terça-feira, 22 de março de 2011

NOVAMENTE A VIOLÊNCIA POLICIAL, LUTAMOS PELA APURAÇÃO JÁ!

A matéria abaixo é do Jornal Folha Metropolitana, que fez da defesa dos direitos humanos seu foco. Todos (as) militantes dos movimentos sociais aplaudimos tal postura, a publicação dos dias de impunidade dos assassinos das duas mulheres (e de tantas outras) também é louvável, no sentido correto da palavra!

Agora em nova notícia que envergonha, um jovem foi detido violentamente. QUERO INFORMAR A TODOS (AS) LEITORES (AS) DESTE BLOG QUE ENVIEI NA SEGUNDA FEIRA (21/03/2011), UM OFÍCIO ENQUANTO COORDENADOR MUNICIPAL DA JUVENTUDE SOLICITANDO AUDIÊNCIA PÚBLICA PELA COMISSÃO DE JUVENTUDE DA CÂMARA MUNICIPAL COM TODAS AS ENTIDADES, MOVIMENTOS, ÓRGÃOS DE SEGURANÇA MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL.

Vamos dialogar, vamos conversar, mas seguir numa só direção: BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA A JUVENTUDE NEGRA, TRABALHADORA, MULHER, DAS PERIFERIAS, DAS ESCOLAS PÚBLICAS...DE GUARULHOS E DO BRASIL.

Manifeste-se ao jornal Folha Metropolitana, aos vereadores, enfim vamos para Audiência Pública, PÚBLICA.

Saudações vermelhas e de luta!


19 de março de 2011 - 06:48
Alberto Augusto
Adolescente é arrastado pelo pescoço por PM
PM arrastou o adolescente de 17 anos pelo pescoço até o 6ºDP; alegou que ele e mais outro jovem tentaram fugir
Adolescente é arrastado pelo pescoço por PM
Thaís Nunes

Na tarde de ontem, a Folha Metropolitana flagrou mais um episódio classificado por especialistas em direitos humanos e pelo Comando da Polícia Militar como irregular: um PM arrastou um adolescente de 17 anos pelo pescoço até a delegacia. O jovem estava dominado e contou à reportagem ter sido vítima de agressões e ameaças.

Tudo começou com uma confusão em frente da Escola Estadual Padre Conrado, no Bom Clima. Adolescentes se desentenderam após uma crise de ciúmes de um deles e a confusão foi generalizada.

Dois estudantes, ambos com 17 anos, foram conduzidos ao 6º Distrito Policial. O cabo José Valdecy de Oliveira, do 15º BPM/M, informou à reportagem que eles foram apreendidos porque tentaram fugir da polícia – todos os estudantes correram quando a PM chegou. Nenhuma testemunha confirmou se eram esses os jovens que estavam brigando.

Foi o cabo Valdecy que levou o adolescente, já dominado, pelo pescoço até a delegacia. No plantão, enquanto os rapazes contavam à reportagem terem levado tapas no rosto e sido ofendidos, o PM ordenou várias vezes que eles “calassem a boca” e os chamou de mentirosos.

Um dos adolescentes apreendidos contou que o PM ameaçou o “encontrar depois” caso ele saísse da história prejudicado. O estudante trabalha em uma oficina de costura e perdeu parte do dia de trabalho. Após a chegada dos responsáveis, os jovens foram liberados.

Especialista vê inversão de valores

Inversão da presunção da inocência, prevista na Constituição. Para Ariel de Castro Alves, vice-presidente do Comitê Nacional da Criança e do Adolescente da OAB, atitudes como esta demonstram o preconceito dos policiais militares em suas abordagens. “A pessoa é culpada até que se prove o contrário”, falou.

Alves explicou que atitudes assim infringem uma série de artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Conduzir o jovem pelo pescoço não é só uma agressão física, mas também psicológica, já que ele foi submetido a situação vexatória.”

Para o especialista, é imprescindível que a Corregedoria da Polícia Militar apure o caso com rigor. “Após denúncia da reportagem, a OAB encaminhará o caso para a Ouvidoria das Polícias”, disse Alves.

Comandante da PM promete apurar caso pessoalmente

Em nota, o tenente-coronel Marcos de Almeida, comandante do 15ºBPM/M, e superior direto de Valdecy, defendeu a atitude do cabo. “Os policiais conseguiram conter dois deles [adolescentes] usando da força necessária, sem fazer uso de algemas ou outros [meios] mecânicos”, disse. O coronel Álvaro Batista Camilo, comandante geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, desqualificou a resposta dada por Almeida, seu subordinado. “Não podemos dizer se está certo ou errado sem investigar antes. Irei apurar pessoalmente o que aconteceu e se houve ameaça”, prometeu.