quarta-feira, 20 de março de 2013

CADE O SECRETÁRIO DE SEGURANÇA? SUMIU, ELE, O ALCKMIN E OS TUCANOS NO NINHO....

19 de Março de 2013
Movimentos ocupam a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo
Secretário Fernando Grella Vieira não comparece à Audiência Pública. Comitê de Luta Contra o Genocídio promete mais protestos

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Após quase quatro meses de negociações e diálogo junto à assessoria da Secretaria de Segurança Pública de SP, o Secretário Fernando Grela Vieira não compareceu à Audiência Pública marcada para o início da noite desta terça-feira, 19 de março.

Sem justificativa oficial, os assessores do Secretário já haviam adiantado há cerca de uma semana a possibilidade de ausência do titular da pasta, que traria também o Comandante da PM e o Chefe da Policia Civil, além da chefia do IML paulista.

Cerca de 300 pessoas que compareceram ao Salão Nobre do Campus de Direito da USP, no Largo São Francisco, centro de São Paulo, acompanharam um rápido ato político onde os membros do Comitê expuseram um histórico de ações do movimento nos últimos anos, assim como o processo de construção da Audiência. Para os movimentos, a ausência do Secretário significou completo desrespeito à luta pelo fim da violência, e aos familiares de vítimas que estiveram presentes.

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Indignados com a falta de respeito e com a desfaçatez dos assessores que teimavam em justificar a ausência das autoridades, os organizadores do COMITÊ, em consulta aos presentes, propuseram uma ato simbólico em frente à Secretaria de Segurança Pública, situada a alguns metros apenas da Faculdade de Direito. 

Aos gritos de “Cadê o Secretário?”, os manifestantes transformaram o que seria um ato simbólico, em uma ocupação relâmpago da Secretaria de Segurança Pública de SP. Já dentro do hall da secretaria, as mais de 300 pessoas realizaram um ATO, onde militantes, em jogral, expuseram uma vez mais sua insatisfação e a cobrança pelo cessar dos assassinatos de jovens negros e pobres nas periferias da cidade.

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ASSISTA AQUI VÍDEOS DA OCUPAÇÃO:

Entrada

Dentro

Poema e Saída

O secretário, mesmo diante da manifestação em seu próprio “território de segurança”, se recusou a dialogar com os movimentos. Após cerca de uma hora de protestos e ocupação, os manifestantes deixaram o local e terminaram a manifestação em frente às arcadas do campus de direito da USP. A Próxima reunião do Comitê ficou marcada para o dia 2 de abril.

AS REIVINDICAÇÕES

Um documento com diversas reivindicações do Movimento no que diz respeito ao fim da violência policial no estado foi protocolado no ato de ocupação da Secretaria de Justiça de SP, realizado no dia 22 de novembro de 2012, mesma data da posse do Secretario Fernando Grella. Foi também neste dia que a Secretaria se comprometeu a receber o Comitê em audiência pública. Na última semana foi apresentado à Secretaria de Justiça um complemento ao documento com dados atualizados.

A íntegra dos dois documentos pode ser acessada nos links:

Carta do Comitê ao Governo do Estado em 22 de Novembro de 2012:

Carta do Comitê ao Governo do Estado em 19 de Março de 2013


Em síntese, são esses os principais assuntos pautados: 

1. Elucidação de chacinas e mortes do ano de 2012/2013;
2. Reconhecimento e investigação dos grupos de extermínio;
3. Redução da letalidade policial com participação da sociedade civil no monitoramento;
4. Garantia de segurança para denúncias;
5. Ouvidoria e corregedoria com autonomia e efetividade no controle e punição;
6. Indenização a familiares e vítimas fatais ou não;
7. Pelo fim do encarceramento em massa;
8. Fim de registros que mascaram a violência policial;
9. Alteração de evidências no sistema de saúde;
10. Qualificar dados sobre violência e letalidade policial;
11. Autonomia e controle interno do IML.

