quarta-feira, 30 de março de 2011

Seminário do PT Estadual sobre os impactos do Trecho Norte do "Rouboanel"




COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS,



Todos e todas convocados para o Seminário promovido pelo PT/SP sobre os Impactos do Rodoanel – Trecho Norte.

Esse é o meu partido, esse é o meu prefeito militante! Posição contra as medidas que vão prejudicar a população, os serviços públicos e o direito a cidade que deve ser de toda população.

Contra o autoritarismo do governo Demo-tucano que governa a duas décadas e nada tem feito por Guarulhos e pela região.

O Rodoanel é a veia jugular da corrupção deste projeto conduzido pelo imperial governo tucano.

TA NO SITE DO PT ESTADUAL...VAMOS DIVULGAR: http://www.pt-sp.org.br/noticia/?p=S%E3o%20Paulo&acao=verNoticia&id=3750


Seminário sobre o trecho Norte do Rodoanel

O evento será no dia 8 de abril, no auditório PT-SP - rua Abolição 297, Bela Vista -, das 9h às 13h

Por Imprensa PT-SP
Terça-feira, 29 de março de 2011
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O objetivo do Seminário sobre o trecho Norte do Rodoanel é debater os impactos sociais e ambientais do traçado do projeto do Rodoanel. O evento será no dia 8 de abril, no auditório PT-SP - rua Abolição 297, Bela Vista -, das 9h às 13h.

De acordo com Evaristo Almeida, coordenador do Setorial de Transportes e Mobilidade Urbana do PT, a obra terá efeitos colaterais sobre a comunidade atingida, entre outros:

a) Desapropriações que quebra laços sociais e afetivos na área onde as pessoas moram;

b) Aumento da poluição sonora e ambiental para os moradores que nãos serão desalojados;

c) Ocupação de 98 hectares de área para a obra, sendo 44 quilômetros de extensão com mais de 40 metros de largura, que serão impermeabilizados, piorando os efeitos das enchentes em São Paulo. Serão 1.760.000 metros quadrados de área concretada, o equivalente a 213 estádios de futebol;

d) Aumento da poluição próxima à Serra da Cantareira, que trará efeitos ainda não mensurados sobre a fauna e flora local;

e) Aumento do tráfego local, pois a avenida Raimundo Pereira Magalhães e a avenida Inajar de Souza já se encontram saturadas de veículos.

Coordenado pela Secretaria de Movimentos Populares e Políticas Setoriais, o seminário deverá reunir parlamentares, dirigentes e militantes setoriais com protagonismo também da militância e gestores da cidade de Guarulhos, uma das mais afetadas pelo traçado.

Programação

9h

Credenciamento

9h

Os Impactos Socioeconômicos e Ambientais do Trecho Norte do Rodoanel

Francisco Chagas - Vereador PT/SP - Apresentação

Sebastião Almeida - Prefeito de Guarulhos

Antônio Donato - Vereador e Presidente Municipal PT/SP

Edinho Silva - Deputado Estadual e Presidente Estadual PT/SP

Zico Prado - Deputado Estadual PT/SP – Bancada Estadual

Antônio Fidelis - Secretário de Meio Ambiente do PT/SP

Evaristo Almeida – coordenador do Setorial de Transportes e Mobilidade Urbana do PT

Benedito Barbosa – Movimento de Moradia

Comitê contra Traçado do Rodoanel – Guarulhos

12h30

Encaminhamentos e encerramento

Aprovar texto e propostas

Encontro de estudantes brasileiros de medicina em Cuba faz defesa do SUS


Durante os dias 25, 26 e 27, realizou-se o II Encontro Nacional dos Estudantes Brasileiros de Medicina em Cuba, no Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella” (CIJAM), Município Caimito, Província Artemisa.

O evento contou com a participação de 130 delegados eleitos entre os quase 600 estudantes brasileiros. Com o objetivo de debater assuntos internos da organização, a solidariedade a Cuba e a inserção dos egressos da ELAM ao Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil.

