manda e polariza a política contra seus inimigos de classe, e por fim não há espaço vago na política, se o partido não construir unidade programática mínima e ação política permanente e de massas melhor não se assustar com o futuro se não lhe for favorável.
No final não vamos culpar a vítima, a população. Se somos militantes de esquerda devemos ter análise de classe, compreender que há uma classe trabalhadora assalariada presa a ilusões políticas estéticas, sem quem dialogue com seus anseios, dúvidas e possibilidades, categorias profissionais que precisam de apoio e articulação, e a necessária politização da política.
Aqui é só uma análise preliminar. Espero que hajam outras sem julgamentos, catastrofismos, culpabilização, denuncismo, enfim, desejo o melhor para cidade, e a oportunidade foi perdida.
Abaixo, imagens tiradas de print do site G1 com a divisão eleitoral.
sábado, 21 de novembro de 2020
Vidas Negras Importam! Antecedentes importam?
Novamente o Carrefour é centro de uma brutalidade. Novamente a brutalidade envolve um homem negro. Outras brutalidades já foram registradas e as brutalidades trabalhistas nem se fale, a lista é enorme, quem quiser conferir vai algumas matérias (clica no link):
https://www.brasildefato.com.br/2020/11/20/sete-vezes-em-que-o-carrefour-atuou-com-descaso-e-violencia
https://secrj.org.br/noticias/liminar-determina-que-carrefour-acerte-as-contas-com-trabalhador/
http://www.esquerdadiario.com.br/Crise-Carrefour-lucrou-tanto-com-a-reforma-trabalhista-que-comprou-a-rede-concorrente
Mas o que me importa nessa breve reflexão é a postura da grande mídia e sua velha condição de classe. Assim que as imagens envolvendo a agressão contra João Alberto e sua morte por asfixia por seguranças da rede de supermercados.
No calor de noticiar o fato a grande mídia teve tempo nas edições das suas matérias de "puxar" os antecedentes da vítima ao levantar que o mesmo tinha registros anteriores de violência doméstica, ameaça e porta de arma ilegal. Bom, se fosse liberal e moralista, me bastavam na minha débil análise justificar o discurso de que "o sujeito provocou a sua morte".
Mas não sejamos imbecis!
A razão humana evoluiu muito para minimizar problemas estruturais e cotidianos da sociedade.
Se João Alberto tinha pendências ou erros isso já estava sob a atenção do sistema jurídico do chamado Estado Democrático de Direito. Estado negado pelos fascistas, mas que respeita seus direitos civis e humanos.
Voltemos ao assassinato. Agora após informações recentes do caso, foi um assassinato.
Qualquer profissão, qualquer profissão mesmo. Recebe a instrução e a formação necessária para o desempenho das suas funções, a minha, a sua, a de todos e todas nós. Profissões que lidam com o público principalmente. Ou pelo menos deveria ser apesar das imagens em contrário no caso de João Alberto.
E mesmo que João tenha errado. Que ele pudesse desfrutar da "liberdade" que a sociedade constitucional e liberal que as repúblicas no capitalismo a proporcionam. Sendo encaminhado para órgãos de segurança ou advertido conforme pede a nossa legislação devidamente racional.
Mas o caso seguiu por outro caminho. Os seguranças usando o poder que não lhes cabia agiram como animais, abandonaram o suporto poder do exercício das suas funções e partiram para agressão e a violência.
O fato é que João Alberto Silveira Freitas morreu. Não foi contido dentro das "normas profissionais", não foi encaminhado a um órgão de segurança ou de justiça e nem vai poder apresentar suas alegações sobre o fato. Foi calado.
Sobre os seus antecedentes? Tenho visto e perdido tempo com as "nobres" e porcas opiniões nas redes sociais, lugar realmente tóxico para humanidade e as alegações são no mínimo incríveis.
Primeiro, os que cobram da esquerda "coerência". Pois estaríamos defendendo um "agressor de mulheres". Bom, jamais defenderíamos João Alberto se a cena fosse dele agredindo uma mulher. Outra coisa, a máxima liberal do "defendereis suas ideias mesmo que não concorde com nada que dizes", as vezes vale mais pelo gesto da esquerda do que pela coerência da direita. Defendemos sim o respeito a dignidade humana que foi privada no caso de João Alberto.
Segundo, o discurso de ódio do "aqui se faz, aqui se paga", naqueles eruditos de centro que dizem que o mesmo pelos seus antecedentes, "provocou" a situação que lhe tirou a vida.
Agora, quando as vitimas são brancas e de classe social superior, não vejo a mídia pesquisando e expondo seus antecedentes. Muito pelo contrário, a vitima branca e de renda superior vira mártir de uma injustiça brutal.
