sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Royalties: o que está no solo pertence a quem? Para mim pertence aos brasileiros e brasileiras!

Reproduzo a opinião do colunista Janio de Freitas sobre a polêmica do pré-sal, o melhor exemplo da hipocrisia do Brasil "solidário", na verdade em matéria de riquezas nacionais, somos um país solitário (cada um por si)...

Lembro inclusive que a luta pela reestatização da Vale do Rio Doce, entregue aos interesses privados pelo governo corrupto e anti-patria de FHC ainda está sobre o olhar atento do ministério público federal e da produradoria federal...

Royalties? Para o povo, para educação, para saúde...e não para políticos corruptos e sangue sugas como o governador do RJ, Sergio Cabral...


02/12/2012 - 03h00
Arrastão político (publicado na fsp)


A pretendida eliminação dos contratos vigentes para a exploração do petróleo, e respectivos royalties, é uma nova modalidade de ação política por parlamentares, governadores e partidos, inspirada pela mentalidade que se dissemina no Brasil atual.

Agrupar-se em maioria para tomar bens e direitos de minoria surpreendida e indefesa é --na política, na praia, na rua-- arrastão. O lugar, a ocasião e o que é tomado (ou pretendem tomar) não faz diferença. Não mais do que a diferença entre o genérico e o remédio de marca, ou seja, o reduzido às suas condições verdadeiras e o protegido pelo facilitário das leis privilegiantes.

Foi fundamental para a sustentação do governo Lula, nos seus primórdios, a garantia de respeito integral a todos os contratos deixados pelo antecessor. A submissão aos contratos foi repetida ao longo do governo como uma ladainha. E transferiu-se como parte do mandato a Dilma Rousseff, passando, nesta etapa, a ser visto também como princípio pessoal da presidente.

Na praia e nas vias públicas, a horda atira-se ao arrastão sem meio de defesa das desavisadas vítimas, que se supõem protegidas pelo direito legal de estar onde estão. Da praia ao mar: o que dois ou três Estados produtores e retribuídos pelos royalties, com tal direito supostamente assegurado pela legislação, podem fazer em defesa desse direito se mais 23 ou 24 Estados agrupam-se para tomar-lhe a retribuição?

Não faz diferença se a arma para tanto é o voto na Câmara e no Senado e, na praia e na via pública, é outra. O voto parlamentar, por si só, não confere moralidade nem legitimidade. Durante 21 anos --para não discutir possíveis exemplos menos distantes--, os votos de Câmara e Senado consagraram indignidades por motivos, eles mesmos, os mais sórdidos.

Compete à União transferir em verbas ou serviços, aos Estados não produtores, a sua quota de recebimento pela exploração de bens nacionais.

O fato sem precedente, em tempo algum, de negar-se a um Estado o domínio do patrimônio natural de seu território, para transferir os benefícios a outros, nega a própria federação que define a ordem institucional do país. Até no nome República Federativa do Brasil.

Os arrastões pré-políticos levam os bens e o direito da pessoa. O arrastão político leva também a Constituição.

SUPREMA

Os ministros do Supremo não se entenderam muito bem em torno de confissão e colaboração. Deu no mesmo: queriam conceder a Roberto Jefferson o benefício da delação premiada e o concederam. Nem um dia de cárcere.

Decisão interessante para os conceitos de Justiça. A acusação inaugural de Jefferson era, de fato, uma forma de cobrança dos milhões que queria receber do PT. Não os recebeu mesmo, e na CPI fez, em represália, as acusações que silenciara. Daí não admitir, com certa razão, que seja delator. Interpretação muito original, portanto, a de que fez por merecer o prêmio.


Janio de Freitas

Gravidez mostra que o que interessa à realeza é o útero de Kate

Este artigo é de 09/12/12 da fsp, reproduzo porque é exatamente o que penso da monarquia - retrograda, atrasada, conservadora (da pior espécie), autocrática (contraditório até para os cristãos que não acreditam em ninguém maior que deus, imagine uma "realeza" falida)...

A manutenção desse status idiota só presta para manter "soberanos" otários sob os gastos fúteis de uma monarquia de representação, ja que o parlamentarismo e a democracia a muito tempo fazem a gestão pública do Estado-Nação.

Eu sou pela democracia, pela participação e se creio em um regime? Sim, do poder popular...sou assembleista, sou verticalista no processo decisório, sou pelo coletivo...(que de fato pouco existem como experiências de governo e nada existem enquanto (ainda) sistema de poder)

Adorei a critica (abaixo), principalmente pela forma MACHISTA e CANALHA como a monarquia trata as mulheres....