A abertura do evento contou com a presença do reitor da ELAM, Dr.Juan Carrizo Estevez, do primeiro secretário da Embaixada do Brasil em Cuba, Túlio Amaral Kafuri, do professor Dr. Marco Aurélio da Ros (UFSC), da professora Maria Auxiliadora Cesar, coordenadora do Núcleo de Estudos Cubanos da UnB, do presidente da OCLAE, Yeovani Chachaval, dos Diretores de atenção ao Brasil e Atenção a Estudantes Estrangeiros do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), Fabio Simeón e
Bárbara Diaz, respectivamente e da representação do CIJAM.

Durante a abertura os estudantes apresentaram uma Moção de Solidariedade a Cuba, exigindo a libertação imediata de Ramón, Gerardo, René, Fernando e Antonio, os cinco lutadores anti-terroristas cubanos presos nos EUA, o fim do bloqueio a Cuba, o fechamento da Base de Guantánamo e o cesse da Agressão Imperialista a Líbia.

No sábado (26), o professor Dr. Marco Aurélio da Ros, participou de um encontro com os estudantes, no qual se debateu o tema “Reforma Sanitária no Brasil, passado, presente e perspectivas”. Os trabalhos seguiram pela tarde em Grupos Temáticos sobre: Solidariedade a Cuba, Reforma Sanitária, sobre Extensão Universitária (o papel das Brigadas Estudantis de Saúde), a inserção na Associação Medica Nacional – Maria Fachini e sobre a revalidação dos diplomas no Brasil.

No domingo (27), os estudantes debateram com a professora Maria Auxiliadora (NESCUBA) e com o companheiro Fabio do ICAP sobre a história do movimento de solidariedade a Cuba no Brasil.

Os trabalhos se encerraram com a aprovação do novo estatuto da ABEMEC e com a aprovação de uma “Carta aberta ao povo brasileiro”.

Leia abaixo a moção aprovada:

Carta aberta ao povo brasileiro

No ano de 1998, quando os furacões George e Mitch provocaram grandes destruições em centro-américa, suplantando a capacidade de resposta civil e governamental aos desastres naturais, o governo cubano decidiu fundar uma Escola Internacional para a formação de médicos, 100% pública, 100% gratuita, aos jovens dos países periféricos, com o objetivo de atender aos excluídos dos sistemas de saúde precarizados e privatizados. Um ano depois se cria a Escola Latino-americana de Medicina (ELAM).
A partir da próxima graduação seremos mais de 10.000 médicos, oriundos de 116 países de Ásia, África, Oceania e América, formados por esse projeto. Até o momento os médicos formados pela ELAM estão participando de importantes projetos sociais em inúmeros países de América.

No Haiti existe uma cooperação tripartite entre os governos de Cuba-Brasil-Haití, onde mais de 680 médicos formados em Cuba, trabalham atendendo gratuitamente ao povo haitiano, atingido pelo terremoto mais forte conhecido pela história contemporânea do
continente e que agora sofre uma importante epidemia de cólera.

No Equador, jovens formados em Cuba participam de uma Missão governamental chamada “Manuela Espejo”, estão fazendo o levantamento em todos os rincões desse país das pessoas com deficiência física e mental, levando assistência médica integral a todo o interior equatoriano.

Na Venezuela, jovens formados pela ELAM participam de um projeto Governamental chamado “Batalhão 51”, em homenagem aos primeiros 51 venezuelanos formados pela ELAM, que atende a populações ao longo da Amazônia venezuelana e outras regiões afastadas desse país.

Poderíamos citar exemplos do trabalho dos médicos latinos formados em Cuba, em Nicarágua, México, Honduras, Guatemala, Peru, Bolívia e em muitos outros países de América.

E no Brasil, país mais rico da América Latina, que possui mais de 568 municípios sem nenhum médico e mais de 1500 sem médico fixo, onde crianças morrem por enfermidades infecciosas, desidratação, e outras enfermidades previníveis, facilmente tratáveis se atendidas prontamente, no qual a mortalidade infantil está em torno de 20 por mil nascidos vivos, sendo que no nordeste, por exemplo, chega a 34,4 por mil nascidos vivos, muito diferente de Cuba com 4,5 por mil. Além disso, são milhares os pacientes da terceira idade, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, como a Hipertensão Arterial e a Diabetes, sem atenção médica devida. A inserção dos estudantes formados em Cuba e em outros países no Brasil tem sido dificultada por
barreiras corporativas de setores reacionários e mentirosos, que até hoje não assumiram a responsabilidade de levar o direito à saúde a todo o povo brasileiro.