Outra ponto central: E onde está a JUSTIÇA para os inúmeros jovens, homens e mulheres negros e negras que não possuíam ANTECEDENTES CRIMINAIS e mesmo assim perderam suas VIDAS?
Estes, sem os antecedentes, perderam suas vidas e nada se fez em termos de justiça!
Ou seja, a regra continua sendo racial.
O único antecedente que importa é o histórico. E este reafirma a necessidade do 20 de novembro e de todos os dias de todos os anos até que de fato todas as vidas negras importem. O que já denotaria grande passo de humanidade.
Enquanto isso. Vamos seguir denunciando, destruindo se necessário o que simboliza e mantem a lógica perversa do racismo em nosso país e no mundo.
sábado, 17 de outubro de 2020
Desde quando militância partidária virou palco de auditório?
Um Lênin envergonhado diante de tietes de torcida.
2020, além da pandemia mundial, do pandemônio governando de
Brasília ainda temos que lidar com o infantilismo que reside na esquerda
brasileira.
Entre discursos de amores, unidade, frente ampla, altos
abraços e beijinhos nos anos pré eleição, quando a realidade bate a porta caminhamos
por onde os pés pisam.
E as direções e personalidades da esquerda brasileira com
suas indignações de rede social não construíram nem um programa e nem elementos
que pudessem indicar a velha frase, “paz entre nós, guerra aos senhores".
No espectro partidário nada mudou. Ou melhor, com as
mudanças promovidas pela maioria golpista e com certo apoio e desleixo parlamentar
da nossa esquerda, as mudanças na organização dos partidos apenas fortaleceu o
status quo das agremiações consolidadas, mas não trouxe a política programática
para o mundo partidário, apenas jogou mais milho aos porcos.
A cláusula de barreira diz corrigir o número de partidos, em
geral de aluguéis, e define requisitos para existência jurídica do partido. Mas
isso está dissociado do conjunto de maracutaias que vão do apadrinhamento de
cargos e vagas, uso da verba partidária para fins particulares, troca troca de
legendas, entre outras que ainda mantém o caráter apolítico de um instrumento
essencialmente político.
Diante disso, a sobrevivência é a regra. A unidade ou frente
ampla contra o fascismo financeiro miliciano é detalhe. Ainda mais quando o
assunto é eleição municipal.
O municipalismo no Brasil ganha força a partir de 1988 com a
instituição do pacto federativo, da municipalização de políticas públicas e
isso é objeto de estudo em particular nas ciências políticas, na sociologia e
demais áreas das humanidades. Mas tudo isso não foi suficiente para superar o
grau elevado de expressões presentes ainda nas relações políticas e que fazem
parte da nossa cultura política, ou seja, mesmo em cidades como São Paulo a
cultura cosmopolita passa longe quando o assunto é voto, e isso independe de
classe social.
Como militante de esquerda e
socialista vivi todo tipo de tarefa, e fui candidato a vereador em 2008
e 2012 na cidade de Guarulhos pelo PT, e das lições aprendidas uma coisa é
certa, os pobres pedem emprego e ajuda por meios de benefícios diversos e a
classe assalariada média pede privilégios e jeitinhos junto ao poder público,
nessa medida.
Coronelismo, paternalismo e assistencialismo são expressões
ainda presentes no cotidiano da população com relação ao voto. Evidente que a
persistência dessas expressões são parte do processo histórico e da não
construção de uma cultura política alternativa.
A própria política foi contaminada pela ideia tóxica do
“empreendedorismo" com frases do tipo “voto em pessoas e não em partidos”,
ou “ele sim é honesto”, e posso até citar um bom exemplo paulista disso, o bom
e velho Suplicy, que consolidou essa imagem. Mas que como indivíduo não
expressa isso em um programa político mais amplo ou até mesmo coletivo. É a
pessoa, o indivíduo, do qual seus pontos e carisma são intransferíveis.
E esse é o ponto de equívoco da esquerda brasileira. Reproduzimos
na luta institucional a personalização dos nossos programas políticos coletivos
em personagens individuais. E ficamos refém disso.
O lulismo cunhado teoricamente pelo sociólogo André Singer,
é expressão moderna do que já vivemos com o getulismo em Vargas. Mas nesse
caso, Lula não tem (toda) culpa. A culpa é nossa!
Partidos são e serão fundamentais para classe trabalhadora,
sejam eles legalizados ou não. São historicamente os espaços em que a classe
trabalhadora conseguiu se apoiar na organização e articulação na defesa dos
seus interesses, refúgio dos que buscaram e buscam interferir na política diretamente,
por onde ainda passam decisões que mexem com a vida do Estado e das pessoas.