Gravidez mostra que o que interessa à realeza é o útero de Kate

BARBARA GANCIACOLUNISTA DA FOLHA

SE VOCÊ PRETENDE APOSTAR NO NOME DO HERDEIRO, NÃO TENTE NADA MUITO OUSADO; FRODO OU JUSTIN BIEBER 1º ESTÃO FORA DE QUESTÃO


Se alguém tinha dúvida sobre as utilidades de uma ex-plebeia transformada em duquesa que se casa com o herdeiro em linha direta do trono britânico, ela terá sido dissipada nos últimos meses.

Tamanha foi a especulação sobre quando, se e em que circunstâncias se daria o anúncio do nascimento do primogênito dos duques de Cambridge -e tanta tinta foi despendida elucubrando sobre a possibilidade de o casal não poder, não querer ou ter motivos misteriosos para rejeitar a paternidade- que não sobrou nenhuma ilusão sobre o papel que de fato cabe a Kate na estrutura da família real. Curto e grosso: o que interessa ali é seu útero.

E você pensando, meu caro leitor, que ela só tinha que andar, sorrir e abanar a mãozinha. Ou você, noiva à procura do vestido dos sonhos, achando que ela seria sua inspiração. Veja só o equívoco.

Há ainda a indústria da moda, que enxergava em Kate uma embaixatriz da produção "made in England", muito útil na hora de incrementar as vendas de modelitos "high-low". Tudo engano. A duquesa existe para dar prosseguimento ao show.

E a possibilidade de não haver um descendente direto de William já estava começando a deixar os súditos com urticária. É alerta vermelho com sirene de furacão de máxima potência! Já pensou o risco de ver uma das filhas do príncipe Andrew -como se chamam mesmo, Drizela e Anastácia?- coroadas?

Elizabeth engravidou de Charles logo depois de se casar com Philip. Diana a imitou dando à luz William em 21 de julho de 1982, 11 meses depois do casamento.

Nos quatro meses entre cerimônia e anúncio da gravidez, despreparada que só para as pressões do cargo, a defunta princesa de Gales disparou: "O mundo inteiro está de olho na minha barriga".

Kate é muito melhor assessorada (os Windsor são conhecidos unhas de fome, mas diante de tantos equívocos resolveram gastar em relações-públicas e, como se vê, os resultados têm surgido). Ela não dá opiniões em público.

Ninguém sabe o que pensa sobre Chelsea ou Manchester United, se tem bulimia ou anorexia, se sente vontade de se jogar da escada ou se acredita que exista gente demais no seu leito matrimonial.

A informação oficial foi a de que o casal demorou mais que o habitual (18 meses desde o casamento) para anunciar a gravidez para não interferir nas comemorações do Jubileu da rainha e porque estavam de mudança para Londres -para o palácio de Kensington, onde William e seu irmão, Harry, cresceram.

Uma dica: se você pretende fazer uma fezinha no nome do futuro herdeiro/a nas casas de apostas londrinas, sugiro que não tente nada muito ousado. Rei Nigel, Frodo, Usain ou Justin Bieber 1º estão fora de questão, bem como rainha Rihanna, Ke$ha, Selena ou Bruna Surfistinha.

Talvez não renda muito, mas nomes de reis e rainhas britânicos dificilmente fogem à regra: Elizabeth, George, James, Edward, Victoria, Henry, Mary, William, Charles, Arthur ou John são os cristianíssimos que mais emplacam.

Richard foi abandonado por um certo tabu em relação à matança de sobrinhos a fim de ascender ao trono. Margaret também não deve ser usado num futuro próximo, devido ao frescor da lembrança que os caprichos da mimadíssima irmã de Elizabeth ainda trazem a traumatizados membros da Corte de St. James.