A medicina no Brasil hoje é controlada pelo Complexo Médico-Industrial: “empresários da saúde”, corporações farmacêuticas e de tecnologia médica que influenciam a formação médica, de forma que nossos médicos são educados a interpretar “exames complementares”, sem tocar nem olhar o paciente, sem entrevista-lo, nem menos dedicar-lhe atenção psico-social. A medicina brasileira esta mercantilizada e desumanizada.

Nós, estudantes da Escola Latino-Americana de Medicina, vimos a público colocar-nos a disposição da sociedade e dos poderes públicos de todos os níveis da federação para a realização de um Plano Integral de Inserção ao Sistema Único de Saúde (SUS), que permita a inserção de médicos formados no Brasil e no exterior, dispostos a levar o acesso à saúde e qualidade de vida às famílias hoje excluídas da assistência
médica.

O Sistema Único de Saúde é a bandeira mais ousada que o movimento popular brasileiro construiu com muita luta e articulação no século passado. Desde a sua aprovação na constituição cidadã e da incompleta regulamentação posterior, tem sofrido ataques constantes que ameaçam destruir e descaracterizar o maior sistema de cobertura médica do mundo. Por conta do reconhecimento das patentes internacionais sobre
os medicamentos, a demora para aprovação da Emenda Constitucional 29, a derrubada da CPMF, a legalização das Fundações e a entrega do serviço de saúde às Operadoras de Serviço, o SUS necessita cada vez más ser defendido e tornar-se uma realidade.

O Brasil, que possuí um desenho formal do sistema de saúde mais completo que outros países da região, gasta menos per capita que países vizinhos como Argentina e Chile.
Nós, estudantes de medicina da Escola Latino-americana de Medicina, reunidos em nosso II Encontro Nacional em Cuba, vimos a público manifestar nosso compromisso de tornar o Sistema Único de Saúde uma realidade para o povo brasileiro. Convidamos a sociedade para juntar-se a nós na defesa de um SUS verdadeiramente para todos.

27 de março de 2011. Caimito, Província Artemisa, Cuba.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Frente parlamentar para defender religiões de matriz africana


Basta de discriminar os terreiros

O Conversa Afiada http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/03/21/frente-parlamentar-para-defender-religioes-de-matriz-africana/


Fonte: http://falavalmir.com.br/


Frente Parlamentar dos Terreiros recolhe assinaturas e começa a se viabilizar na Câmara


(*) Genésio Araújo Júnior, da Agência Política Real –


Um grupo de deputados federais se reuniu hoje com representantes negros e de religiões afrobrasileiras para um café da manhã em que deram início a criação da Frente ligada a essas comunidades.


“Os terreiros são realidades históricas que são discriminadas. Há uma violência do Estado tanto omissiva como de forma ativa. Houve declarações dramáticas de pessoas que tiveram seus terreiros invadidos, tomados. A Frente é importante para fazer um contraponto que determinados setores do Congresso fazem, como os evangélicos, que acham que só eles são donos da verdade”, disse Domingos Dutra. Ele acredita que talvez seja o único congressista com origem, nascido, num quilombola.


Existem também metas legislativas. O deputado Luiz Alberto (PT-BA) disse que a Frente vai ser muito importante para chamar atenção do país para um grupo que está representado “em menos de 5%” no Congresso Nacional, mas que tem mais de 50% da população brasileira.


“A partir dos direitos específicos pode-se apresentar proposições legislativas que as próprias comunidades têm para que os parlamentares apresentem e o Congresso debata, discuta e aprove alguns desses direitos, como, por exemplo, um projeto de minha autoria que faz com que o sistema previdenciário brasileiro reconheça a categoria de líder religioso dos terreiros de candomblé para efeito de aposentadoria”, disse, categórico. Com isso os ialorixás e babolorixás poderão se aposentar como padres e pastores.