Nesse aspecto NADA mudou na relação dos partidos e o seu
poder na nossa debilitada República. E para quem dúvida basta ver como Temer, o
golpista, destruiu em um ano uma parte das políticas públicas e sociais que
foram criadas durante os governos de Lula e Dilma (2003-2016), parece incrível,
mas não impossível. O próprio golpe de 2016 foi possível devido a ação dos
partidos.
De lá pra cá o fascismo financeiro apoiado por parte das
elites e o baixo clero dessas elites tem aprofundado o desmonte do Estado, que
segue sendo deles, o velho Estado liberal é deles, e como um brinquedo, mudam a
forma e o jeito de usar. Após aprovação da PL 529/20 de DoriaBolso, a certeza
que fica é de que o Estado esvaziado de políticas públicas servirá mesmo como
um gabinete dos negócios político financeiros do sistema, já que não há nada
para gerir efetivamente.
Nesse climão chegamos nas eleições de 2020 e com certeza
pior do que estávamos.
O passado só servirá de algo se for para constituir a nossa
tática de novos ou renovados meios de buscar a nossa estratégia. O passado
sendo usado para atacar candidato A ou candidato B só serve para plateia de
auditório.
Cobrar fidelidade partidária quando a sua própria direção
passou os dez anos de lulismo impondo um voto de silêncio para bancada do PT na
ALESP (Assembleia legislativa do estado) em nome da governabilidade jogaram
para baixo a capacidade do partido de ser PARTIDO. Lembremos que a última vez
que o PT foi ao segundo turno em São Paulo foi com Genoino (2002) e a bancada
petista era combativa, muito combativa.
Ou seja, a disciplina partidária da base é e sempre foi
incompatível com a indisciplina das personalidades e seus interesses na
realpolitic
E isso o neopetismo e os eleitores classe média do petismo
jamais entenderão de fato o PT. Para qualificar o seu debate político precisa viver
o partido, atuar e militar no partido. Não ajuda apenas “declarar o seu amor
incondicional" no seu tuiter ou facebook, ou ate mesmo no Instagram, isso
tudo não influencia e nem agrega para luta, apenas te faz um fanático.
Líder de torcida ou torcedor/a? Com certeza agora você deve
estar entendendo do que eu estou falando.
Nas redes (anti) sociais o que mais vemos são comentaristas
de um jogo, a diferença com o futebol é que você não pode entrar em campo e a
sua opinião pouco importa ao treinador, na política é diferente, você pode
intervir e interferir, pensa nisso.
E tem sido interessante e até entediante as brigas
solitárias entre eleitores de Boulos e de Tatto. Primeiro cobrando o que não
vale na regra geral, ou seja, os partidos que construíram agenda comum em
alguns pontos de pauta e até em ações não superaram seus problemas internos e
nem aprofundaram o debate programático, e vamos lembrar que o nascimento de um
foi em divergência com o outro (e ponto!)
Cobrar unidade entre PT e PCdoB é mais coerente, andam de
rosto colado a um bom tempo, um é ministro do presidente do outro.
Sobre o passado. Erundina pós prefeitura tem mais erros que
acertos na esquerda, sim. E não errou sozinha, pois a ideia do “PT do SIM” não
foi só dela em 1996. Foi ministra do Itamar, sim, e a direção majoritária
também negociou sua parte e deixou o Plano Real e FHC navegarem sem oposição.
Não cobre da velhinha se os seus BO's estão devidamente atualizados, eu me
matei pela eleição e reeleição de Dilma, mas o governo era limitado, desmontando
políticas da era Lula em nome de uma recuperação fiscal imbecil, e tem o golpe
ainda como corolário da péssima articulação política que o governo tinha com o
Congresso.
E com relação ao “meu voto é do X Y Z", “tem que
respeitar a decisão”, “sou fiel ao partido”, isso é mais um problema particular
e individual, que nada tem haver com a luta política necessária para enfrentar
o problema maior. Tietagem em forma de argumento para justificar voto. E ainda,
para influenciar quem mesmo? Ego não vota.
Ainda tem as pesquisas. Essas que sempre foram tratadas como
manifestação pública da opinião geral apesar de serem aplicadas por institutos
privados que a realizam mediante pagamento. A pesquisa de opinião nunca foram
isentas e não seriam agora.