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19 de Março de 2013
Movimentos ocupam a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo
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Secretário Fernando Grella Vieira não comparece à Audiência Pública. Comitê de Luta Contra o Genocídio promete mais protestos

Após quase quatro meses de negociações e diálogo junto à assessoria da Secretaria de Segurança Pública de SP, o Secretário Fernando Grela Vieira não compareceu à Audiência Pública marcada para o início da noite desta terça-feira, 19 de março.

Sem justificativa oficial, os assessores do Secretário já haviam adiantado há cerca de uma semana a possibilidade de ausência do titular da pasta, que traria também o Comandante da PM e o Chefe da Policia Civil, além da chefia do IML paulista.

Cerca de 300 pessoas que compareceram ao Salão Nobre do Campus de Direito da USP, no Largo São Francisco, centro de São Paulo, acompanharam um rápido ato político onde os membros do Comitê expuseram um histórico de ações do movimento nos últimos anos, assim como o processo de construção da Audiência. Para os movimentos, a ausência do Secretário significou completo desrespeito à luta pelo fim da violência, e aos familiares de vítimas que estiveram presentes.

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Indignados com a falta de respeito e com a desfaçatez dos assessores que teimavam em justificar a ausência das autoridades, os organizadores do COMITÊ, em consulta aos presentes, propuseram uma ato simbólico em frente à Secretaria de Segurança Pública, situada a alguns metros apenas da Faculdade de Direito.

Aos gritos de “Cadê o Secretário?”, os manifestantes transformaram o que seria um ato simbólico, em uma ocupação relâmpago da Secretaria de Segurança Pública de SP. Já dentro do hall da secretaria, as mais de 300 pessoas realizaram um ATO, onde militantes, em jogral, expuseram uma vez mais sua insatisfação e a cobrança pelo cessar dos assassinatos de jovens negros e pobres nas periferias da cidade.

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ASSISTA AQUI VÍDEOS DA OCUPAÇÃO:

Entrada

Dentro

Poema e Saída


O secretário, mesmo diante da manifestação em seu próprio “território de segurança”, se recusou a dialogar com os movimentos. Após cerca de uma hora de protestos e ocupação, os manifestantes deixaram o local e terminaram a manifestação em frente às arcadas do campus de direito da USP. A Próxima reunião do Comitê ficou marcada para o dia 2 de abril.
AS REIVINDICAÇÕES

Um documento com diversas reivindicações do Movimento no que diz respeito ao fim da violência policial no estado foi protocolado no ato de ocupação da Secretaria de Justiça de SP, realizado no dia 22 de novembro de 2012, mesma data da posse do Secretario Fernando Grella. Foi também neste dia que a Secretaria se comprometeu a receber o Comitê em audiência pública. Na última semana foi apresentado à Secretaria de Justiça um complemento ao documento com dados atualizados.



A íntegra dos dois documentos pode ser acessada nos links:

Carta do Comitê ao Governo do Estado em 
22 de Novembro de 2012:

Carta do Comitê ao Governo do Estado em 19 de Março de 2013


Em síntese, são esses os principais assuntos pautados: 

1. Elucidação de chacinas e mortes do ano de 2012/2013;
2. Reconhecimento e investigação dos grupos de extermínio;
3. Redução da letalidade policial com participação da sociedade civil no monitoramento;
4. Garantia de segurança para denúncias;
5. Ouvidoria e corregedoria com autonomia e efetividade no controle e punição;
6. Indenização a familiares e vítimas fatais ou não;
7. Pelo fim do encarceramento em massa;
8. Fim de registros que mascaram a violência policial;
9. Alteração de evidências no sistema de saúde;
10. Qualificar dados sobre violência e letalidade policial;
11. Autonomia e controle interno do IML.