O nome Diana também pode ser uma boa pedida. Mas eu só arriscaria essa aposta na eventualidade de a rainha já estar enterrada a sete palmos no dia do nascimento.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

DEFINIÇÃO DO SOCIALISMO PELAS LETRAS DE: Vai de Madureira - Zeca Baleiro




Vai de Madureira
Zeca Baleiro


Se não tem água Perrier eu não vou me aperrear
Se tiver o que comer não precisa caviar
Se faltar molho rose no dendê vou me acabar
Se não tem Moet Chandon, cachaça vai apanhar

Esquece Ilhas Caiman deposita em Paquetá
Se não posso um Cordon Bleu, cabidela e vatapá
Quem não tem Las Vegas, vai no bingo de Irajá
Quem não tem Beverly Hills, mora no BNH

Quem não pode, quem não pode
Nova York vai de Madureira

Se não tem Empório Armani
Não importa vou na Creuza costureira do oitavo andar
Se não rola aquele almoço no Fasano
Vou na vila, vou comer a feijoada da Zilá

Só ponho Reebok no meu samba
Quando a sola do meu Bamba chegar ao fim

Eu Despedi O Meu Patrão - música e letra Zeca Baleiro



Eu Despedi O Meu Patrão
Zeca Baleiro


-Eu Despedi O Meu Patrão!

Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego...(2x)

Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar
Nem pela vida mais vazia
Eu despedi o meu patrão...

-Eu Despedi O Meu Patrão!

Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego...(2x)

Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar
Nem pela vida mais vadia
Eu despedi o meu patrão...

-Eu Despedi O Meu Patrão!

Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego...(2x)

Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar
Nem pela vida mais vazia
Eu despedi o meu patrão...

Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego...(2x)

Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar
Nem pela vida mais vadia
Eu despedi o meu patrão...

Não acreditem!
No primeiro mundo
Não acreditem!
No primeiro mundo
Só acreditem!
No seu próprio mundo
Só acreditem!
No seu próprio mundo...

Seu próprio mundo
É o verdadeiro
Meu primeiro mundo
Não!
Seu próprio mundo
É o verdadeiro
Meu primeiro mundo
Não!
Seu próprio mundo
É o verdadeiro
Primeiro mundo
Então!...

Mande embora
Mande embora agora
Mande embora
Mande embora agora
O seu patrão
Seu patrão (O seu patrão!)
Mande embora
Mande embora agora
Mande embora, agora
Mande embora o seu patrão
O seu patrão...

Ele não pode pagar
O preço que vale
A tua pobre vida
Oh Meu!
Oh Meu irmão!...(2x)

(Neste mundo é mais rico o que mais rapa:
Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;
Quem menos falar pode, mais increpa:
Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.)

Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego...(5x)

Eu Despedi O Meu Patrão!



* A parte em parênteses é trecho de soneto de Gregório de Mattos,
poeta bahiano barroco *

domingo, 9 de dezembro de 2012

Revista alerta para golpe direitista.




“…a leitura de um dos mais qualificados arautos da direita golpista. Merval Pereira não se confunde com Carlos Lacerda, mas na semana passada avisou não ser o caso de isentar Dilma das denúncias de corrupção, presentes e passadas”. 

A revista Carta Capital abre capa esta semana para o Instituto Millenium, think tank brasileiro , com capital transnacional, como o foram o Ibad e o Ipes, na conspiração contra o presidente João Goulart, em 1964. Ele estaria lançando as bases para um golpe de Estado, desta vez de escala continental, já que suas inspirações seriam os movimentos da argentina Cristina Kirchner e o venezuelano Hugo Chávez. Em “A velha cara da nova direita – Do Milenium aos jovens reacionários, o Brasil volta, ao passado, o jornalista Leandro Fortes penetra nos segredos deste novo laboratório golpista, e dando nomes e funções de ” um batalhão de 180 “especialistas”, profissionais de diversas áreas, entre eles os jornalistas José Nêumane Pinto, o historiador Roberto Damatta e o economista Rodrigo Constantino”.

” A tropa é comandada” – diz matéria de capa – “pelo jornalista Eurípedes de Alcântara, diretor de redação da revista Veja, publicação onde, semanalmente, o Millenium vê seus evangelhos e autos de fé renovados. Alcântara é um dos dois titulares do Conselho Editorial da entidade. O outro é Antônio Carlos Pereira, editorialista de O Estado de São Paulo… A dupla de jornalistas representa dois dos quatro conglomerados de mídia que formam a bússola ideológica da entidade, a Editora Abril eo Grupo Estado. Os demais são a Organizações Globo e a Rede Brasil Sul (RBS)”.

