quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Zeca Baleiro canta:Letra da musica Vai de Madureira

Se não tem água Perrier eu não vou me aperrear
Se tiver o que comer não precisa caviar
Se faltar molho rose no dendê vou me acabar
Se não tem Moet Chandon, cachaça vai apanhar
Esquece Ilhas Caiman deposita em Paquetá
Se não posso um Cordon Bleu, cabidela e vatapá
Quem não tem Las Vegas, vai no bingo de Irajá
Quem não tem Beverly Hills, mora no BNH
Quem não pode, quem não podeNova York vai de Madureira
Se não tem Empório ArmaniNão importa vou na Creuza costureira do oitavo andar
Se não rola aquele almoço no FasanoVou na vila, vou comer a feijoada da Zilá
Só ponho Reebok no meu samba
Quando a sola do meu Bamba chegar ao fim


E eu, Wagner Hosokawa, o japonês mais negro do Brasil digo...e nada me farta nessa fartura de companheiros e companheiras...se ideais pulsantes, de sonhos como suor, de lagrimas como oleo que lubrifica a maquina...viva a Cuba que não tem Wall mart, Wall disney...e vive muito bem obrigado...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Em resposta ao terror dos conservadores...verrissimo comenta e eu recomendo!



21/01/2010

Verissimo

Planos e direitos

Só li do tal Plano Nacional de Direitos Humanos o que saiu, em fragmentos, nos jornais. Se entendi bem, o que eu duvido, este plano é uma versão revisada de um anterior, que por sua vez era uma revisão de um mais antigo. O que sugere que ou o novo plano altera radicalmente as propostas dos outros ou o escândalo que se faz com ele é indefensável. Por que o escândalo, e só agora? Pelo que li, não são grandes as diferenças entre o terceiro plano e os dois anteriores, inclusive o que é dos tempos do Fernando Henrique.

E não há discrepância entre suas propostas e o que está em discussão, hoje, no resto do mundo civilizado. Coisas como a descriminalização do aborto e o casamento de gays são debates modernos, mesmo que não impliquem em mudanças imediatas. A proibição de símbolos religiosos em repartições públicas é consequência lógica do velho preceito da separação de igreja e estado, que não deveria melindrar mais ninguém — pelo menos não neste século. A ideia de novos anteparos jurídicos para mediar os conflitos de terra é de uma alternativa sensata para a violência de lado a lado. E a obrigação de proteger os direitos e a integridade de qualquer um da prepotência do estado e do excesso policial, alguém é humanamente contra? O novo plano peca pela linguagem confusa e inadequada, em alguns casos. A preocupação com o monopólio da informação de grandes grupos jornalísticos, e com a qualidade da programação disponível, também é comum em todo o mundo.

Muitos países têm leis e restrições para enfrentar a questão sem que configurem ameaças à liberdade de opinião e de expressão. E sem sugerir o controle de redações e o poder de censura que o tal plano — em passagens que devem ser imediatamente cortadas, e seus autores postos de castigo — parece sugerir.

Sobra a questão militar. Em nenhum fragmento do plano que li se fala em anular a anistia. O direito humano que se quer promover é o do Brasil de saber seu passado, é o direito da Nação à memória que hoje lhe é sonegada. Só por uma grande falência da razão, por uma irrecuperável crise semântica, se poderia aceitar verdade como sinônimo de revanche.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Ano novo só falta o piloto!

2010 promete emoções. Copa do Mundo, eleição presidencial, uma decada do sec. XXI...enfim, teremos alguns fatos que podem ser decisivos já pro próximo ano (2011) e ele parece longe, mas tá ai pertinho.

Ano em que todos e todas tomamos aquela morfina bem sarada de futebol, seleção, país paralisado nos jogos...torcendo pra chegar na final (e claro curtir essa mamata, que é parar o serviço pra tomar umas e torcer).

Os próximos meses serão de uma disputa que vem numa crescente, bem devagarinho, nas entrelinhas dos meios de comunicação, das conversas atravesadas ali e aqui, até o horário eleitoral gratuito (que nem de graça a massa quer), onde as eleições representam a epopeía do ano, pois decidem rumos e rotas.

Tão gritante é a diferença no comportamento da massa é justamente a forma como se comporta. Vejam só, para torcer para a seleção brasileira (bem paga por sinal, pra jogar esse futebolzinho medíocre), temos um milhar (ou milhões), antenados. mesmo que quem não curte fica sabendo e no final dá até palpite.

As casas param, os bares enchem, os chefes flexibilizam, os olhos param, as bocas só falam do retrô dos futebolistas profissionais, as ruas esvaziam...não adianta programar a TV e nem mudar a estação do rádio, que a melhor das sintonias vai informar você do resultado (bom ou ruim).

A massa fica em festa ou em tristeza vai depender do jogo, da escala do time, do treinador (e a sua querida e respeitada mãe), e fica inclusive mais brasileira, mais nacional. As ruas se enchem de verde e amarelo - as indústrias de tinta ficam em festa - nas janelas qualquer coisa vale, inclusive aquela toalha de enxugar o corpo que vira porta estandarte, aquela mesmo - a com a forma da bandeira nacional.