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Movimentos ocupam a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo


20 DE MARÇO DE 2013 - 10H05
Movimentos ocupam a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo
































Secretário Estadual de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, não comparece à Audiência Pública e provoca indignação em quem estava presente na Audiência Pública sobre o genocídio da juventude negra. Comitê de Luta Contra o Genocídio promete mais protestos.

Após quase quatro meses de negociações e diálogo junto à assessoria da Secretaria de Segurança Pública de SP, o Secretário Fernando Grela Vieira não compareceu à Audiência Pública marcada para o início da noite de terça-feira (19).

Sem justificativa oficial, os assessores do Secretário já haviam adiantado há cerca de uma semana a possibilidade de ausência do titular da pasta, que traria também o Comandante da PM e o Chefe da Policia Civil, além da chefia do IML paulista.

Indignados com a falta de respeito e com a desfaçatez dos assessores que teimavam em justificar a ausência das autoridades, os organizadores do Comitê, em consulta aos presentes (cerca de 300 pessoas), propuseram uma ato simbólico em frente à Secretaria de Segurança Pública, situada a alguns metros apenas da Faculdade de Direito.




Aos gritos de “Cadê o Secretário?”, os manifestantes transformaram o que seria um ato simbólico, em uma ocupação relâmpago da Secretaria de Segurança Pública de SP. Já dentro do hall da secretaria, as mais de 300 pessoas realizaram um ato, onde militantes, em jogral, expuseram uma vez mais sua insatisfação e a cobrança pelo cessar dos assassinatos de jovens negros e pobres nas periferias da cidade.

O secretário, mesmo diante da manifestação em seu próprio “território de segurança”, se recusou a dialogar com os movimentos. Após cerca de uma hora de protestos e ocupação, os manifestantes deixaram o local e terminaram a manifestação em frente às arcadas do campus de direito da USP. A Próxima reunião do Comitê ficou marcada para o dia 2 de abril.

As reivindicações
Um documento com diversas reivindicações do Movimento no que diz respeito ao fim da violência policial no estado foi protocolado no ato de ocupação da Secretaria de Justiça de SP, realizado no dia 22 de novembro de 2012, mesma data da posse do Secretario Fernando Grella. Foi também neste dia que a Secretaria se comprometeu a receber o Comitê em audiência pública. Na última semana foi apresentado à Secretaria de Justiça um complemento ao documento com dados atualizados.


Vídeo: Uneafro Brasil 

Fonte: Núcleo de Consciência Negra

fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=8&id_noticia=208855



Grella falta a audiência sobre segurançapública em SP e grupo ocupa secretaria


Reunião para tratar de violência policial estava marcada havia dois meses. Secretário alega pauta 'desatualizada' e transforma debate em ato de protesto

Por: Gisele Brito, da Rede Brasil Atual
Publicado em 20/03/2013, 08:14


São Paulo – Cerca de 100 pessoas ocuparam na noite de ontem (19) a sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo em protesto pela ausência do titular da pasta, Fernando Grella Vieira, em audiência pública marcada para as 18h na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no largo São Francisco, centro da capital. O encontro serviria para que membros do Comitê Contra o Genocídio cobrassem investigações de homicídios cujas suspeitas recaem sobre policiais. A presença de Grella na audiência vinha sendo articulada pelo comitê havia pelo menos dois meses. Ontem, apenas o assessor dele, Eduardo Dias, compareceu.

Sem o titular da pasta, membros do coletivo tomaram o microfone e assumiram a organização do evento, transformando-o em ato de protesto. O secretário foi chamado de "covarde" e a secretaria foi acusada de conivência com supostos assassinatos cometidos por policiais no ano passado. Dias demonstrou nervosismo com a situação e tentou tomar a palavra algumas vezes, sem sucesso. Depois de quase uma hora de manifestações duras contra asecretaria e o governo do estado, ele deixou o auditório.