Ele disse que existe outro projeto de sua autoria que defende o setor e com este movimento poderá ter mais chances de efetividade:


“Tem outro projeto de minha autoria que cria uma política nacional sustentável de comunidades tradicionais. São comunidades que vivem em condições tradicionais, com atendimento de jovens e com medicina tradicional, enfim, que o Estado garanta política pública para essas comunidades”, disse.


Muitos deputados nordestinos, a maioria dos presentes, foram ao café da manhã que se deu na área Vip do restaurante do Anexo IV da Câmara Federal. O deputado Sarney Filho (PV-MA), presidente da Frente Ambientalista esteve no evento.


A iniciativa da divulgação das propostas é do Fórum Religioso Afrobrasileiro do Distrito Federal e Entorno e do Coletivo de Entidades Negras.


Segundo essas entidades a Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Tradicionais de Terreiro terá como papel os seguintes itens:


1) Promover, no marco legislativo, ações em defesa das religiões de matrizes africanas, pela liberdade de culto e contra a intolerância religiosa;


2) Propor leis que dêem as casas religiosas de matrizes africanas os mesmos tratamentos que outras tradições religiosas gozam em nosso país;


3) Fiscalizar o Poder Executivo para que este aplique as políticas públicas às comunidades de terreiro propostas por elas mesmas e por organizações a elas ligadas;


4) Fortalecer o diálogo inter-institucional entre os três poderes da República para fazer valer as leis que defendem a liberdade religiosa em nosso país;


5) Promover ações que efetivem a liberdade religiosa tais como audiências públicas, seminários e eventos que ensejem em si a defesa do direito de culto;


6) Propor ações ao Executivo tais como a realização da Conferência Nacional Sobre Liberdade Religiosa, objetivando fazer com que os setores religiosos do país dialoguem entre si e construam um pacto de não-agressão;


7) Ainda no marco legislativo, agir para que o Estado, em suas esferas Federal, Estaduais e Municipais, não se torne, ele mesmo violador ao direito de culto no Brasil, com ações que visem destruir o patrimônio religioso das casas de terreiro. (Foto: Luiz Alves)

LIBERDADE PARA GEGÊ, um compromisso dos que lutam!

Eu posso dizer quem é o companheiro Gegê. Nós militamos juntos no mandato do dep. fed. Luiz Eduardo Greenhalgh (PT/SP), e antes sua trajetória de luta, ou sua fama como preferirem.

É dessas pessoas que não medem esforços para defender o povo trabalhador, pobre e excluído. Como dirigente do Movimento de Moradia do Centro (São Paulo) e da Central de Movimentos Populare (CMP), o Gegê é daqueles que nas madrugadas ou nos dias cinzentos, seja no sol ou na chuva você pode contar...desde que a luta seja coletiva.

Tive a oportunidade ou a honra de acompanhar Gegê em várias lutas, mesmo naquelas onde eu estava como mais um militante da base do movimento estudantil apoiando os demais movimentos sociais.

Um lutador que não mede esforços para fazer do povo o grande vitorioso das lutas.

Um militante que tem a dimensão da responsabilidade e o compromisso coletivo. Sua dureza com o papel de cada um numa ocupação, um prato que se lava ou uma roupa que se estende precisa ser feito em respeito ao seu próximo, se não pode entrar alcoolizado na ocupação não pode para não prejudicar o movimento, estes tantos exemplos que fizeram do Gegê um dirigente sério.

Uma pessoa humana. Pode ser esta a motivação política que leva as forças conservadoras a buscar envolve-lo nesta acusação ridícula de "crime passional" ao qual querem leva-lo ao tribunal burguês.

Alguém com que todos (as) nós possamos nos orgulhar pelos seus princípios (tão distantes nos dias de hoje).

Liberdade para Gegê! Viva a luta dos lutadores e lutadoras do povo!


Gegê, líder do Movimento de Moradia vai a júri popular

segunda-feira 14 de março de 2011

Nos dias 4 e 5 de abril, o líder do Movimento de Moradia do Centro (MMC), Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, deve ir a júri popular. O julgamento estava marcado para 16 e 17 de setembro de 2010, mas não se concretizou. Representante do Ministério Público de São Paulo, responsável pela acusação, no próprio dia se recusou a realizar o julgamento, justificando que desconhecia o conteúdo de todas as provas apresentadas pela defesa. Tal posição foi aceita pela juíza e a data foi remarcada para abril.