Nunca se vêem tantos brasileiros/as, orgulhosos e claro seguindo a ordem do merchandish das indústrias da cerveja, de refrigerantes, de barbeadores...e de milhares de futilidades que financiam a festa (desde que você - consumidor - proporcione claro, você consome e paga), deixam colloridas os rostos e os gestos deste país.

Do outro lado, as eleições. É uma bobeira mesmo - segundo a maioria já programa para a copa - pois o que é eleger uma presidenta ou presidente? Ninguém se enfeita, todo mundo reclama - como se entendesse do Brasil - corre corre para não ler o panfleto entregue por um funcionário temporário ou um militante atrevido, as Tv's são desligadas ou ignoradas, não há comentários e nem comentaristas que possam garantir um debate, pelo menos um debatezinho.

O show fica por conta dos escandalos e não dos projetos. As idéias ficam a segundo plano diante da produção de imagens. O programa fica de lado por cartas disto ou daquilo.

Ou seja, a massa fica do jeito que ela fica por ordem...pasmem...da Ordem.

Diante disso é melhor parar, pensar (por que refletir é outro estagio), e rever o que deve ser prioridade. E não estou pedindo que se abandone a euforia pra que a seleção vença, eu também vou já garantir meu lugar no boteco mais próximo, para os horários dos eventos, claro!

Mas no momento de eleições presidenciais. O reclame de ontem, precisa ser a inicitiva de hoje, pra não terminar 2010, sem piloto.

FELIZ NATAL, COM REFLEXÕES E NOVAS LUTAS!


Estive neste sabádo, dia 19/12/2009 - em São Bernardo do Campo, em um Ato conta a criminalização do MST representando do CRESS SP (Conselho Regional de Serviço Social), e pude ver, viver e rever com muita emoção diversos companheiros e companheiras dessa vida. Uns de outras lutas, de outras marchas, de outras ações, de outras reuniões, enfim...todos e todas desta luta.
Foram cerca de 30 entidades sindicais, partidárias e de movimentos inclusive religiosos como as pastorais, a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e metodistas. Entre os movimentos, o compa Markinhos do PMMR (meminos e meninas de rua), deu o seu recado com o tom claro do que viemos fazer ali: denucniar que existe (a muito tempo atrás), a criminalização da pobreza - dos poderosos e das elites que empurram o povo negro, pobre e excluído para os morros e para as periferias.
O apoio da prefeitura de SBC foi boa, mas timida: a cessão do local para o Encontro Estadual e para o ato político no auditório Cacilda Becker. Porém, significativo vindo de uma prefeitura governada novamente pelo PT e com o acolhimento do MST em seus espaços demostrando sua solidariedade e apoio a causa da reforma agrária, contra a violência no campo e na cidade.
A certeza que extraímos de lá? De que vale a pena lutar. Eles são poucos, nós quase todos/as!
Quando tentam nos derrotar, nos reduzir. A classe trabalhadora, no seu silêncio ensurdecedor sempre cumpre com o seu papel na história: lê os documentos proibidos, se embrenha nas reflexões mais profundas, tira lições do seu sofrimento e da sua exploração.
E quando pensam, eles ó pobres burgueses, que nos derrotaram. Como achavam os que massacraram o povo na praça, os lutadores da argelia, os cubanos sem Che, os mexicanos sem Zapata, quando achavam que sufocaram a voz da Rosa a vermelha, de Frei Tito ou Margarida Maria Alves...logico achavam: enfim sós.
Ledo engano, pois o silêncio da classe trabalhadora é o ensurdecedor grito daqueles que sempre em algum lugar do mundo dizem: basta!
Essa luta só acaba, quando acabar a exploração.
Esses homens e mulheres só irão abandonar a batalha, quando não houver mais pelo que lutar.

Assistência Social triplica vagas no Albergue Municipal





Sexta-feira - 18 de Dezembro de 2009 às 16:33
Assistência Social triplica vagas no Albergue Municipal

A Secretaria de Assistência Social e Cidadania entregou na manhã desta sexta-feira (18) a obra de ampliação do Albergue Municipal que atende a população em situação de rua. As vagas triplicaram, de 60 para 180. Os dormitórios são adaptados com rampas que facilitam a acessibilidade. O Albergue é o primeiro do Brasil a receber um telecentro com dez computadores.

A ampliação foi reivindicada durante o Fórum de Moradores de Rua promovido em Guarulhos no mês de maio. As obras duraram seis meses e contaram com o apoio das Secretarias de Obras, Meio Ambiente, Trabalho, Fundo Social, entre outros parceiros.

Segundo o prefeito da cidade, Sebastião Almeida, a gestão municipal só faz sentido quando valoriza as pessoas. “Só vai dormir na rua quem quiser. Essa é uma obra que valoriza o direito do cidadão, sem discriminações”, afirmou.