Ao mesmo tempo, o grupo que havia ido até a faculdade para participar da audiência, entre eles militantes das Mãesde Maio que vivem na Baixada Aantista, decidiram ocupar a sede da SSP, distante alguns metros do local. Quando o grupo chegou ao prédio, aos gritos de “Justiça” e “Cadê o secretário?” muitos portando faixas e fotos de pessoas assassinadas supostamente pela ação de policiais, funcionários da secretaria tentaram fechar as portas, mas foram convencidos pelos manifestantes a liberar a entrada e evitar conflitos.


Lá, receberam a informação de que Grella Vieira não estava. Ainda assim, o grupo permaneceu no local por cerca de30 minutos, continuando o protesto pelo “fim da violência contra a juventude negra, pobre e periférica”. Em memória dos jovens assassinados, algumas vítimas tiveram seus nomes lidos em voz alta. Durante a saída dos manifestantes, alguns policiais com metralhadoras em punho se posicionaram diante do prédio, mas não houve nenhum tipo deconfronto.


Antes de deixar o auditório da Faculdade de Direito, Dias disse aos jornalistas que Grella estava reunido com o comando da PM e delegados da Polícia Civil e que desde a tarde da terça-feira anterior (12) os coordenadores do comitê sabiam que o secretário não iria à audiência.


A justificativa da ausência, segundo ele, é que um documento apresentado no dia 7 trazia reivindicações ainda denovembro, anteriores à nomeação de Grella para o cargo. “Aí a pauta caiu. Nesse documento de novembro pediam a cabeça do secretário e o secretário à época não é mais secretário. Nós vínhamos para esclarecer. Mandamos isso, falamos isso na terça-feira (12) antes da reunião do comitê e eu não sei o que foi dito nessa reunião à noite, mas na terça à tarde já se sabia que o secretário não viria”, justificou.


Douglas Belchior, membro do Comitê Contra o Genocídio, confirmou saber que o secretário faltaria à audiência marcada para ontem, mas ainda assim a agenda foi mantida. “Apesar do anúncio de que ele não viria, nós continuamos exigindo a presença dele porque foi uma construção com o movimento a partir de uma demanda social importante. O que importa é que o movimento convocou um agente do Estado, um cara que está a serviço da sociedade e ele deveria estar aqui”, afirmou.


fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2013/03/grella-nao-vai-a-audiencia-publica-e-grupo-ocupa-sede-da-seguranca-publica-em-sp


Repercussão:


Essa é a matéria do ato que provocou a agenda com o secretário de segurança: http://www.youtube.com/watch?v=QfbChirTioo


E esse é o seu compromisso: Ausência!!!

QUARTA-FEIRA, 20 DE MARÇO DE 2013


Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella ausente!

Audiencia Publica Secretario 003
A mesa vazia com a ausência do secretário na audiência na Faculdade de Direito do Largo São Francisco na Capital paulistana
Audiencia Publica Secretario 007
Retratos das vítimas no cartaz das “Mães de Maio e familiares de vítimas da violência”
Audiencia Publica Secretario 012 Audiencia Publica Secretario 013
Auditório com representantes de movimentos sociais e familiares das vítimas.
Audiência prevista para discutir violência contra jovens negros, pardos e periféricos, não ocorreu em função da ausência do Secretário de Segurança Pública, a audiência que ocorreria na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) nessa noite de terça-feira (19/3) no auditório da Faculdade no Largo São Francisco em São Paulo.
 Audiencia Publica Secretario 017   Audiencia Publica Secretario 059

Presentes várias autoridades de diversos órgãos e entidades aguardando o Secretário Fernando Grella, porém decepcionando os presentes quem compareceu foi o assessor do secretário Eduardo Dias no lugar do secretário.