Carta Capital que dedica grande parte de suas páginas ao assunto, ainda conclui: ” Em 2010, graças à adesão maciça de empresários e doadores antipetistas em geral, a arrecadação do Millenium dobrou. A receita no ano eleitoral foi de um milhão de reais, dos quais 65% vieram de doações de e, com superavit de 153,9 mil reais.mpresas privadas. O número de funcionários remunerados quase dobrou… e as contas fecharam no azul” Leandro Fortes ainda divide o instituto em três categorias, dando foto e nomes ods responsáveis: 1) Os ” Especialistas”: Giambiagi, o argentino das contas pública; Lamounier, o figurino dos anos 1960 no século XXI; Villa (Marco Antônio), o ” intelectual” preferido da mídia; 2) os economistas: Franco (Gustavo, ex-presidente do Bando Central de FHC) e Fraga (Armínio, também presidente do BC da época FHC e financista internacional ligado a Georges Soros; e 3) Os comediantes: Madureira, o principal jornalista da turma: Mainardi (Diogo), “sua covardia o levou a se esconder na Itália; e Azevedo (Reinaldo, principal articulista da Veja On Line), “hilário”. A reportagem ainda não está disponibilizado no site da Carta Capital, mas,no editorial, intitulado ” Aonde eles pretendem chegar”, o diretor da revista Mino Carta dá algumas indicações:

”Há qualquer coisa no ar que me excita negativamente e me induz a pensamentos sombrios, algo a recordar tempos turvos, idos e vividos. É a lembrança de toda uma década, espraiada malignamente entre o suicídio de Getúlio Vargas e o golpe de 1964, aquele executado pelos gendarmes da casa-grande, e exército de ocupação. Dez anos a fio, a mídia nativa vociferou contra líderes democraticamente eleitos e se expandiu em retórica golpista logo após a renúncia de Jânio Quadros.

Muita água passou debaixo das pontes, embora algumas delas levem o nome de ditadores e até de torturadores, mas o tom atual desfraldado à larga pelos barões midiáticos e seus sabujos não deixa de evocar um passado que preferiria ver enterrado. Talvez esteja, de alguma forma, mesmo porque as personagens têm outra dimensão. Os propósitos são, porém, semelhantes, segundo meus intrigados botões. Acabava de lhes perguntar: qual será o propósito destes comunicadores, tão compactamente unidos no ataque concentrado ao PT no governo? Qual é o alvo derradeiro?

A memória traz à tona Jango Goulart e Leonel Brizola, a possibilidade de uma mudança, por mais remota, e os alertas uivantes quanto ao avanço da marcha da subversão. Os temas agora são outros, igual é o timbre. Além disso, na comparação, mudança houve, a despeito de todas as cautelas e do engajamento tucano, com a eleição de Lula e Dilma Rousseff. Progressos sociais e econômicos aconteceram. O ex-presidente tornou-se o “cara” do povo brasileiro e do mundo, a presidenta, se as eleições presidenciais se dessem hoje, ganharia com 70% dos votos.

Percebe-se, também, a ausência de Carlos Lacerda. Ao menos, o torquemada de Getúlio e Jânio lidava melhor com o vernáculo do que os medíocres inquisidores de hoje. Medíocres? Toscos, primários, sempre certos da audiência dos titulares e dos aspirantes do privilégio, em perfeita sintonia com sua própria ignorância. Contamos, isto sim, com o Instituto Millenium. Há quem enxergue na misteriosa entidade, apoiada inclusive com empresários tidos como próximos do governo, uma exumação do Ibad e do Ipes, usinas da ideologia fascistoide que foi plataforma de lançamento do golpe de 64.

Até onde vai a parvoíce e onde começa o fingimento? É possível que graúdos representantes do poder econômico não se apercebam das responsabilidades e alcances da sua adesão ao insondável Millenium? Ou estariam eles incluídos na derradeira prece de Cristo na cruz: perdoe-os, Pai, eles não sabem o que fazem? Que o golpismo da mídia da casa-grande seja irreversível é do conhecimento do mundo mineral. Causa espécie o envolvimento de personalidades aparentemente voltadas aos interesses do País em lugar daqueles da minoria.

….E à presidenta, que CartaCapital apoiou e apoia, recomendamos a leitura de um dos mais qualificados arautos da direita golpista. Merval Pereira não se confunde com Carlos Lacerda, mas na semana passada avisou não ser o caso de isentar Dilma das denúncias de corrupção, presentes e passadas. Está clara a intenção de aplicar à presidenta a tese do domínio do fato”.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Por uma escola de governo urgente!



16 anos governando uma cidade que traz mais de 450 anos de história de atraso político, social e econômico. Pouco ou muito tempo para resolver problemas que vem ao longo da sua trajetória histórica?

O debate é quente!