A não realização do Tribunal do Júri naquele momento pôde se reverter em uma conquista importante. Como contrapartida ao adiamento do julgamento, a juíza deferiu o pedido da defesa e colocou fim a ordem de prisão expedida contra o líder, em vigor até aquele momento. A experiência vivida por Gegê, que se inicia nas primeiras investigações de um crime do qual é injustamente acusado, reforça algumas lições. Uma delas é o uso do aparato policial e judicial por parte de forças conservadoras para desarticular movimentos populares reivindicatórios de direitos.

Neste sentido, o uso político do direito é evidente. Diante deste cenário, a mobilização para o próximo julgamento é de vital importância, não para a resolução de um caso pessoal isolado, mas pelo contrário, para o fortalecimento das lutas populares. Para tanto é preciso evitar o avanço do conservadorismo, que hoje criminaliza as lutadoras e lutadores do povo, criminalizando a própria luta.

Os fatos

No dia 18 de agosto de 2002 ocorreu um homicídio em um dos acampamentos do Movimento de Moradia no Centro de São Paulo (MMC), entidade filiada à Central de Movimentos Populares (CMP). De tudo o que foi apurado, tem-se notícia de que a discórdia surgida entre o autor dos fatos (ainda não procurado e investigado) e a vítima surgiu pouco antes do fatídico acontecimento, no qual a vítima (que residia no acampamento) teria ofendido o autor do crime (visitante e não residente no acampamento), que para vingar-se das ofensas sofridas, acabou por tirar-lhe a vida.

Vale esclarecer que ambos não participavam da organização do acampamento e eram estranhos à luta do movimento de moradia do centro. Este conflito nada teve a ver com as reivindicações do MMC e a dinâmica interna do acampamento, mas foi aproveitado para incriminar e afastar do local a organização deste movimento e o apoio às famílias acampadas.

O acampamento era localizado na Vila Carioca, na Avenida Presidente Wilson. As famílias integrantes da ocupação, em sua grande maioria, eram oriundas do despejo de um prédio, pertencente ao então falido Banco Nacional, na Rua Líbero Badaró, n. 89, no centro da capital paulista. Essa remoção para a nova área fora autorizada pelo Governo do Estado, em negociações que envolveram o então governador Mário Covas.

Gegê participou diretamente da negociação para que as famílias despejadas pudessem ter moradia digna. Enquanto ela não viesse, as famílias se manteriam acampadas e organizadas, como em qualquer outra ocupação. Conhecido por sua combatividade e luta não só no centro de São Paulo, mas em todo o Brasil, ele sofreu diversas ameaças pessoais. A própria vida de Gegê era constantemente alvo de ameaças. Dois anos depois do crime, Gegê foi preso por mais de 50 dias. Após ser solto, em decisão de Habeas Corpus, sofreu uma prolongada situação de instabilidade e insegurança, na qual diversos pedidos de liberdade eram concedidos para, momentos depois, serem repentinamente revogados.

Tanto nos autos do inquérito policial instaurado no 17º Distrito Policial, no Ipiranga, quanto nos autos do processo penal em andamento, o autor do homicídio (já conhecido e identificado) nunca foi investigado, preso ou procurado. O inquérito policial acabou sendo maculado por manipulações e falsos testemunhos por parte dos que intencionavam incriminar Gegê.

Sobre Gegê

Gegê tem um longo histórico de militância social e sindical. Ele foi um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do PT e de movimentos de moradia. A Unificação das Lutas de Cortiço (ULC), do Movimento de Moradia do Centro (MMC), da União dos Movimentos de Moradia do Fórum Nacional de Reforma Urbana e a Central de Movimentos Populares (CMP) estão entre as organizações que contaram com a participação do líder.

Comitê Lutar Não é Crime

*O comitê Lutar Não É Crime propõe uma Campanha Nacional pelo fim da criminalização dos lutadores e lutadoras do povo. Conclamamos todos os movimentos sociais e populares, da cidade e do campo, a desencadearem uma ofensiva pela criação de comitês nos estados que somem forças a essa luta.

terça-feira, 22 de março de 2011

NOVAMENTE A VIOLÊNCIA POLICIAL, LUTAMOS PELA APURAÇÃO JÁ!