Audiencia Publica Secretario 077
Eduardo Dias assessor ouve cobranças pela ausência do secretário Grella pelo Rapper Pirata
Os movimentos sociais formados pelo “Comitê Contra o Genocídio contra a População Preta, Pobre e Periférica” entenderam como um insulto a ausência do secretário já que diversas entendimentos se faziam desde a posse do Secretário de Segurança. A falta de dialogo com a ausência prometida do secretário Fernando Grella fez os movimentos sociais impedirem o assessor Eduardo Dias de falar. Aos gritos de “Cadê o secretário?” os manifestantes saíram em passeata.
Audiencia Publica Secretario 121 Audiencia Publica Secretario 111
Os manifestantes tomaram a rua e seguiram para a Secretaria de Segurança Pública, que é no Largo São Francisco próximo da Faculdade, o grupo ocupou o saguão da Secretária procurando ser atendido pelo secretário, que não os atendeu. Durante vários minutos os manifestantes leram documentos e falaram palavras de ordem pedindo justiça para os seus familiares mortos.
 Audiencia Publica Secretario 147
Douglas Belchior ergue uma foto das vitímas.Audiencia Publica Secretario 151
Milton Barbosa do Movimento Negro Unificado - MNU
Audiencia Publica Secretario 163
Secretaria após a retirada dos manifestantes

O prédio foi logo cercado pelas viaturas da Polícia Militar, várias viaturas estacionaram em frente ao edifício aguardando. Os manifestantes deixaram o local tranquilamente.

Depois o assessor Fernando Dias justificou a ausência do secretario Grella, alegando que ele participava de uma reunião com o comando da Polícia Militar, com os delegados de polícia desde o início da tarde. O assessor disse que “é difícil a comunicação com os movimentos” para avisar que o secretário não compareceria e tentar marcar outra audiência. A audiência marcada para ontem (19) havia sido marcada com bastante antecedência e a ausência do secretário e as desculpas quebram uma linha de entendimento.
Audiencia Publica Secretario 051

Os movimentos sociais se irritaram com a posição do secretário e com sua falta de compromisso ao já acertado, Chico Bezerra integrante do “Grupo Tortura Nunca Mais” resumiu numa frase o sentimento “Isso é uma demonstração de falta de respeito com os movimentos sociais.”.

Audiencia Publica Secretario 152
Funcionários fotografando os manifestantes
No documento das entidades cobrando a diminuição da violência policial e a investigação das denúncias do envolvimento de policiais em grupos de extermínio.
A morte de cinco jovens em Guarulhos no último dia 26 é apontada no texto, pedindo uma explicação 'Sem motivo aparente, cinco jovens foram executados e um alvejado, em uma ação típica de grupos de extermínio',
Audiencia Publica Secretario 026
'É fato que grupos de extermínio têm assombrado as periferias há algum tempo, e o governo do estado de São Paulo nada tem feito para apurar tal situação', aponta o documento. A falta de diálogo do Secretário não comparecendo abre uma falta de comunicação com os movimentos populares.
fonte: http://zulmirasomosnos.blogspot.com.br/





segunda-feira, 18 de março de 2013

MARILENA CHAUÍ: “NOVA CLASSE MÉDIA É BOBAGEM”


Mariana Fontoura:

MARILENA CHAUÍ: “NOVA CLASSE MÉDIA É BOBAGEM”

Em entrevista, a filósofa Marilena Chauí ataca o Supremo Tribunal Federal, diz que mídia manipula informação, vê controle da internet e frisa que Renan Calheiros é regra e não exceção
18 DE MARÇO DE 2013 ÀS 08:19

Por Renato Dias - A suposta criação de uma nova classe média - anunciada pelo ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por Dilma Rousseff (PT) - é uma 'bobagem sociológica', já que o que houve foi a ampliação da classe trabalhadora. É o que afirma a filósofa Marilena Chauí. Ela participou, na última quarta-feira, em Goiânia, de edição do Café com Ideias. O fórum é uma promoção do Centro Cultural Oscar Niemeyer, do Governo de Goiás. O evento é organizado pelo jornalista e professor da UFG Lisandro Nogueira.
Professora titular do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), Marilena Chauí informa que existem duas classes no capitalismo [Burguesia e proletariado/classe trabalhadora]. Para ela, a classe média não teria função econômica, mas ideológica. "Como correia de transmissão das ideologias das classes dominantes. Até 'intelectuais' pertencem, hoje, à classe trabalhadora", dispara. "Técnica e ciência viraram forças produtivas", analisa.