Aos pessimistas, oposicionistas ao governo atual, novos moradores, gerações que cresceram ao longo desse tempo diriam que 16 anos é tempo suficiente para transformar um município, diante da sua arrecadação e tamanho.

Outros defensores da continuidade do governo do momento, a população beneficiada e os sujeitos que viveram a história da cidade dirão com força que 16 anos são insuficientes diante das dividas financeiras e sociais herdadas da corrupção e de corruptos.

Entre meias verdades temos a certeza que Guarulhos ainda possui desafios com inúmeras comunidades vivendo precariamente em favelas, o baixo atendimento em creches, o numero insuficiente de funcionários públicos para o melhor atendimento a população, crescimento urbano e expansão sem critérios claros, a violência urbana, o transporte público eterno vilão do dia a dia, enfim, se não houvesse desafios não haveria compromissos e plano de governo apresentados pelo companheiro prefeito, Sebastião Almeida.

A questão que me move agora, depois da euforia da vitoria eleitoral é olhar para uma cidade renovada e diferente daquela em que se vivia a 20 anos atrás com vacas sendo conduzidas por sitiantes pela estrada de terra que leva hoje ao Parque da Transguarulhense ou no total abandono visível a 12 anos atrás na avenida Jurema no Pimentas. Eu vivi essa cidade que passou por grandes mudanças, promovidas sim, pelo governo do PT.

Agora a pulga que nos incomoda depois de 12 anos governando (indo para mais quatro), é qual o saldo político que tivemos para além dos mais de 115 mil votos de legenda e 15 mil filiados (as)?

Quantos militantes foram incentivados a estudar, se formar e contribuir para pensar políticas públicas em nossa cidade?

Quais experiências de políticas realizamos e que são estudadas, conhecidas ou tem a contribuição da militância política do partido?

Quantos petistas conhecem de fato a organização administrativa da prefeitura, os trâmites principais, os caminhos legais  e as nossas ações, programas e projetos?

Quantos quadros políticos formamos para substituir pessoas em funções chaves (importantes para o funcionamento da máquina), uma vez que todos (as) somos seres humanos que adoecemos e morremos como conseqüência natural da vida.

Quais ações ousadas e necessárias serão ainda preciso fazer para tornar a máquina mais eficiente na execução das políticas públicas na cidade?

Todas essas e outras perguntas dependem de uma posição que não pode ser debitada no prefeito, nem em Eloi e nem em Almeida. Essa responsabilidade é coletiva e partidária.

As chamadas escolas de governo criadas pelas primeiras prefeituras do PT tinham como objetivo fortalecer, aprimorar e consolidar os avanços nas políticas locais, valorizando servidores públicos com ética política no exercício das suas funções, militantes que poderiam apoiar ou substituir outros para continuar o projeto político em curso.

Mesmo a Escola de Sociologia e Política de São Paulo, que reúne intelectuais das mais variadas posições ideológicas surge num momento histórico que se exigia a formação de quadros políticos, pessoas voltadas para políticas públicas.

Não quero fazer critica a ninguém e nem a nenhuma ação do nosso governo, mas quero poder lembrar que todos somos substituíveis em nossas tarefas e que governar exige também dar respostas a população que nos creditará ou não um novo mandato. Na democracia não há eternidade, mas há alternância.

O que é preciso fazer agora é um balanço dos nossos 12 anos de governo. Um balanço que seja geral partindo da cidade como um todo e seus grandes desafios e especifica partindo para políticas públicas que precisam se consolidar e outras a serem criadas.

Redirecionar o debate sobre o futuro da cidade para o partido e nele a responsabilidade de reunir uma avaliação fria e necessária dos quadros da administração, de políticas de carreira e cargos que permitam formar servidores públicos que compreendam o projeto político em jogo. E não apenas as alianças.

De nada adianta uma Câmara de vereadores azeitada frente uma prefeitura engessada nos seus pontos estratégicos. Se temos oposição, nada impede que ela se enraíze na máquina.
E não proponho a mágica de fazermos ou fundarmos uma escola de governo, mas repito: “precisamos de um bom balanço de qual é a cidade temos? O que fizemos nela? Quais desafios vamos enfrentar? E como podemos nos transformar e revolucionar sem perder o horizonte da continuidade de governo a serviço das mudanças necessárias?"