Na Nova República pós 1988 temos diversos motivos para não
nos guiarmos pelas pesquisas isentonas, e exemplos não faltam e por
coincidência sempre prejudiciais para esquerda. Lembremos de Brizola para
governador no Rio de Janeiro e Luzia Erundina em São Paulo? Isso só em fatos de
repercussão nacional. E os neopetistas e boulistas se guiando pelos
instrumentos que a burguesia liberal usa para medir “opinião pública”, aqui
nesse aspecto tamos fudidos.
Se esse for o parâmetro, melhor abandonar o socialismo e o
comunismo já que parte da população se diz de direita. Lembrando que confunde
“ser de direita" com “ser direito” em termos morais e não ideológicos.
Jogos meus queridos, jogos.
Então, no final? Boulos ou Tatto? Ou BouloTatto ou
TattoBoulo? Sinceramente, tanto faz. O que vai determinar a política ainda para
esquerda é um misto de navegar na realpolitic e a massaroca do jeito de votar
da população em geral e das maquinas partidárias, com sua militância,
organização, mobilização, diálogo, enfim, ainda não aprendemos em 2020, e nem
preciso dizer que 2022 está chegando.
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
O fim da esquerda liberal? A derrota da ilusões reformistas frente a PL 529/2020 de Dória em São Paulo.

FascisDória, essa caricatura ou coisa ou "a coisa" que destoa da "geringonça", frente de centro esquerda em Portugal, pois o que está em alta no Brasil são frentes liberais-fascistas que não podem ser resumidas apenas a Bolsonaro. Se observarmos bem há mais de uma coalizão de direita e conservadora que emergiu em nosso país criando uma forma hibrida de oportunismo eleitoral e apropriação das instituições.
O governo do gerente Dória apresentou o Projeto de Lei 529/ 2020 que de uma vez extingue 11 institutos e fundações estatais em nome de um "ajuste fiscal" de um estado que é governado pelo partido, o PSDB, a quase três décadas. O grau de incompetência administrativa, erosão do patrimônio público, destruição do desenvolvimento territorial e desproteção social com uma militarização progressiva da segurança pública como um mini exército de defesa dos interesses do capital financeiro são algumas das "reformas" e "mudanças" que fora feitas em nome do "povo paulista".
Os fascistas listrados não precisam enaltecer o ultraliberalismo de Guedes, o PSDB o fez com dedicação e maldade em São Paulo ao longo desses anos pilhando patrimônio e recursos públicos para o seus investidores, até porque, tucano não tem apoiador de campanha, tem investidor eleitoral que recebe em troca dividendos públicos convertidos em privado.
Dória só não pode ser condenado por uma coisa, de ser o pior. Covas, Alckmin e Serra juntos quase não deixaram nada para Dória dizer que privatizou, onde quando menos se esperava Alckmin LavaJato já tinha usado o golpe de 2016 e a crise econômica para eliminar fundações públicas em nome do ajuste fiscal.
E se considerar os fatos, primeiro é um mito mais do que comprovado de que o PSDB é "bom gestor", é péssimo e dissimulado, corroendo as finanças públicas para os investidores em detrimento da pobreza e miséria reinante nas periferias paulista, equivaleu a má gestão dos trens no descuido para o metrô, orgulho de São Paulo, para privatizar linhas futuras, deu o Banespa para o Banco Santander retirando capacidade de financiamento, apoio e atenção aos municípios, a gestão é tão boa que manteve áreas administrativas paradas no tempo do desgaste, erosão salarial e redução de profissionais e não tem capacidade de planejamento e atenção em especial na saúde, educação, assistência social, defesa civil, habitação, entre tantas áreas importantes. O governo é um desastre e o partido é o mesmo.
Então por que o PSDB vence as eleições? Vence porque deu sorte, em alguns momentos o "menos pior" atendeu os interesses de uma classe assalariada medíocre que prefere o sofrimento a ter que ver o Palácio dos Bandeirantes sendo ocupado por um qualquer, mas esquecem que esse lugar já foi de Jânio Quadros, Adhemar de Barros (o rouba mais faz original), Maluf (o rouba mas faz copiador), Quércia e Fleury, enfim, a galeria dos monstros assombra o palácio. Há outros nomes de espertos e ladrões que não citei e desonerei apenas o Franco Montoro.
Vence porque a formação social, econômica e política de São Paulo diferente do Nordeste brasileiro não foi para exploração de suas riquezas naturais ou agrárias de forma meramente predatória de acumulação de riquezas, mesmo a produção do café entra na sua história já com técnicas desenvolvidas e com uma estrutura econômico financeira capitalista que se estabelece, reconhecendo uma certa vocação indicada pela burguesia agroexportadora para o estado, ou seja, São Paulo não seria apenas um centro econômico, mas um comitê de gerenciamento dos interesses do capitalismo nacional.