Perplexidade
A antiga classe média está apavorada, porque pela escolaridade ela não se distingue, provoca. "Pela profissão, menos ainda", atira. Ela está perplexa com a entrada da classe trabalhadora na sociedade de consumo, insiste. "Qualquer um pode andar de avião. Não tem mais distinção nenhuma", ironiza. Cáustica, a ex-secretária de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo (1989-1992), sob a gestão de Luiza Erundina, define a classe média como "conservadora e autoritária".
A professora denuncia os grandes conglomerados de comunicação. A mídia monopoliza a informação, avalia. "A diferença é vista (pela mídia) como "discordância e atraso, portanto perigosa", explica. Segundo ela, há 10 anos, a mídia era um oligopólio. "Hoje, quase atinge a dimensão de um monopólio", informa. "Monopólio, mão única, ideologia da competência, interesses obscenos. A manipulação é contínua. É uma coisa nauseante", discursa, em um tom de indignação.
Marilena Chauí afirma que a internet pode ser um fator de democratização do acesso à informação, mas também de controle. Ela aponta a suposta vigilância e controle dos equipamentos informáticos, com hegemonia dos Estados Unidos e do Japão.

Neoliberalismo
Ligada ao PT, ela ataca o neoliberalismo. "O encolhimento do espaço público e o alargamento dos espaços privados". Em uma crítica velada aos oito anos de gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso (SP), ela relata que o "remédio neoliberal" seria um engodo. "Como mostram as crises da União Europeia e dos Estados Unidos", explica. Especialista em Espinosa, a professora diagnostica a desmontagem do sistema produtivo da Europa. "A Europa é um parque jurássico e pode não conseguir se recuperar".
A democracia é frágil no capitalismo contemporâneo, aponta. Ela exorciza o que define como ideologia da competência técnico-científica. "Um produto da divisão entre as classes sociais, sedimentada pelos meios de comunicação social e que invade a representação política", teoriza. A filósofa diz que são imensos os obstáculos à democracia no capitalismo. "A democracia não se confina a um setor social apenas", fuzila. O cerne da democracia é a criação de direitos e ser aberta aos conflitos, acredita.
Marilena Chauí condena ainda o mito da não violência brasileira. A imagem de um povo alegre, sensual, cordial seria invertida. "O mito é também uma forma de ação, cuja função é assegurar à sociedade a sua autoconservação. Ele encobre, substitui a realidade", analisa. Para ela, com a hegemonia da cultura do mito, a violência se restringiria à delinquência e à criminalidade, o que legitimaria a ação do Estado, via-repressão, aos pobres, às supostas classes perigosas.
"As desigualdades salariais entre homens e mulheres, brancos e negros, brancos e índios, e a exploração do trabalho infantil e de idosos são considerados normais", discursa. "É no fiozinho da vida cotidiana que você vê o grau de violência da sociedade brasileira: "você sabe com quem está falando?", analisa. A ex-secretária de Cultura do município de São Paulo afirma que a sociedade brasileira é autoritária. "O Supremo [STF] é a expressão máxima do autoritarismo", provoca.
"Nós precisamos de quase 30 anos para criar a Comissão Nacional da Verdade", desabafa. A CV surgiu em 2012. Ela cita como exemplo diferente a instituição da Comissão da Verdade da África do Sul,logo após o fim do Apartheid, regime de segregação social e racial. Ela culpa o sistema político do Brasil, que teria sido criado pelo general Golbery do Couto e Silva, bruxo da ditadura civil e militar (1964-1985). "Ninguém mexeu na estrutura política [deixada pelo regime militar]", pondera.