A matéria abaixo é do Jornal Folha Metropolitana, que fez da defesa dos direitos humanos seu foco. Todos (as) militantes dos movimentos sociais aplaudimos tal postura, a publicação dos dias de impunidade dos assassinos das duas mulheres (e de tantas outras) também é louvável, no sentido correto da palavra!

Agora em nova notícia que envergonha, um jovem foi detido violentamente. QUERO INFORMAR A TODOS (AS) LEITORES (AS) DESTE BLOG QUE ENVIEI NA SEGUNDA FEIRA (21/03/2011), UM OFÍCIO ENQUANTO COORDENADOR MUNICIPAL DA JUVENTUDE SOLICITANDO AUDIÊNCIA PÚBLICA PELA COMISSÃO DE JUVENTUDE DA CÂMARA MUNICIPAL COM TODAS AS ENTIDADES, MOVIMENTOS, ÓRGÃOS DE SEGURANÇA MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL.

Vamos dialogar, vamos conversar, mas seguir numa só direção: BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA A JUVENTUDE NEGRA, TRABALHADORA, MULHER, DAS PERIFERIAS, DAS ESCOLAS PÚBLICAS...DE GUARULHOS E DO BRASIL.

Manifeste-se ao jornal Folha Metropolitana, aos vereadores, enfim vamos para Audiência Pública, PÚBLICA.

Saudações vermelhas e de luta!


19 de março de 2011 - 06:48
Alberto Augusto
Adolescente é arrastado pelo pescoço por PM
PM arrastou o adolescente de 17 anos pelo pescoço até o 6ºDP; alegou que ele e mais outro jovem tentaram fugir
Adolescente é arrastado pelo pescoço por PM
Thaís Nunes

Na tarde de ontem, a Folha Metropolitana flagrou mais um episódio classificado por especialistas em direitos humanos e pelo Comando da Polícia Militar como irregular: um PM arrastou um adolescente de 17 anos pelo pescoço até a delegacia. O jovem estava dominado e contou à reportagem ter sido vítima de agressões e ameaças.

Tudo começou com uma confusão em frente da Escola Estadual Padre Conrado, no Bom Clima. Adolescentes se desentenderam após uma crise de ciúmes de um deles e a confusão foi generalizada.

Dois estudantes, ambos com 17 anos, foram conduzidos ao 6º Distrito Policial. O cabo José Valdecy de Oliveira, do 15º BPM/M, informou à reportagem que eles foram apreendidos porque tentaram fugir da polícia – todos os estudantes correram quando a PM chegou. Nenhuma testemunha confirmou se eram esses os jovens que estavam brigando.

Foi o cabo Valdecy que levou o adolescente, já dominado, pelo pescoço até a delegacia. No plantão, enquanto os rapazes contavam à reportagem terem levado tapas no rosto e sido ofendidos, o PM ordenou várias vezes que eles “calassem a boca” e os chamou de mentirosos.

Um dos adolescentes apreendidos contou que o PM ameaçou o “encontrar depois” caso ele saísse da história prejudicado. O estudante trabalha em uma oficina de costura e perdeu parte do dia de trabalho. Após a chegada dos responsáveis, os jovens foram liberados.

Especialista vê inversão de valores

Inversão da presunção da inocência, prevista na Constituição. Para Ariel de Castro Alves, vice-presidente do Comitê Nacional da Criança e do Adolescente da OAB, atitudes como esta demonstram o preconceito dos policiais militares em suas abordagens. “A pessoa é culpada até que se prove o contrário”, falou.

Alves explicou que atitudes assim infringem uma série de artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Conduzir o jovem pelo pescoço não é só uma agressão física, mas também psicológica, já que ele foi submetido a situação vexatória.”

Para o especialista, é imprescindível que a Corregedoria da Polícia Militar apure o caso com rigor. “Após denúncia da reportagem, a OAB encaminhará o caso para a Ouvidoria das Polícias”, disse Alves.

