quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mulheres, um laço branco contra a violência!

Mulheres, um laço branco contra a violência!

Estranho, assim você leitor pode estar se perguntando. Mas é isso mesmo, a campanha do “laço branco” é uma ação mundial de enfrentamento à violência contra mulher e com um detalhe: é uma iniciativa dos homens.

Surgiu depois do fatídico dia de 6 de dezembro de 1989, onde um rapaz de 25 anos invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica, na cidade de Monteral, Canadá. Ele ordenou que os homens se retirassem da sala, permanecendo somente as mulheres. Esse homem assassinou 14 mulheres, à queima roupa. Em seguida, suicidou-se. O rapaz deixou uma carta na qual afirmava que havia feito aquilo porque não suportava a idéia de ver mulheres estudando engenharia.

Este fato mobilizou a sociedade que lançou a primeira Campanha do Laço Branco (White Ribbon Campaign): homens pelo fim da violência contra a mulher.

O símbolo do laço branco representando a paz e difundida por homens alcançou inúmeros países chegando até a nossa cidade pela Coordenadoria da Mulher da prefeitura de Guarulhos.

Devemos entender que não nascemos racistas ou machistas, esse é um processo histórico e ideológico que vem passando de geração a geração e mudar essa cultura política inclusive depende do primeiro passo.

A opressão é uma manifestação que só pode ser alterada se mudarmos nossa visão de mundo e de sociedade, como dizem “o opressor está na cabeça do oprimido”, para construir homens novos precisamos transformar culturalmente o pensamento é reproduzido socialmente.

Há crimes que na foram esclarecidos, homens assassinos (porque foragidos só atestam a sua culpa), soltos e famílias sem poder ter paz diante da injustiça. Essa forma de tratar a vida humana como uma relação secundaria e sem valor promovem a violência e a mídia contribui muito para isso expondo de forma sensacionalista a dor alheia.

O filme “Se eu fosse você” ilustra algo que se pudesse ser real mudaria radicalmente os conceitos entre homens e mulheres no ponto fundamental: as diferenças de gênero são diferentes de opressão de gêneros, ou seja, um não domina o outro.

Por isso, mais do que usar uma camiseta, ou broche ou fazer discurso contra a violência contra mulher, a questão é o que você faz e qual é a sua atitude.

Em tempo: o ser humano é dominante por conta da sua razão e sua capacidade de dominar a natureza e transformá-la. As jovens mulheres estão se manifestando em todo mundo seja contra a mercantilização do corpo durante os grandes eventos da Copa do Mundo e das Olimpíadas, a defesa da maior participação, de direitos básicos como creche noturna e outras barreiras que impedem as mulheres de serem plenamente humanas diante do “ animal” homem.

LINK`s:

www.guarulhos.sp.ov.br/lacobranco (VOCÊ HOMEM, CADASTRE-SE CONTRA A VIOLÊNCIA)

http://www.lacobranco.org.br