Renan Calheiros
Crítica, Marilena Chauí avalia que o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), [que abençoou os governos de Fernando Collor de Mello (1990-1992), Fernando Henrique Cardoso (1995-1998 e 1999-2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006 e 2007-2010) e Dilma Rousseff (2011-2013)] faria parte da ordem natural das coisas no Brasil. "A sua figura, não é a exceção, mas a regra", dispara. É uma coisa esquizofrênica, metralha."Mas uma reforma política ampla poderia nos libertar"

Quem é Marilena Chauí
Personagem do Café com Ideias, Marilena Chauí é professora titular de Filosofia Política e de História da Filosofia Moderna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP).
Nascida no município de Pindorama, Estado de São Paulo, no ano de 1941, ela é filha do jornalista Nicolau Chauí e da professora Laura de Souza Chauí. Marilena Chauí é da esquerda-democrática e membro-fundador do Partido dos Trabalhadores (PT).
Ela possui graduação, mestrado e doutorado em Filosofia. A filósofa é autora de livros como O que é Ideologia, Coleção Primeiros Passos, Editora Brasiliense, Convite à Filosofia; A Nervura do Real: Espinosa e a Questão da Liberdade.
Mais: Simulacro e Poder – Uma Análise da Mídia (1996), Editora Fundação Perseu Abramo. Ela faz ainda a apresentação de A Invenção Democrática – Os limites da dominação totalitária (2011), Coleção Invenções Democráticas (Autêntica).

Cultura
A professora de Filosofia da USP Marilena Chauí exerceu ainda o cargo de secretária de Cultura da Prefeitura de São Paulo na administração da prefeita Luiza Erundina, à época no PT. É eleitora de Lula & Dilma e crítica da mídia.
Renato Dias, jornalista e sociólogo, autor de Luta Armada/ALN-Molipo As Quatro Mortes de Maria Augusta Thomaz (2012), RD/Movimento, é colaborador do Diário da Manhã, onde essa reportagem foi originalmente publicada.

sábado, 16 de março de 2013

Eu aplaudo ao final do hino nacional, por orgulho, respeito e com a lei a meu lado! Eu sou brasileiro (a), sou civil e nao militar

Polêmicas, assim querem sempre dizer sobre mim. Sempre me metendo em polêmicas. Sim, e esta já faz um tempo que gostaria de me manifestar: qual é a demonstração de respeito diante do hino nacional?

Aplaudir ou não? Se postar diante da bandeira ou não?

Revista nova escola:

Como as pessoas devem se portar ao ouvir o Hino Nacional?

Editado por Elisa Meirelles (novaescola@atleitor.com.br). Com reportagem de Gabriela Portilho
 
"O comportamento que temos de ter ao ouvir o Hino Nacional está previsto na Lei nº 5.700, aprovada em 1971 e em vigor até hoje. Essa legislação propõe que o ouçamos em pé e em silêncio, com a cabeça descoberta. Qualquer outra forma de saudação durante a execução - como acompanhar com palmas ou assovios - é proibida. Não há nada na lei, no entanto, que impeça as pessoas de aplaudir depois que o hino termina."
 
 
Quer conferir sabido, veja o link da lei (LEI): http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5700.htm
 
Eu não sou militar sou CIVIL, minhas regras são respeito e orgulho ao país! E demonstro-a legalmente e com o entusiasmo que merece...
 
Esse papo de ficar em silêncio ao final é papo de milico, quem tem farda segue sim regras de postura pelo DECRETO N. 2.243 - DE 3 DE JUNHO DE 1997 - Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar das Forças Armadas. link: http://www.defesacivil.rj.gov.br/documentos/regulamentos/Rcont_EB.pdf
 
Outras curiosidades: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hino_Nacional_Brasileiro
 
 
Hora de enterrar os velhos ossos da ditadura, abrir os olhos para um novo país...ousar quando o que parece certo é ceder...jamais! este país é uma construção, eu quero fazer parte da mudança!