Comandante da PM promete apurar caso pessoalmente

Em nota, o tenente-coronel Marcos de Almeida, comandante do 15ºBPM/M, e superior direto de Valdecy, defendeu a atitude do cabo. “Os policiais conseguiram conter dois deles [adolescentes] usando da força necessária, sem fazer uso de algemas ou outros [meios] mecânicos”, disse. O coronel Álvaro Batista Camilo, comandante geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, desqualificou a resposta dada por Almeida, seu subordinado. “Não podemos dizer se está certo ou errado sem investigar antes. Irei apurar pessoalmente o que aconteceu e se houve ameaça”, prometeu.

domingo, 20 de março de 2011

O gerente do imperio vem a senzala fazer discurso mediocre.



Imagine que eu chegue em Guarulhos pela primeira vez e dissesse como a cidade é linda, o povo é bonito, as "chaminés sao como laças erguidas", tem um belo teatro e bla bla bla...mas eu sou eu, ja Obama...o gerente do momento. A democracia estadunidense só é peça de referendo, limita a liberdade daqueles que pensam na contramão da liberdade de mercado, a única com poder reconhecido naquela sociedade.

Com um Estado a serviço de poucos e de interesses privados logico que nao elege governantes, mas gerentes. Como numa empresa gerentes passam, poderes e poderosos ocultos ficam. O discurso de Obama é do novo gerente que precisa com a mesma equipe economica, mesmos interesses protecionistas, mesma arrogancia politico-militar e o pior de tudo dizem o que nao fazem, fazem o que nao dizem. Alguém acredita no discurso socio-ambiental, sustentavel...do Obama?

O EUA nao assumiu um compromisso, nao digo fazer, mas assinar os tratados sobre a reduçao do aquecimento global. A guerra pelo petroleo continua e as maravilhas da democracia liberal estanudidense nao chegou ao povo iraquiano, haitiano, etc, etc. Quem é carregado no aero-obama? Empresários da GE, da Cargyll, entre outras que buscam do Brasil apenas a sua matéria prima. Aqui o erro é nosso de submeter a nossa balança comercial a extraçao de materia prima (do lado de cá Petrobras, Vale do Rio Doce, entre outra) e dar a eles tanto o poder sobre a produçao de bens e controle das patentes, ou seja, tecnologia.

Nunca sairemos da roda viva do jogo comerdial e industrial dependente. O discurso de Obama nao tem conteúdo, é o velho populismo liberal com a velha fome do capital. E a voz dessa subserviencia no Brasil faz o que? A globobo coloca dois artistas negros (um ator e uma atriz), para falar da "importancia" do novo gerente enaltecer uma das suas filiais, me poupem mas em nome de que povo negro eles estão falando?.

Desse jeito só tenho mesmo a mandar a Obama, GO HOME!!!

sábado, 19 de março de 2011

OBAMA GO HOME! VOLTE PRA CASA, TIRE AS GARRAS DO MUNDO!

Sou contra o "american way of live" - o jeito americano de viver, representa para os povos do mundo não desenvolvido o "jeito americano de explorar os demais povos". Obama é uma fraude e as informações provam isso!

O documentário premiado "Trabalho Interno" faz a revelação aos leigos (as) do que os próprios capitalistas (investidores, banqueiros, intelectuais a serviço, financistas e demais) sabiam de que a crise econômica estadunidense tem uma raiz: a financeirização do capital.

A mágica dos juros e dos lucros exorbitantes pode fazer o que a esquerda socialista tentou por decádas: derrubar ou acabar com o capitalismo. O problema é a forma e o efeito, o fim do capitalismo num contexto de caos gera guerras, banalização da morte, revoltas por sobreviência...ou seja a barbárie.

Obama compôs na sua equipe econômica os mesmos pensadores ou gerentes do mercado financeiro do seu antecessor, George Bush Filho da...é isso mesmo amiga e amigo do Blog, a mesma equipe, os mesmos conselheiros, os mesmos banqueiros, os mesmos especuladores.

A guerra do Iraque ainda deixa mortos os homens e mulheres que vivem sobre a "democracia ocidental", na recente crise no Oriente Médio diz parao povo egipício ter calma com o ditador do Egito e guerra/invasão armada contra o ditador Libio, dois pesos - duas medidas.

