Antes de tudo, quero declarar que entre Lula e a direita, seja ela qual for, sigo com a responsabilidade de criar trincheiras, mesmo que imperfeitas como votar em Lula. Segundo, antes de algum fanático falar merda, eu tenho uma vida no PT, com uma trajetória que alguns "novos" militantes nunca vão conseguir ter como tarefa.
A crise do Rio Tapajos foi criada pelo próprio governo, desde a COP 20, via Boulos (triste situação que ele escolheu) que prometeu que o governo não decidiria nada sem consultar os povos originários, por exemplo, mas aí venho o susto com a manutenção do decreto 12.600/2025, gesto para Alcolumbre em reciprocidade pela indicação de Messias ao STF. Nada foi feito, o.decreto está vigente e a privatização do Rio Tapajos implica em mudanças estruturais e riscos aos povos que lá habitam e vivem sua realidade.
Recentemente a Petrobras paralisou a extração de petróleo da bacia amazônica, ironicamente como denunciado por todos/as/es nós.
No centro disso um governo que gosta de muitos gestos para esquerda, adora fazer gestos, adora palcos e mais palcos, recentemente fez mais um com o Plano Nacional de combate ao feminicidio. Vai as feiras do MST, caminha pelas ruas e vielas cheias de simbolismo, mas mudanças estruturais que é bom, isso é apenas com as lutas e uns poucos no congresso.
Medidas tomadas são as que atendem ao centrão da base, o agronegócio que golpeou Dilma em 2016, apoiou o fascista Bolsonaro em 2018, financiou o.golpe fracassado de 2023 também ganha boas ajudas, enfim, gestos para quem se sacrifica nas lutas e realizações para quem trai o povo brasileiro.
Não adianta o governo ter abarcado a pauta do 6x1 quando manda Edinho Silva, presidente do PT lavar as mãos e arriar as calças diante de empresários. Se espera que o maior partido de esquerda, base de um govenro que até nas redes sociais defende o fim da escala 6x1 faça isso como pauta prioritária, mas prefere o estelionato político, dirigentes protegem o governo, enquanto uma massa militante segue rangendo os dentes pela pauta, arriscando os pescoços e até a vida nesses tempos de fascismo pró ativo.
Voltando ao problema do mito, o nosso mito do lado de cá, me deparei com a postagem do "Capetinha" no Instagram, e como sempre nenhuma crítica pode ser feita, parece um "crime". E os abobados que pertencem ao lulismo parece que vão felizes pular Carnaval como se nada estivesse acontecendo no Brasil e no mundo. Essa micro classe média que se reivindica de esquerda pouco estuda, gosta de instagramar com personalidades, faz discursos meia boca com frases feitas, se indigna sem pregar um prego na parede, enfim, quer ser importante, quer aparecer, quer poder, mas não quer fazer lutabde classes, de fato.
Se agarraram numa personalidade cegamente, nem são capazes de ouvir o que seu próprio líder fala quando, mesmo da boca pra fora diz que seu governo precisa ser criticado, Lula diz isso, mas não quer realmente.
A contratação de Datena pela bagatela de 1,4 milhão na TV Brasil é quase um atestado de derrota do governo nas redes. Poderia ter criado uma rede com os vários influenciadores que tomou café no primeiro ano de governo.
Ou seja, tudo parece que está bem. Pesquisas, economia, narrativas...parece que está bem, porém o fascismo não dorme, cria fatos e segue emparedando o governo e a esquerda.
Esse fanatismo que diz que qualquer voz de esquerda que critica o governo é "aliado da direita" encerra qualquer debate. Esse tipo de indivíduo não é militante de esquerda, é apenas um fanático que na primeira oportunidade, necessidade ou susto vai com a mesma direita que acusa as pessoas com senso crítico e disposição para luta.
Desejo que Lula seja reeleito, pois, de fato construímos uma codependencia e não construímos outras alternativas possíveis, seja de nomes ou método.
Mas um.alerta: depois que Lula subir a rampa do Palácio em 2027, parte do PT entrará numa guerra fraticida, não haverá paz entre nós e nosso prazo no governo federal estará datada; dezembro de 2030. Com um cenário que pode ser dos piores, com uma direita fortalecida nos Estados.
Alertas são apenas gatilhos e formas de refletir e definir rumos. Não desejo meu pais na mão do fascismo neoliberal, porém, não sou nada, apenas um militante com quilometragem, nada.mais. Numa luta, sou mais uma soldado. Só não sou vaca de presépio.