Para Edson de Lima, morador em situação de rua com nível superior incompleto, o Albergue foi uma alternativa de vida. “Passei fome e frio e os funcionários me acolheram com carinho. Agora tenho esperança de concluir a faculdade”, ressaltou.

Opinião: É hora do movimento!
Uma das ações que irão marcar este período é com certeza a construção do Fórum Municipal da População em Situação de Rua, justamente porque sua ligação com o Movimento Nacional já é uma relidade e sua contribuição irá para além dos muros do albergue ou do mandato que conquistamos na cidade.
Contra a política de higiene defendida inclusive pelo candidato tucano derrotado nas ultimas eleições em Guarulhos, mostrando que cidadania se oferece dando condições de organização do povo através dos seus instrumentos.
É assim que buscamos governar, sabendo que as mazelas do mundo foram obra de um capitalismo que com sua fome e sede de exploração, não mede consequencias para corromper, destruir e jogar nas ruas, homens e mulheres.
Viva a luta do povo da rua, viva a um novo jeito de governar.

ProJovem e Ação Jovem realizam 1º festival em Guarulhos

Sexta-feira - 18 de Dezembro de 2009 às 06:55
ProJovem e Ação Jovem realizam 1º festival em Guarulhos

Aproximadamente 280 pessoas participaram do 1º Festival do ProJovem Adolescente e do Ação Jovem de Guarulhos, na última quinta-feira (17). O encontro aconteceu na Associação dos Servidores Municipais de Guarulhos, no Bom Clima. Apresentações culturais, oficinas de dança, teatro, fantoches, capoeira, exposição de artes visuais e muitas outras atividades animaram o encontro, que contou com o apoio da Secretaria de Assistência Social e Cidadania.

O programa Ação Jovem estimula o aprendizado de temas transversais sobre os direitos humanos e sobre o mundo do trabalho, atendendo jovens carentes da cidade que não concluíram o ensino médio. O ProJovem Adolescente é uma das quatro modalidades do Programa Nacional de Inclusão de Jovens que complementa a proteção social básica à família, criando mecanismos para garantir a inserção, reinserção e permanência do jovem no sistema educacional. O trabalho cultural complementar é desenvolvido nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

Eu não jogo pra debaixo do tapete!

Este mês de dezembro foi marcado por dificuldades no sistema público de proteção a crianças e adolescentes, nos abrigos municipais - que são equipamentos responsáveis pela acolhida de crianças e/ou adolescentes vítimas (reitero, vítimas), de abuso, exploração sexual, violência de todo tipo e maus tratos. Contudo é preciso dizer a verdade - aquela que os meios de comunicação comerciais se negam a publicar - é que tivemos problemas na casa 3 (que abrigam principalmente adolescentes), por um fato muito evidente dos dias de hoje: a ausência do estado.

Fomos surpreendidos na noite do dia 07/12/09 com uma denúncia vinda das próprias funcionárias de que delinquentes supostamente armados iriam invadir e chacinar a todos que estivessem por lá.

Motivo: aumento significativo da ronda da GCM na região. Pasmem, a própria população clama por segurança e um grupo de traficantes locais se incomodam com o abrigo devido a maior ronda, para justamente proteger. Isso é algo que deveria ser esclarecido e divulgado, uma vez que então temos regiões onde a cidadania esta sendo negada por uma pequena parte de bandidos.

Com isso, só restou a secretaria municipal com apoio de outras áreas de governo desativar o serviço que era prestado, sem mesmo ter condições de ter concluído um ano de existência. Uma derrota para toda sociedade, pois, quando a mesma não cria condições de acolher isso representa a completa falta de direção para a humanidade.

Não foi a prefeitura que propiciou a violência que levou a criança e/ou adolescente ao abrigo municipal, mas cabe a ela o dever de cuidar, acolher e resguardar os direitos destes meninos e meninas que tem o direito de viver, sonhar e construir um novo mundo e uma sociedade que os respeite.

Caso alguém não saiba, o munícipio é responsável por 90% dos custos dos serviços de proteção, defesa e acolhida de crianças e adolescentes vitimas de alguma violência. Hoje só a prefeitura por meio da Secretaria Municipal da Assistência Social e Cidadania, mantêm (sem apoio nenhum do govendo do estado e federal), os cinco conselhos tutelares, os abrigos e convênios como com o Projeto Meninos e Meninas de Rua.

Olhar para o investimento na criança e no adolescente é fundamental, por isso insistimos que todos e todas tem seus deveres.

Estamos realizando reuniões quase que diárias para equacionar e resolver a questão do acolhimento institucional, realizando consultas e dialogando com o conjunto do governo os recursos orçamentários necessários para oferecer um serviço de direitos com dignidade e resultados que devem vir na direção do Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária.

Nós estamos empenhados, e os demais? Tranquilos? Acredtio que sim, pois, só quem defende esta causa pode ficar acordado, buscando soluções. Boa noite e boa sorte, aos que acham que a sua vida é feliz, por estar longe do que se chama "problema".

Nós acreditamos na mudança, e estamos mudando. Independente do confortável lugar da imprensa, dos parlamentares irresponsáveis e de gente desumana.