Seu governo é medíocre. A reforma da saúde foi derrotada na sua execução pelo lobby e força do setor empresarial da saúde estadunidense, setores que invadem o Brasil como tropas sedentas de sangue, ou vocês não perceberam o número de empresas internacionais estadunidenses (como uma tal Qualicorp), que esta ocupando o mercado da saúde privada no Brasil.

A roda da história segue seu ritmo, nós buscamos sempre dar o tom da sua direção com a luta. Vejam só os movimentos sociais só ensaiaram um protesto e o imperialista já recuou, o empurramos da Cinelândia para o teatro....vamos mais, empurrar do teatro para RUA!!!! Obama Go Home!!!!

Vejam as notícias:

Central das Favelas rompe com organizadores da visita de Obama


Por Michel Blanco, da Redação Yahoo! Brasil


O clima de cordialidade nos preparativos para receber Barack Obama na Cidade de Deus azedou. A Central Única das Favelas do Rio (Cufa) rompeu com os organizadores da visita do presidente norte-americano por discordar das regras impostas aos moradores enquanto Obama estiver na comunidade.

O rígido aparato de segurança vai mudar radicalmente os hábitos da favela. Os moradores não poderão sair de casa e o tradicional banho de sol na laje está proibido. A Cufa foi informada pelos organizadores da visita de que o cordão de isolamento em torno da comitiva será de 300 metros. Os moradores, inclusive crianças, serão revistados.

“Isto não é visita, é hostilização. As crianças daqui são esculachadas a vida inteira, e agora vêm os americanos para esculachar também? É um absurdo”, diz um dos líderes da Cufa à frente das negociações. “Esse aparato tem que existir, claro. Porém, deveria servir para viabilizar o contato dele com as pessoas. Não é o que vai acontecer.”

A entidade, no entanto, ressalta a importância da visita de Obama à Cidade de Deus. Mas questiona as normas impostas pela segurança e os preparativos que veem como “maquiagem” dos problemas da favela.

O rapper MV Bill, um dos fundadores da Cufa, diz esperar que o plano seja revisto, “para que a visita não seja uma grande frustração”. Em entrevista por telefone, Bill frisa que a visita é bem-vinda, “mas ela está fora de sintonia do que se espera de um cara como Obama. Pelo jeito dele, pela cara dele, há uma identificação automática com a comunidade. Quase pensam que ele já vai sair falando português. Mas aí vem isso. Vão transformar a comunidade num cativeiro.”

Os moradores da Cidade de Deus também se mostram indignados. O eletricista Márcio, embora acredite num clima de tranquilidade, prevê um protesto pacífico dos moradores. “Ele vai apenas tirar uma foto pra dizer que foi a Cidade de Deus. E só. Vai haver um protesto pacífico. A Cidade de Deus é uma comunidade pacificada.”

De acordo com os planos, durante a visita de Obama, o comércio será fechado. Prejuízo para quem trabalha no fim de semana e esperava um movimento maior com a visita do presidente americano, como a cabeleira Vânia. “Trabalho no domingo e vou ter o meu comércio fechado. A gente não pode mascarar as coisas pra gringo ver um Brasil que não é realidade. Seria uma ótima oportunidade para discutir as dificuldades da Cidade de Deus”, afirma.

“O Obama tem uma história, é preto. Ele precisa conhecer a realidade do Brasil. E a Michelle podia ir lá no meu salãozinho, poxa”, completa.

Futebol, capoeira e discurso
Embora a agenda de Obama na CDD não esteja confirmada, a expectativa é que o presidente americano vá a um campo de futebol e depois veja uma roda de capoeira de crianças atendidas por uma entidade assistencial, em um prédio fechado com capacidade para apenas 60 pessoas.

Nesta sexta-feira, a embaixada norte-americana em Brasília informou que o presidente não fará mais discurso na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro. O novo local do discurso de Obama será o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A embaixada não especificou as razões que levaram à mudança do local do discurso do presidente dos EUA evento, que deve ocorrer na tarde de domingo.

Antes de ir ao Rio, Obama inicia sua visita ao Brasil em Brasília, onde terá encontro com a presidente Dilma Rousseff. O Brasil é a primeira parada do presidente norte-americano em um tour que inclui Chile e El Salvador.

Cidade de Deus ganha faxina para a visita de Obama