Escola de governo não representa  a “arca de Noé” para o governo. Seu papel é depurar dos nossos mais de 15 mil filiados (as), e saber quais são os militantes dispostos a socializar o que sabem e outros aprenderem o que é preciso para fazer com que o projeto político que governa Guarulhos possa ser reconhecido para estar à frente o tempo que for necessário.

Wagner Hosokawa – militante da Esquerda Popular Socialista, tendência interna do PT. Foi membro do DM, da Executiva da macroregião, Secretário da Assistencia Social e Coordenador da Juventude no governo. É mestre em Serviço Social pela PUC/SP e servidor público municipal.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Coerencia e manifestações contra o autoritarismo na PUC/SP. Democracia chanceler D. Odilio, democracia!


Orgulho, é assim que eu defino o encaminhamento que recebi dos professores da UFF do colegiado de
professores do curso de Serviço Social, até porque e inclusive lá esta uma das minhas mentoras, prof. Cristina Brites referência tanto para o serviço social como para PUC/SP.

Reproduzo a moçao abaixo:


MOÇÃO DE REPÚDIO AO AUTORITARISMO DO GRÃO CHANCELER DA PUC/SP,
D. ODILO SCHERER

O Colegiado do Curso de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense, Polo de Rio
das Ostras, reunido em 14 de novembro de 2012, aprovou, por unanimidade, moção de repúdio à
atitude autoritária do Grão Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, D. Odilo
Scherer, pela nomeação arbitrária da candidata menos votada nas últimas eleições ao cargo de
Reitor da PUC/SP.

Ao nomear Reitora da PUC/SP a Professora Anna Cintra, D. Odilo Scherer, contraria a
decisão soberana das urnas manifestada pela comunidade acadêmica da PUC/SP, desrespeita a
histórica tradição democrática dessa Instituição de Ensino, que inspira e inspirou docentes e
universitários de todo o país e viola abertamente a autonomia universitária.

Nosso colegiado apoia a luta da comunidade acadêmica da PUC/SP em defesa dos princípios
democráticos dessa Instituição; apoia sua decisão de não reconhecer a Professora Anna Cintra como
Reitora e, mais uma vez, repudia veementemente o autoritarismo e a arbitrariedade que
comprometem a imagem da Fundação São Paulo, contrariam o caráter comunitário dessa
Universidade, violam direitos e os princípios e diretrizes do Projeto Institucional de Educação da
PUC/SP.

Rio das Ostras, 14 de novembro de 2012.
Colegiado do Curso de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense.



MANIFESTO
EM DEFESA DA DEMOCRACIA NA PUC-SP
fonte: http://www.apropucsp.org.br/

Em 13 de novembro de 2012 a comunidade de professores, estudantes e funcionários foi surpreendida pela escolha e nomeação, pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, da professora Anna Maria Cintra, terceira e ultima colocada na eleição para a Reitoria, contrariando o processo democrático de escolha que decidiu pela reeleição do professor Dirceu de Mello. Ainda que o Estatuto da PUC indique que a decisão do Cardeal esteja dentro da legalidade, a legitimidade de toda a história de lutas e conquistas de professores, estudantes e funcionários foi desconsiderada.

Os últimos anos não foram dos mais felizes para a PUC-SP. Demissões em massa; apelo à invasão policial; “maximização” dos contratos de trabalho; contratos diferenciados para quem docentes e funcionários que exercem as mesmas funções; aumento das mensalidades; estatutos mais autoritários.

O impedimento da posse do eleito, professor Dirceu de Mello, e a nomeação da última colocada, professora Anna Cintra, constituem um retrocesso político-acadêmico, uma péssima sinalização para a sociedade brasileira, um grave precedente que afeta o conjunto da universidade e o exercício de uma desalentadora pedagogia política, especialmente os jovens que não viveram tempos sombrios da época em que nossas conquistas democráticas se iniciaram. Em um grave momento no qual se decide o futuro da PUC-SP, esperamos que a professora Anna Cintra não se preste a este trabalho de demolição institucional.

Nossa luta, que se amplia cada vez mais, chama todos à unidade em defesa da democracia, para além de disputas eleitorais já encerradas. Congrega professores, funcionários administrativos e estudantes, independentemente das candidaturas que cada um sufragou ou rejeitou. Trata-se de defender um processo democrático que, claro, merece avançar. Retroagir, jamais!

Com determinação e tranquilidade, resistiremos.

Todos à greve geral!

Assembleia de professores na quarta-feira, 21 de novembro, às 17:00 na.sala 333

E, em seguida, todos ao ato político às 20:00 horas no TUCA!