Tanto que a questão social no Brasil emerge com força do processo de desenvolvimento das forças produtivas paulista e a greve geral de 1917 mostra o grau de interesses das forças políticas que se concentravam em nosso estado.
No plano nacional o Estado Nação e o desenvolvimentismo brasileiro nascem do autoritarismo, em especial em nossa Républica, esse desenvolvimento capitalista que não precisou de uma revolução burguesa tradicional, nem de uma democracia liberal para formar sua sociedade civil, as instituições nascem dos antigos privilégios e da herança escravista e como já havia dito a classe dominante no Brasil se antecipa a qualquer situação que represente risco aos seus interesses.
Bom lembrar a frase da grande Maria da Conceição Tavares no documentário "Livre Pensar" (2019) quando de uma fala com o Roberto Campos, ex-deputado e alinhado ao interesse do capital, onde o mesmo reclamou para Conceição Tavares sobre o "estatismo da esquerda" e ela sagaz o lembrou, "vocês que estatizaram tudo, tudo pra vocês (ditadura militar de 1964) era brás, Telebrás, Eletrobrás (...)", Vargas criou estatais como a CSN (extinta siderúrgica nacional) e só a Petrobrás surge num período de democracia, com o governo Vargas eleito em 1951 e uma pressão social nacional forte.
O tempo passou e na transição tardia e combinada da ditadura militar de 1964 para a década de 1980 em 1988 aprovamos a nova Constituição um sistema de direitos, cidadania plena, seguridade e proteção social que tenderia para uma Estado Social Capitalista, contudo, em baixa desde a década de 1970 pela crise econômica do capitalismo e a transição para o modelo neoliberal. No apagar das luzes da "festa da democracia" em 1988 estava no seu ascender o Consenso de Washington, ou seja, a burguesia financeira já havia eleito Ronald Reagan nos EUA e Margaret Thatcher no Reino Unido, e porque deixaria um modelo keynesiano seguir num país da periferia do capitalismo como o Brasil?
"As coisas não funcionam no Brasil?" Funcionam sim, para as classes dominantes, e não funcionam para...classe trabalhadora.
E a virada vem com o governo Collor com o primeiro plano de desestatização. Desde então, privatizar ganhou outras variáveis como concessão, cessão, contrato de longo prazo, enfim, qualquer tucanada que você queira chamar.
Esta segunda semana de agosto de 2020, o PSDB publicou nas redes sociais virtuais que "privatizou mais que Bolsonaro" numa evidente provocação ao discurso do 💩 presidente sobre seu discurso ultraliberal, isso diz muito sobre como a opinião pública brasileira está envolvida no velho processo de controle da hegemonia. Capitalismo é capitalismo.

E se você ficou com raiva da publicação acima, ok, você tem compreensão desse processo e o mal que gera para a sociedade e o Estado. mas o que está acontecendo agora?
Durante os governos do PT o que temos, concordando com Singer (Os sentidos do lulismo, 2009) foi fortalecer e potencializar as estatais existentes em favor de um desenvolvimentismo democrático fraco, mas relativamente exitoso se pensarmos nos bancos públicos (BB e Caixa), de fomento (BNDES), da Eletrobrás e todas as existentes que passaram a retomar o seu papel na lógica de uma funcionalidade estatal promotora de projetos, programas e ações de desenvolvimento. E mesmo promovendo crédito para os assalariados, gerindo a redistribuição estatal de renda às populações desempregadas, pobres e na miséria, apoiando as prefeituras no seu desenvolvimento via financiamento de projetos em diversas áreas, enfim, isso tudo não ganhou o coração e a mente da opinião pública.
Podemos fazer a critica necessária que quisermos. Ausência de meios de comunicação contra hegemônicos, reformas estruturantes, inclusão com participação social e política, defesa de um projeto político que dispute projeto de nação, no fim a nossa conclusão é que faltou. E a falta será sentida após a entrega dessas instituições públicas e as vitimas, bom as vitimas são conhecidas né, já se olhou no espelho hoje?
Retornando a FascisDória e a PL 529/2020 e a eliminação sistemática de 11 instituições estatais. O que é mais cretino na medida é a sua inclusão em um projeto de ajuste fiscal, sem coragem para fazer com a cara limpa, prefere enfiar a extinção e privatização proposta dentro de outro projeto que inclui outras adequações fiscais de "equilíbrio" das contas públicas, como alterações de percentuais de impostos e contribuições, Programa de demissão incentivada para servidores, entre outras, segue o link: https://drive.google.com/file/d/18NHdpOcugl0yJz0vQ3MHvbdRPrgOnAz7/view.
